SEG NOTÍCIAS - Confederação de seguradoras apoia aprovação de PEC

Proposta propõe incluir proteção de dados pessoais entre os direitos fundamentais do cidadão.

Seguros / 15:29 - 31 de jul de 2020

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A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em nota diz que "manifesta seu apoio à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 17/2019, que propõe incluir a proteção de dados pessoais entre os direitos fundamentais do cidadão, além de fixar a competência da União para legislar sobre a matéria."
A PEC já foi aprovada por unanimidade em comissões parlamentares no Senado e na Câmara e também no plenário do Senado, aguardando a votação no Plenário da Câmara para se transformar em Emenda Constitucional.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é de extrema importância para indivíduos, setores público e privado, bem como para o Brasil enquanto ator global. Sua plena implementação passa não somente pela sua entrada em vigor, como também a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e aprovação da PEC 17.
A CNseg se soma às demais entidades representantes do setor produtivo nacional em apoio às iniciativas que permitam a efetivação plena e com segurança jurídica da LGPD.
Por reconhecer a relevância do assunto para a sociedade brasileira, a CNseg elaborou o "Guia de Boas Práticas do Mercado Segurador Brasileiro sobre a Proteção de Dados Pessoais", que se encontra disponível no Portal da Confederação (www.cnseg.org.br).
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Decisão obriga plano de saúde a autorizar exame de Covid-19
Um segurado da Unimed Belo Horizonte Cooperativa de Trabalho Médico obteve, no último dia 14 de julho, o direito à realização do exame de sorologia para IgG e IgM de Covid-19, para confirmar contágio pelo vírus.
A decisão é do juiz Sebastião Pereira do Santos Neto, da 2ª Vara Cível de Belo Horizonte, que determinou também a realização do tratamento, com prazo de 48 horas para que o convênio cumprisse as determinações.
A Unimed BH encaminhou a comprovação do cumprimento provisório da decisão, no dia 17 de julho, para evitar a desobediência judicial, ocasião em que apresentou também a contestação.
O conveniado alegou que começou a se sentir mal no dia 22 de junho, apresentando sintomas da Covid-19. Diante do mal-estar que se agravou e das preocupações, por estar no grupo de risco, dirigiu-se ao Hospital Madre Tereza no dia 26 de junho.
A médica responsável pelo atendimento do paciente, que apresentava sintomas respiratários e quadro febril grave, solicitou que fosse realizado imediatamente o exame denominado PCR RT Covid-19.
Como ele não obteve a autorização da Unimed, conseguiu um empréstimo e fez o exame particular já no final da tarde do dia 30 de junho, pagando o valor de R$ 290. Porém, segundo o paciente, diante do grande lapso temporal entre o início dos sintomas e a realização do exame, o resultado do PCR só saiu no dia 3 de julho, apresentando-se negativo.
Como não se sentia bem, no dia 4 de julho retornou ao hospital, tendo sido realizados novos exames de sangue que detectaram que havia ainda uma infecção sanguínea presente.
A médica que acompanha o autor requereu a realização do exame imunológico para detecção de anticorpos de Covid-19, mas a Unimed novamente negou a cobertura do exame, o que motivou a ação judicial com pedido de liminar para que fosse determinada a realização tanto o exame diagnóstico sorologia para IgG e IgM de Covid-10 e o tratamento.
Ao deferir o pedido, o juiz Sebastião Pereira dos Santos considerou não só a relação de consumo entre o paciente e o plano de saúde, mas também a condição de risco dele, que se encontra com diagnóstico de infecção aguda nas vias aéreas, com sintomas da Covid-19, destacando ainda o magistrado que "o bem jurídico maior é a vida, devendo este se sobrepor", mesmo que haja possibilidade de reversão.
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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Live - I A Live Connection do último dia 29 contou com a participação de dois executivos da Mapfre. Na transmissão, promovida pelo Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) e pela Educa Seguros, o presidente da entidade, Fabio Izoton, deu as boas-vindas aos executivos Elson Azevedo, diretor territorial RJ/ES, e Hamilton Sobrinho, diretor comercial do Canal Corretor.
