SEG - Inadimplência é pior na saúde suplementar que em outros setores

Diretora-executiva da FenaSaúde disse haver uma 'pandemia de projetos de lei' atingindo os planos.

Seguros / 18:07 - 5 de jun de 2020

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A diretora-executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, afirmou que há uma verdadeira "pandemia de projetos de lei" atingindo os planos de saúde. Ao congelar prestações, suspender reajustes ou permitir a inadimplência, essas iniciativas comprometem não apenas o setor, mas todo o sistema de saúde.

"A inadimplência na saúde suplementar é mais perigosa do que em qualquer setor. Compromete a liquidez do sistema, as relações contratuais e pode levar a insolvências de várias empresas. E vai se refletir na assistência às pessoas" disse ela durante o webinar "Saúde Suplementar Pós-Covid 19: O Que Deve Mudar", promovido ontem pela Central Nacional Unimed, uma das 16 associadas da FenaSaúde.

A maior parte das propostas legislativas nesse sentido deriva da falta de compreensão sobre o funcionamento da saúde suplementar. "Não existe conhecimento, o que leva a políticas populistas que afetam o setor" lamentou ela.

O segmento funciona como uma espécie de "caixa d'água", que irriga toda a cadeia: 90% do que hospitais privados recebem e 80% das receitas dos laboratórios de medicina diagnóstica têm como origem os repasses dos planos de saúde. Essas interconexões, contudo, nem sempre têm sido levadas em conta pelos legisladores.

O PL 1.542/2020, por exemplo, aprovado no Senado nesta semana, impôs congelamento no valor das prestações por 120 dias, sendo que operadoras ligadas à FenaSaúde, por iniciativa própria, já haviam suspendido todos os reajustes de contratos de planos individuais, coletivos por adesão e empresariais até 29 vidas por 90 dias, até 31 de julho.

"As operadoras estão muito sensíveis ao que os contratantes estão sofrendo. Existem negociações acontecendo o tempo todo. Ninguém quer deixar ninguém desassistido. Mas o PL, infelizmente, não permite iniciativa da operadora de ir de cliente em cliente. Que se chame a ANS para que ela seja ouvida" pediu a diretora-executiva da FenaSaúde.

Como a cadeia é toda interconectada, um eventual enfraquecimento da saúde suplementar afeta também o SUS. Hoje são 47,1 milhões os usuários dos planos e seguros de saúde. Em caso de insolvência de operadoras, principalmente pequenas, beneficiários podem migrar para o sistema público, afetando ainda mais os conhecidos gargalos do SUS.

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Petros - A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), como têm informado aos seus associados, há tempos vêm analisando a questão referente aos saldos do denominado Plano de Equacionaneto do Déficit dos Planos Petros do Sistema Petrobras Repactuados e Não Repactuados (PED), à implantação do NPP e suas consequência para seus associados e ao tomarem conhecimento do Informativo publicado pela Petros, reproduzido adiante em parte, tomam a iniciativa de também informarem as suas posições sobre o assunto.

Agora, o foco é a cobrança de valores não pagos ou pagos pela metade que devem ter tratamento de forma diferente daquela que a Petros pretende e, por esta razão, estamos postando este Informativo dando conhecimento a todos.

A Aepet não se inclue no rol daquelas chamadas pela Petros de "entidades representativas de participantes" conforme consta no Informativo publicado pela Petros, reproduzido adiante parte, que acordaram o chamado parcelamento da cobrança do PED 2015 (o qual denominamos de "assassino") para aqueles que entre 2018 e 2019 ficaram sem pagar as contribuições extras, devido a decisões judiciais, visto que, pelo contrário, recorreram, juntamente com a Federação Nacional das Associações de Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petrobras e Petros (Fenaspe) e outras associações a ela filiadas mediante Agravo Interno, em face da decisão do presidente do STJ que suspendeu a liminar que assegurava aos associados o pagamento de apenas 50% da contribuição extraordinária cobrada, Agravo que ainda aguarda julgamento pela Corte Especial do STJ, estando atualmente concluso com o relator presidente do STJ desde 11.05.2020. Portanto, a Aepet considera esta cobrança como litigiosa (sub judice) e tomará as providências processuais cabíveis.

