SEG NOTÍCIAS – Caixa assume gestão dos recursos e pagamentos do Dpvat

A Caixa Econômica Federal começa a receber hoje as solicitações do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat). Inicialmente, os pedidos de indenização deverão ser feitos nas agências da Caixa e, em breve, o banco também disponibilizará o aplicativo Caixa Dpvat, tornando as operações 100% digitais.

A Caixa assumiu nesta segunda-feira a gestão dos recursos e pagamentos do Dpvat, após contrato firmado na última sexta-feira com a Superintendência de Seguros Privados (Susep). A Caixa receberá os avisos de sinistros ocorridos a partir do dia 1º de janeiro de 2021. Acidentes ocorridos até 31 de dezembro do ano passado, independentemente da data de aviso, permanecem sob responsabilidade da Seguradora Líder, até então gestora do seguro.

De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, todos os pagamentos do seguro serão realizados “única e exclusivamente” pelo aplicativo Caixa Tem. “É o banco digital da Caixa, onde as contas são gratuitas e onde há uma grande pulverização de todos os brasileiros nos lugares mais remotos, como já demonstramos pelo pagamento do auxílio emergencial, do saque imediato emergencial do FGTS e do BEM”, disse.

Guimarães explicou que mais de 105 milhões de pessoas já têm a conta digital do banco e a estimativa é que em torno de 500 mil pessoas ao ano tenham demandas do Dpvat. “A grande maioria já deve ter conta no banco digital da Caixa, no Caixa Tem. E quem não tiver, nós abriremos a conta de graça. Esse é um movimento muito importante para minimizar problemas, fraudes, em especial para pessoas mais humildes, eliminando os intermediadores”, explicou.

A solicitação é gratuita e pode ser feita tanto pela vítima quanto pelo beneficiário. Após a entrega da documentação, a Caixa tem 30 dias para análise e pagamento. Em caso de dúvidas, basta acessar a página do Dpvat no portal da Caixa. A partir de amanhã (19), o telefone 0800 726 0207 também estará disponível para atender a população.

Não há nenhuma mudança nas regras de indenização. Criado pela Lei 6.194/1974, o Dpvat indeniza vítimas de acidentes de trânsito, sejam motoristas, passageiros ou pedestres, brasileiros ou estrangeiros, independentemente da culpa. A indenização é paga em casos de morte, invalidez permanente total ou parcial e para o reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada por danos físicos causados por acidentes com veículos automotores de via terrestre ou por suas cargas. Estão enquadrados os acidentes de trânsito envolvendo carros, motos, caminhões, caminhonetes, ônibus e tratores (sujeitos ao licenciamento do Detran).

Nos casos de morte, o valor da indenização é de R$ 13,5 mil. Nos casos de invalidez permanente, o valor é de até R$ 13,5 mil, variando conforme a lesão da vítima. Já as despesas médicas e hospitalares são reembolsadas em até R$ 2,7 mil, considerando os valores gastos pela vítima em seu tratamento. O prazo para solicitação é de até três anos da data do óbito, ciência da invalidez ou do acidente, conforme o caso.

O seguro é pago anualmente por todos os proprietários de veículos automotores. Para este ano, entretanto, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou prêmio zero para o Dpvat, ou seja, ele não será cobrado dos consumidores.

De acordo com a Susep, isto só foi possível porque há um excedente de recursos, pago pelos proprietários de veículos no passado, que hoje gira em torno de R$ 4,3 bilhões. Se não fosse realizada a devolução dos recursos os prêmios do seguro Dpvat variariam entre R$ 11,27 (DF) a R$ 86,67 (RO), para veículos de passeio, e entre R$ 87,14 (SP) e R$ 696,41 (RR), para motos, dependendo do estado no qual o veículo foi licenciado.

“Com certeza teremos recursos para todo ano. É uma redução financeira significativa para todos os contribuintes do país”, disse a superintendente da Susep, Solange Vieira. Segundo ela, ainda no primeiro semestre deste ano o governo deve encaminhar um projeto ao Congresso para discutir uma nova política para o Dpvat.

.