Ele iniciou o debate com uma pergunta sobre o que a seguradora vem fazendo, em termos de apoio ao corretor de seguros, para esse momento de retomada parcial em meio à pandemia. "Precisamos, cada vez mais, nós como entidade e vocês como companhia, ajudar o corretor a vender mais: isso é essencial, e 99% do que fazemos no Clube é com esse objetivo, seja para auxiliar na venda para novos clientes, seja para os mesmos clientes com novos produtos", destacou.
Hamilton Sobrinho concordou. "Temos a responsabilidade de ajudar o corretor a acompanhar esse cenário, que muda muito rápido. Dentro da Mapfre, criamos o canal corretor justamente para isso, dar atenção a essa distribuição, que corresponde a 80% da produção nacional do mercado de seguros, incluindo desde corretores pequenos até os grandes, e atendendo bem a cada diferenciação, em todas as nossas linhas de produtos. A ideia é inserir o corretor cada vez mais no nosso dia a dia", garantiu o diretor.
O diretor do CCS-RJ Luiz Mario Rutowitsch deu continuidade ao bate papo, levantando uma questão comum entre os corretores: "Como tornar a Mapfre mais acessível para esses profissionais, no que diz respeito à relação comercial? Segundo ele, "o tamanho e a credibilidade da companhia é inegável, e o seu leque de produtos é enorme. Aproveito para parabenizar a seguradora por ter decidido indenizar famílias que perdem um ente querido durante a pandemia, o que é muito importante", acrescentou.
Falando mais especificamente sobre o Rio, segundo maior do país em termos de prêmios, Elson Azevedo contou que pretende explorar bastante a diversificação das carteiras. "Algo que nos deixa tranquilos para trabalhar é o nosso portfólio muito amplo. O que vamos propor nesse novo trabalho é mostrar o potencial de negócios da companhia e tudo o que podemos agregar na operação. Nos preparamos para isso com investimentos fortes em vários produtos que ainda não estão no dia a dia de muitos corretores, como Previdência, Consórcio, Capitalização", exemplificou.
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Live - II A Associação Estadual dos Corretores de Seguros do Rio (Aecor-RJ) promoveu nesta terça-feira, 21 de julho, um bate-papo virtual sobre dois temas de grande interesse para toda a categoria: o recadastramento e a convenção coletiva que deveria ter sido celebrada desde janeiro pelo Sincor-RJ e o Sindicato dos Securitários.
Participaram os diretores da entidade, Jayme Torres, Amilcar Vianna, Roberto Cabral e Pedro de Lucca; além de Luiz Mario Rutowitsch, diretor do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), e do professor Wagner Attina, diretor da INDORH, que apoiou a realização da live.
Na abertura, Jayme Torres alertou sobre as possíveis consequências da não celebração da convenção coletiva de trabalho referente a 2020. "Em vários estados, o reajuste dos salários dos securitários ficou em 4,48%. Caso seja adotado no Rio ainda no mês de julho, com os retroativos a janeiro (data base dos securitários) somados aos encargos, o custo será de 62,72% sobre a folha de pagamento. Se deixarmos para agosto, a despesa adicional só com a folha de pagamentos passará de 70%" advertiu.
Ele criticou o fato de o Sincor-RJ ter acabado com a Comissão que, por alguns anos, negociava essa convenção com o Sindicato dos Securitários; bem como a suspensão, até o final do ano, da realização das assembleias, que têm o poder de ratificar o acordo. Para ele, bastaria convocar uma assembleia online, como várias entidades já fazem.
Como possível solução, Torres sugeriu um pleito ao Sindicato dos Securitários para que não haja reajuste salarial da categoria em 2020. "O mais importante, no momento, é preservar empregos", argumentou, acrescentando que o faturamento dos corretores vem caindo por conta do aumento da inadimplência e da redução do prêmio em carteiras como a de automóveis.
"É melhor se manter em atividade com salário um pouco menor, para ajustar quando a pandemia acabar e a normalidade voltar", observou Amilcar Vianna, concordando que a "inoperância" do Sincor-RJ pode gerar prejuízos para os corretores e seus funcionários.