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Panorama do Seguro - A 63ª edição do programa Panorama do Seguro recebe Celso Paiva, diretor vice-presidente do Sindseg-SP e diretor da Alfa Seguradora que falou sobre o seguro de automóvel no momento atual, a importância da tecnologia no mercado segurador, a movimentação da recuperação do mercado de seguros pós pandemia, entre outros.

Sobre a tecnologia nesse cenário atual, Celso afirma que o mundo já é totalmente dependente da tecnologia. "Se a gente pensar que há um mês e meio atrás todo mundo se locomovia para trabalhar em suas empresas e que da noite pro dia muitas pessoas passaram a trabalhar dentro da sua própria casa, deixa nítido que se não fosse a tecnologia todos teriam parado", explica.

Celso ainda falou sobre a importância da tecnologia no mercado de seguros. "O mercado já vem se transformando no sentido de usar a tecnologia da melhor maneira possível, para falar diretamente com o consumidor, mesmo que através de um canal importantíssimo de distribuição como são os corretores no nosso mercado. Estão transformando seguros em produtos mais simples e muito mais diretos na linguagem com o consumidor", conclui.

Confira a entrevista na íntegra: https://www.sindsegsp.org.br/site/sindsegsp-tv-video.aspx?id=95.

Apresentado pelo jornalista Paulo Alexandre e pelo consultor de economia Francisco Galiza, o programa Panorama do Seguro conta com convidados especiais e dicas de leitura.

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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Saúde mental - A Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS) realizou ontem o webinar "A Importância do Equilíbrio Emocional nas Organizações". Gratuito e aberto a homens e mulheres, o evento, que foi transmitido pelo canal da AMMS no Youtube e registrou mais de 350 acessos, contou com as participações da psicóloga e Fundadora da Parceria Humana, Fabiana Garcia, e da administradora de empresas e head de Sourcing para América Latina da Dover Fueling Solutions, Cláudia Hallais.

O foco do debate girou em torno da psicologia das emoções em prol de poder alcançar a vida emocional construtiva e importantes competências comportamentais profissionais. Nesse contexto, as palestrantes discutiram as visões de Paul Ekman (criador dos personagens do "Divertida Mente" e apontado como um dos maiores psicólogos do século XX), Alan Wallace (um dos maiores eruditos no tema da meditação no Ocidente) e Eve Ekman (expert na expressão das emoções).

Na abertura, a presidente da AMMS, Margo Black, falou sobre o tema do encontro e anunciou algumas novidades que a associação está programando para os próximos meses. "Teremos mais de 10 encontros nesse modelo online. A maior novidade será a 'TV Fala Mulher'. A coluna do nosso portal ganhará voz e movimento. Faço um apelo às mulheres: se associem à AMMS e venham ser protagonistas conosco".

A diretora-executiva da AMMS, Márcia Ribeiro, que foi a mediadora do evento, também convocou as mulheres do mercado de seguros para participar da associação. "Acessem nosso site, se inscrevam e ajudem-nos a fazer um bom trabalho" observou.

Logo depois, Fabiana Garcia fez um relato sobre experiências pessoais que a levaram ao autoconhecimento e ao desenvolvimento emocional nos últimos anos. "A meditação e a saúde mental eram vistos como algo mais espiritual. Contudo, hoje, a ciência mostra que isso é tão necessário quanto ir ao dentista. Seus dentes são mais importantes que sua mente? É fundamental fazer meditação e pausas, que podem começar por apenas três minutos. Quem o faz não se torna improdutivo nem está perdendo algo. Na verdade, está ganhando muito" asseverou.