Franquia em contrato de seguro – Em um contrato de seguro, quando os limites ou o percentual estão previstos no documento, não se mostra abusiva a cobrança de franquia.

Foi com esse entendimento que a juíza do 3º Juizado Especial Cível de Ceilândia (DF) julgou improcedente o pedido para condenar uma empresa de seguros a efetuar o pagamento de percentual abatido da franquia contratada pela empresa autora, que aderiu a contrato de seguro empresarial contra roubo ou furto qualificado de bens e mercadorias.

Narra a empresa autora que contratou seguro empresarial da ré, de cobertura total, com vigência de 12 de outubro de 2018 a 11 de outubro de 2019, para proteção de seu estabelecimento comercial, limitada ao valor de R$ 50 mil. Relata ter sido furtada em 10 de abril de 2019 e comunicado o fato à ré, junto com a lista das mercadorias furtadas.

No entanto, diz que, apesar de a ré ter apurado um prejuízo de R$ 21.755, apenas efetuou o pagamento da quantia de R$ 17.404,26, fato que a empresa julga ser indevido por se tratar de cobertura total. Requer, então, que a ré seja condenada a efetuar o pagamento da diferença de R$ 4.350,74, corrigida e acrescida de juros desde o dia do furto.

Em sua defesa, a ré alegou a ausência de qualquer vício capaz de gerar a nulidade contratual, sendo devido o abatimento de 20% sobre o valor do prejuízo na franquia contratada, que alcançou a quantia de R$ 4.350,74, conforme previsto no contrato.

Sustentou, ainda, a ausência de dano a ser reparado, pois teria agido de acordo com as prerrogativas contratuais, não havendo de se falar em conduta ilícita. Pede, ao final, a improcedência dos pedidos deduzidos na inicial.

Na análise dos autos, a juíza afirmou que, apesar das alegações do autor, “não se mostra abusiva a cobrança de franquia em contrato de seguro quando os limites financeiros ou o percentual estão contratualmente previstos no contrato”. A magistrada ainda destacou que a ré demonstrou que a franquia de 20% sobre o valor do prejuízo estava expressamente pactuada entre as partes nos termos da apólice.

Logo, para a julgadora, a ré agiu no exercício regular de direito ao abater do prejuízo apurado o valor da franquia, o que, segundo a juíza, impõe o não acolhimento da pretensão indenizatória autoral. Sendo assim, julgou improcedente o pedido autoral.

.

DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Adiamento do Brasesul 2020 – A Comissão Organizadora do Brasesul 2020, que seria realizado dias 18 e 19 de março em Foz do Iguaçu, comunica que, devido à pandemia, adiou o evento para os dias 5 e 6 de agosto, no mesmo local.

Em nota, a Comissão Organizadora do Brasesul 2020 comunica que “a realização do evento foi novamente adiada, agora para os dias 5 e 6 de agosto de 2021, no mesmo local, no Hotel Rafain Palace Hotel & Convention, em Foz do Iguaçu. A decisão do adiamento foi tomada pela Comissão Organizadora em razão da atual situação da pandemia, em reunião de avaliação realizada nesta quinta-feira, 14. A transferência para o segundo semestre dará mais tempo de aguardarmos o avanço da vacinação, que deverá ser iniciada na próxima semana, e que deverá proporcionar consequente queda e redução de casos.”

Segue dizendo que “em respeito e apreço aos corretores de seguros, nossos congressistas, expositores, patrocinadores e apoiadores que nos ajudam a realizar este grande evento, decidimos, por bem, priorizar a segurança de todos e aguardar a vacinação que deverá ser iniciada na próxima semana. Desta forma poderemos, com as ações seguintes à vacinação e, ainda tomando os devidos cuidados, ter mais segurança e tranquilidade para darmos continuidade à preparação do evento. Neste novo tempo adicional, prepararemos o Brasesul 2020 com muito mais qualidade, para receber a todos em um evento ainda mais seguro, já com a certeza da sua realização. Oportunamente enviaremos novas informações a todos.”

O contato criado especialmente para atendimento sobre o evento continua o mesmo: brasesul@toindoviagens.com.br ou telefone (47) 3322-6622 ou Whatsapp (41) 99830-3737.