Vianna lembrou que a convenção dos securitários tem sido "quase uma cópia" da categoria dos bancários, embora seja impossível comparar bancos e corretoras de seguros. "É preciso conduzir essa negociação de maneira mais eficiente: o Sincor-RJ não pode conceder tudo o que é pedido. A realidade é outra", enfatizou.
Essa preocupação também foi manifestada por Rutowitsch, que pontuou ser preciso considerar ainda outros reajustes, como de vales refeição e alimentação. "Mesmo quem dispensou funcionários terá problemas. Fui da Comissão de Negociação e sei que há uma história de horror. Reivindicam a participação nos lucros das corretoras de seguros há quatro anos. Estamos buscando uma relação profissional que mantenha a saúde financeira", comentou.
Roberto Cabral e Pedro de Lucca também demonstraram apreensão com o aumento dos custos em um momento de crise. Para eles, faltou sensibilidade ao Sincor-RJ para entender os problemas gerados. Outro ponto comentado por Cabral foi o acúmulo de gastos entre julho e setembro, em razão da prorrogação do pagamento do Simples. "Serão dois boletos para pagar agora, de meses anteriores. Façam reservas econômicas para garantir esses pagamentos", alertou.
Sobre o recadastramento da categoria, cujo prazo final estabelecido pela Susep vai até 31 de julho, Cabral revelou que 10 seguradoras já estão sendo informadas diretamente pela Susep sobre o novo número do cadastro do corretor de seguros: Axa, Bradesco, Chubb, Itaú, Azul, Porto Seguro, Sompo, SulAmérica Auto, Unimed e Tokio Marine.
Ele recomendou que, no caso das corretoras de seguros, o sócio ative a certidão mesmo se houver algum pequeno erro no nome da empresa, deixando para corrigir posteriormente. "Temos apenas nove dias para o fim do recadastramento. É melhor evitar problemas agora", justificou.
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Debate Recentemente, Marcelo Biasoli, diretor de Estratégia de Negócios e Marketing da Seguros Sura no Brasil, foi um dos convidados da live E-Investidor para um debate com o tema "Fintech: como essa inovação pode revolucionar suas finanças".
O evento virtual comandado por Márcio Kroehn, editor-chefe do E-Investidor, abordou assuntos ligados a revolução das fintechs, o avanço do mercado financeiro no digital, a mudança de comportamento do consumidor e a regulamentação diante da chegada do Open Banking no Brasil.
Segundo Biasoli, o digital já faz parte do dia a dia das pessoas e o consumidor se identifica com modelos de negócios que usam tecnologia para prover mais autonomia, experiencia e conveniência às pessoas.
"Vemos um movimento de aceleração onde empresas que possuem o DNA digital ganham maturidade no desenvolvimento de soluções e produtos digitais, e as que querem se tornar digitais começam a estudar e desenvolver projetos onde o consumidor passa a ser o foco. No mercado de seguros, a oportunidade está em atrair novos consumidores e abrir novos mercados. Alguns indicadores mostram claramente esse potencial, onde 30% da frota de veículos do brasil de veículos possuem seguro e dos mais de 230 milhões de celulares ativos no país, menos de 6 milhões possuem produtos de seguro para proteção dos aparelhos. Para isso as empresas devem desenvolver modelos de negócios que se conectem com as tendências do consumidor, produtos que despertem o desejo de consumo das pessoas e ter plataformas com linguagem simples que habilitem o crescimento em escala do negócio", diz.
A pandemia quebrou barreiras e vem proporcionando a mudança de hábitos rapidamente, as pessoas que possuem alguma resistência buscam de adaptarem as novas formas de trabalho, a fazer transações financeiras e interagir com pessoas online, usar serviços delivery sem restrições, entre outros. Segundo Marcelo, as pessoas que compreenderem que as mudanças proporcionadas pelo mundo atual fazem parte do seu dia a dia e as empresas que desenvolverem soluções com tecnologias para acompanhar a velocidade, garantir conectividade e testar novos modelos de negócios, serão os premiados no futuro bem próximo.
"Está na cultura da Seguros Sura gerar bem-estar e competitividade para pessoas e empresas e com isso avaliamos o consumidor, o mercado e os modelos de negócio com potencial antes da pandemia, para trazer ao mercado brasileiro a solução do Seguro Sob Demanda da Sura".