Ela destacou a relevância da felicidade sustentável e genuína. Segundo Fabiana Garcia, pode haver casos em que ganhadores da Mega Sena que ficam mais deprimidos, por razões como a perda de amigos.

"Onde estamos embasando a nossa felicidade? Na compra de um carro novo, na promoção no trabalho, no reconhecimento? A felicidade genuína precisa ser cultivada, assim como a sensação de bem-estar e de realização pessoal" afirmou.

Por sua vez, Cláudia Hallais disse que o equilíbrio está em voga e desperta interesse das pessoas. Frisou também que o estresse é resposta fisiológica do corpo para as pessoas se adaptarem. "O estresse é uma ferramenta de sobrevivência. É importante e necessário para crescermos, sairmos da inércia e da zona de conforto. Mas, o eustresse, de períodos curtos, leves e controláveis, que motiva nosso desenvolvimento pessoal, não pode evoluir para o distress, que prejudica nossa saúde", alertou.

Ela citou estudo segundo o qual 65% dos trabalhadores dos EUA sofrem de estresse no trabalho. No Brasil, esse percentual chega a 69%. “As principais causas são salários inadequados, prazos apertados, pressão excessiva, mudança repentina e carga de trabalho excessiva”, listou.

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SEGURO CIDADÃO

Junho Vermelho - Os moradores do Rio de Janeiro aceitaram o convite da 99, empresa de mobilidade urbana, juntando-se ao movimento de solidariedade para aumentar os estoques Hemorio, com intuito de incentivar a doação de sangue na cidade. Entre as 16 cidades que participaram da campanha da empresa, o Rio ficou entre as dez primeiras colocadas no ranking, que considera o número de doações por 100 mil habitantes.

Foram mais de 1.500 corridas para o hemocentro. E como cada doação pode salvar 4 vidas, mais de 6 mil pessoas foram beneficiadas com a iniciativa.

O aplicativo iniciou a campanha em abril e disponibilizou descontos para os principais pontos de doações de sangue do país. Foram mais de 12 mil corridas, que impactaram cerca de 50 mil pessoas por meio das bolsas de sangue coletadas no Brasil.

Em razão do Junho Vermelho, quando é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue (no dia 14), a 99 irá prorrogar a campanha até 30 de junho, para que mais pessoas possam doar.

"A 99 facilita a conexão das pessoas às cidades diariamente e, dessa vez, nós fomos além. Criamos uma conexão ainda maior de solidariedade, transportando em segurança para os pontos de coletas, os doadores que com um gesto tão simples podem salvar vidas. Ao apoiarmos os hemocentros, reforçamos nossa escolha em agir para transformar", afirma Murilo Gírio, gerente regional de Operações da 99.

Para utilizar os descontos de R$ 30 para ir e voltar dos hemocentros participantes da campanha em São Paulo e região, válidos até 30 de junho, basta incluir o código DOESANGUERJ no app. Confira as regras e lista de endereços e cidades participantes neste link: http://99app.com/coronavirus/doesangue/rj.

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ENDOSSANDO

Seguro Auto - A startup de tecnologia Thinkseg registra aumento de 250% nas vendas do seguro auto Pay Per Use (PPU) em maio, comparado à média mensal do último trimestre de 2019, quando ainda não havia notícias sobre a pandemia. Durante o período de disseminação do vírus e do isolamento social, produtos personalizados, sob medida, contratados pela internet, estão atraindo consumidores que querem pagar preço justo ao que gastam, sem qualquer desperdício no orçamento familiar.

"Percebemos que a maior demanda está vindo de pessoas no momento da renovação do seguro auto tradicional. Elas pesquisam alternativas para caber no bolso. Aí, se identificam com o Pay Per Use. O preço é o grande atrativo do produto diante da proteção ampla oferecida ao motorista. O PPU cobre acidentes, furto e roubo, de acordo com os valores previstos na tabela Fipe", explica o CEO do Grupo Thinkseg, Andre Gregori.