.

Palestra – No dia 19 de janeiro, acontece mais um encontro online no Rio de Janeiro, promovido pelo BNI Millennium, que conta com a palestra do Gestor da Vieira Corretora de Seguros, Fernando Vieira, que vai falar sobre o tema “Seguro só é Seguro com o Corretor de Seguros”. O evento conta com a participação de empresários de diversas atividades, que possuem a finalidade de ampliar o canal de relacionamento para fechamento de negócios.

Vieira menciona a importância de ser membro e palestrante, por gerar oportunidades de conhecer os gestores que atuam em diversas áreas, tendo como referência o trabalho de cada um que se relaciona no grupo. “Quando estamos em um debate com profissionais do mercado de seguros, sabemos da importância do seguro ser feito com o corretor. Quando levamos o tema para a sociedade, a oportunidade de relacionar a importância do nosso trabalho para empresários e segurados que estão fora do setor, se torna fundamental, tendo como foco o quanto o nosso papel é importante não só no fechamento da apólice, mas em todas as etapas que englobam um seguro, independente do ramo a ser trabalhado. É preciso mencionar o quanto é séria a questão de o seguro ser seguro, só com o corretor de seguros”, explicou.

Fernando Vieira além de ser especialista no mercado imobiliário é palestrante, professor, gestor e fundador da Vieira Corretora de Seguros. Iniciou sua carreira no Banco Nacional, como gerente regional. É bacharel em Seguros e Administração de Empresas pela Universidade Estácio de Sá e possui MBA em Seguros pela Universidade Veiga de Almeida.

.

ENDOSSANDO

Novas beneméritas do CSP-MG – As companhias SulAmérica e Seguros Sura agora fazem parte do quadro de associadas do Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG). Com mais essas adesões, a entidade atinge o número de 43 empresas ma”ntenedoras.

“A SulAmérica completou 125 anos e o CSP-MG é um parceiro indispensável nessa nova história que estamos construindo. É importante fazermos parte de uma entidade que proporciona ao mercado aperfeiçoamento e desenvolvimento constantes e esse propósito está muito alinhado com o que acreditamos”, frisa a gerente regional Fabiana Gastaldi, responsável pelas filiais de Vida, Investimentos e Previdência (Espaços VIPS) de Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza.

Segundo a executiva, a companhia busca renovar-se a cada dia para oferecer aos parceiros de negócios, colaboradores e clientes uma jornada cada vez mais digital, sem deixar de ser humana. “E junto com o CSP-MG vamos levar o conceito de Saúde Integral e proporcionar bem-estar físico, emocional e financeiro a todos os nossos clientes”, ressalta.

O presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, afirma que a chegada de companhias do porte da SulAmérica e Seguros Sura fortalece as ações do Clube. “Recebemos com satisfação a adesão dessas grandes seguradoras, que estão na vanguarda do desenvolvimento dos seguros de pessoas e vão contribuir significativamente com os trabalhos do Clube. Em breve, divulgaremos nossa agenda de eventos e ações para 2021. Elaboramos um planejamento bem ousado, com foco na capacitação e no crescimento do mercado”, garante.

.

Desenvolvimento – A francesa Europ Assistance é uma multinacional líder em soluções de serviços e assistências, presente em mais de 200 países que, no Brasil, atua nas áreas de automóveis, viagens, saúde, mercado residencial e concierge. Há algum tempo, a empresa iniciou uma jornada de transformação digital para oferecer melhor experiência ao usuário, aumentar a eficiência de seus negócios e ampliar os canais de atendimento ao cliente.

Até o segundo semestre de 2019, a Europ Assistance Brasil (EABR) manteve uma equipe interna dedicada ao desenvolvimento de soluções e sistemas de TI. No entanto, com o passar do tempo e o aumento da complexidade dos sistemas utilizados pela companhia, essa estratégia começou a diminuir a flexibilidade e a agilidade, impactando as ambições de diferenciação e de inovação da empresa.