A companhia firmou recentemente parceria com a Insurtech Trov, para viabilizar o Seguro Sob Demanda para o mercado, através de parcerias com Instituições Financeiras, empresas de Varejo, Utilities e Plataformas Digitais. "Tínhamos na Seguros Sura a solução, e vimos nesta parceira a oportunidade de agregar conhecimento no modelo para sermos ainda mais assertivos e rápidos como o consumidor e o mercado tem exigido".
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ENDOSSANDO

Resultados consolidados - O Grupo Generali apresentou excelente lucro em um ambiente desafiador com um resultado de 2,7 bilhões de euros no primeiro semestre operante. Os resultados foram afetados por imprevistos como o assentamento BSI e o impacto do fundo emergencial da Covid-19. A sólida posição de capital foi confirmada.
Operações resultam em 2,7 bilhões de euros, com um aumento nos negócios P&C e na Gestão de Ativos, também apoiado pelas recentes aquisições, pela Holding e outros negócios, os quais oferecem uma queda no segmento Vida.
Excelência técnica confirmada, com uma Relação Combinada de 89,5% (91,8% 1H19) e uma Nova Margem de Negócios de 3,94% (4,40% 1H 19)
O total bruto de prêmios emitidos alcançou 36,5 bilhões (+1,2%) graças ao desempenho positivo dos negócios de Vida (+1,3%) e P&C (0,9%). Entradas líquidas do segmento Vida, focadas nas linhas de unidade e de proteção, alcançaram 7 bilhões de euros (-4,9%) e as provisões técnicas de vida aumentaram para 372 bilhões de euros (+0,7%).
O segmento de Gestão de Ativos lucrou 164 milhões de euros (+23%)
O Coeficiente de Solvência continuou a ser sólido em 194% (-2 pps vs 1Q20)
O lucro líquido do Grupo foi de 774 bilhões (-56,7%), refletindo os 226 milhões investidos no desempenho do mercado financeiro, os 182 milhões para o acordo de arbitragem para vendas de BSI e a contribuição de 100 milhões para o Fundo Extraordinário Internacional para a emergência da pandemia.
O lucro líquido ajustado, excluindo a despesa pontual do Fundo Extraordinário Internacional para a Covid-19, foi de 1,032 milhões (-21,2%).
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Saúde Digital A Bradesco Saúde e Mediservice, empresas do Grupo Bradesco Seguros, inovam mais uma vez ao lançar a plataforma Saúde Digital, que reúne uma série de serviços e facilidades on-line para seus beneficiários. A principal novidade é o atendimento de médicos da rede referenciada por vídeo, com diferentes especialidades disponíveis para consultas a distância.
Além disso, pelo aplicativo Bradesco Saúde, o beneficiário poderá realizar consultas imediatas, por vídeo, com equipe médica dedicada, tanto para casos de suspeita de Covid-19 ou até mesmo em casos agudos, de baixa complexidade. O serviço está disponível 24 horas, de segunda a segunda, incluindo feriados.
Nas duas modalidades de atendimento, é possível receber prescrição de medicamentos, obter pedido para exames, receber atestados e encaminhamentos para outros serviços de saúde, tudo isso em formato digital. As informações de atendimento são inseridas no prontuário eletrônico permitindo recuperá-las nas consultas seguintes para a continuidade do tratamento. O atendimento é realizado com toda a segurança, e a guarda dos dados segue às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Para a realização de consultas regulares com os médicos da rede referenciada, basta acessar a lista de médicos habilitados para o serviço de videoconsulta que está disponível em www.bradescosaude.com.br. Após entrar em contato com o especialista, o segurado poderá agendar o atendimento por telefone. Ele receberá um e-mail de confirmação com um link de acesso à consulta, no dia e horário escolhidos. O médico referenciado, por sua vez, será responsável pela gestão dos atendimentos diretamente na plataforma Saúde Digital disponibilizada pela Bradesco Saúde. As consultas regulares permitem um acompanhamento continuado do tratamento por um médico de referência. O Saúde Digital Rede Referenciada também inclui atendimento com outros profissionais de saúde, como psicólogos, fonoaudiólogos e nutricionistas.

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