Com a crise causada pelo coronavírus, a assinatura mensal básica teve o preço reduzido. A partir de R$ 25 para carro básico, o motorista assina uma taxa fixa por mês, acrescida de centavos por cada quilômetro rodado. Para muitos, esse tipo de produto compensa nas ocasiões em que o carro fica a maior parte do tempo na garagem, só usado para situações esporádicas: mercado, farmácia, passeios curtos nos finais de semana.

No Brasil, a contratação do seguro por períodos, chamados intermitentes, como o Pay Per Use, de assinatura mensal, foi oficializada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em agosto passado, com a publicação da Circular 592, de 2019.

Já difundido nos EUA e na Europa, agora, o seguro Pay Per Use é visto como "bola da vez", inclusive no Brasil. O produto tem sido abordado em "lives" de entidades do setor e também nas pesquisas de consultorias mundiais.

A Pesquisa World Insurance Report 2020, divulgada dia 19 passado, feita pela consultoria internacional Capgemini em 22 países, incluindo Brasil, entre janeiro e fevereiro, já em meio à disseminação do coronavírus no mundo, mostra que produtos "usage-based" (quando o motorista paga o seguro automóvel por cada km rodado - Pay Per Use), passou de 31%, em 2019, para 51%, em 2020. Já o seguro auto "on demand" (seguro pago por hora de uso) passou de 29% para 31% no mesmo intervalo de tempo, entre 2019 e 2020, aponta a pesquisa.

De acordo com a World Insurance Report 2020, mais de 50%, de um total de 8 mil clientes de seguros, desejam um seguro com base no uso, que oferece personalização e valor ao dinheiro. A pesquisa foi realizada pela Capgemini junto com a Efma - organização global sem fins lucrativos, criada em 1971 por bancos e seguradoras - e ouviu ainda 150 executivos seniores de seguros das principais companhias do setor em 29 mercados que representam as regiões das América;, Europa, Oriente Médio e África; e Ásia Pacífico (incluindo o Japão).

Também durante o webinar "Produtos de Seguro pós-Covid-19: adaptação ou revolução?", realizado pela CNseg em 13 de maio, o representante da Federação das Seguradoras de Seguros Gerais (FenSeg), afirmou que o seguro intermitente pode atrair um nicho da população que deseja vir para esse mercado. "Cada seguradora vai fazer sua própria avaliação para lançar ou não seguros intermitentes de forma que não prejudique as carteiras existentes", disse Antônio Trindade.

Dados do setor mostram que o seguro automóvel tradicional - presente entre 30% e 35% da frota segurada no Brasil -, em 2019, ficou estagnado em prêmios (valor pago pelo segurado). Cresceu apenas 0,5% em relação ao volume do ano anterior, de acordo com dados da FenSeg.

De olho na inovação, no início de 2019, a seguradora internacional Generali anunciou a parceria com a insurtech Thinkseg que é pioneira no desenvolvimento do seguro Pay Per Use no Brasil. Em 6 de maio, a Generali também comunicou ao mercado a interrupção da oferta de seguro automóvel tradicional, passando a ter foco apenas no seguro auto Pay Per Use.

O seguro PPU é completo e aceita veículos com valor mínimo de R$ 20 mil e máximo de R$ 300 mil, presentes na tabela Fipe, de acordo com a política de aceitação da plataforma. Os modelos de autos podem ser nacionais e importados, com ou sem blindagem, em todo o território nacional.

Além de cobertura para roubos e furtos, seguindo os preços da Tabela Fipe, o seguro auto Pay Per Use também oferece cobre acidentes de qualquer tamanho. O PPU tem ainda parcerias com cerca de 4 mil oficinas e uma rede para atendimento de serviços de socorro mecânico, guincho, reboque e reparos gerais (vidro, farol, lanterna, retrovisor e parachoque). E o cliente faz tudo pelo aplicativo.

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