“A TI precisava atender e suportar as estratégias de novos negócios da companhia e entregar inovação com mais rapidez. A área possuía pouca elasticidade para acomodar as demandas de desenvolvimento de sistemas”, conta Pedro Paulo Cunha, CIO da EABR e da CEABS, outra empresa do grupo com atuação no Brasil.

A companhia iniciou um processo de busca de parceiros que pudessem não apenas ajudá-la a melhorar a capacidade de desenvolvimento, mas também entender o seu negócio de forma a trazer e agregar mais inteligência aos processos, gerando soluções ainda mais eficientes. No fim do ano passado, depois de um processo seletivo, a EABR fechou acordo com a Solutis, empresa brasileira especializada em projetos de aceleração digital.

Desde o início da parceria com a Solutis, cerca de oito meses atrás, a EABR sabia que enfrentaria um enorme desafio envolvendo uma quebra de paradigma. “A empresa, por cultura, sempre dependeu muito do trabalho presencial e da interação pessoal. Enquanto isso, na Solutis, as equipes estavam distribuídas pelo Brasil”, observa Pedro Paulo. Isso, por si só, levou a EABR a repensar o seu modelo. “Aí veio a pandemia e acelerou esse processo.”

A EABR, que tinha uma cultura de home office e trabalho remoto, apenas para uma parcela muito pequena de seus colaboradores, em duas semanas conseguiu colocar os seus 1.400 colaboradores em casa. “Então nos deparamos com o desafio de dar continuidade aos projetos. Descobrimos como fazer isso – a Solutis teve uma contribuição importante – e nos adaptamos muito rapidamente para trazer a velocidade de entrega da TI mesmo em meio à pandemia”, orgulha-se o CIO.

A parceria entre as duas empresas conseguiu melhorar a estimativa da entrega de projetos da EABR entre 20% e 30%. “Mas, mais importante, é a assertividade da entrega: estamos entregando com muito mais qualidade e dentro do prazo previsto”, comenta Pedro Paulo, destacando que, atualmente, a empresa está conduzindo cerca de 30 projetos simultaneamente.

Paulo Marcelo, da Solutis, atribui a capacidade de entregas contínuas à adoção do conceito de DevOps e ao uso da metodologia ágil de desenvolvimento. “A assertividade na entrega tornou-se mais importante do que nunca. E o modelo de desenvolvimento ágil baseado em DevOps permite à TI rapidamente colocar projetos em produção, gerando valor em curto espaço de tempo e viabilizando as estratégias de negócio”, detalha.

“A Solutis foi escolhida por ser uma empresa que possui inovação no seu DNA e trabalha com qualidade e agilidade. É o parceiro que estávamos buscando para ser uma extensão da TI da Europ Assistance”, esclarece Pedro. Ele acrescenta que, com a ajuda da Solutis, a empresa espera avançar na transformação digital e usar dados com inteligência para antecipar as necessidades dos clientes nas cinco linhas de negócios em que atua no Brasil: automóvel, viagem, saúde, mercado residencial e concierge.

 

Artigos Relacionados

Presidente do Banco do Brasil joga a toalha

Centrão tem interesse no cargo.

Imóveis comerciais tiveram estabilidade em janeiro

Nos últimos 12 meses, entretanto, preços de venda e locação do segmento acumulam quedas de 1,32% e 1,18%, respectivamente.

Contas públicas têm superávit de R$ 58,4 bilhões em janeiro

Dívida bruta atinge 89,7% do PIB, o maior percentual da história.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Presidente do Banco do Brasil joga a toalha

Centrão tem interesse no cargo.

Imóveis comerciais tiveram estabilidade em janeiro

Nos últimos 12 meses, entretanto, preços de venda e locação do segmento acumulam quedas de 1,32% e 1,18%, respectivamente.

Contas públicas têm superávit de R$ 58,4 bilhões em janeiro

Dívida bruta atinge 89,7% do PIB, o maior percentual da história.

Presidente do Inep é exonerado do cargo

Medida foi publicada no Diário Oficial de hoje; até o momento, não foi anunciado o nome de quem o substituirá.

Primeiro caso de Covid-19 no Brasil completa um ano

Brasil tem novo recorde de mortes diárias, diz Fiocruz; boletim informa que houve ontem 1.148 mortes.