SEG NOTÍCIAS - Covid-19: como funciona o seguro para testes clínicos

Para OMS, mais de 100 possíveis vacinas estão em processo de revisão, sendo que oito delas foram aprovadas para ensaios clínicos.

São Paulo / 17:25 - 1 de jun de 2020

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Até meados de maio, o coronavírus já havia infectado mais de 4,8 milhões em todo o mundo. Compreendendo a necessidade urgente de uma cura ou um tratamento, vários países e associações globais se uniram para apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra a Covid-19. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 100 possíveis vacinas estão em processo de revisão, sendo que oito delas foram aprovadas para ensaios clínicos. Quatro estão na China, duas nos EUA, uma no Reino Unido e uma na Alemanha.
De acordo com Juliana Alves, Head de Liability da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), antes da produção em massa e lançamento de uma vacina, diversos testes devem ser conduzidos para garantir que não haja prejuízo à vida humana. Soma-se a isso outros pontos necessários nesse processo como propriedade intelectual, patentes, permissões regulatórias e o seguro para testes clínicos.
"Antes que qualquer produto farmacêutico possa obter aprovação do mercado e ser prescrito ao público, ele precisa passar por testes clínicos e serem liberados por órgãos reguladores e comitês de ética. Em muitos países, o seguro de ensaios clínicos é obrigatório", explica Mark Piazzi, subscritor sênior de Liability AGCS.
"Porém no Brasil cabe ao órgão regulador definir quando o seguro deverá ser contratado ou não e na maioria dos casos fica a cargo do pesquisador ou indústria farmacêutica contratarem este seguro" complementa Juliana Alves.
Esses ensaios geralmente compreendem três fases anteriores à aprovação do mercado. No primeiro, a segurança do medicamento ou vacina é testada em um pequeno grupo de pessoas. A segunda fase determina a dosagem correta em um conjunto maior de participantes, geralmente pacientes com a doença em questão. E na terceira, o teste é feito em um grande grupo de pacientes, por um período mais longo, para provar eficácia e segurança a médio prazo. Há ainda uma quarta fase, nem sempre obrigatória, que é a de aprovação pós-comercialização na qual verifica-se, num longo prazo, a segurança e a superioridade do produto em relação a medicamentos similares.
O seguro para testes clínicos protege os participantes dos testes, caso haja algum tipo de prejuízo no processo. Geralmente, a segunda fase é a mais delicada, onde são reveladas intolerâncias e efeitos colaterais graves. No entanto, a primeira fase também pode resultar em alguns danos significativos, especialmente em ensaios envolvendo novos ingredientes ativos que ainda não haviam sido testados anteriormente em seres humanos.
No caso da Covid-19, um risco adicional é o de infecção quando as pessoas se deslocam aos hospitais ou laboratórios para participar desses ensaios. "Em uma pandemia, a exposição ao vírus é maior pois existem mais pessoas infectadas, incluindo", explica Juliana.
Mesmo quando os países finalizarem a etapa de isolamento social, o coronavírus ainda estará presente no planeta. Para a especialista, a questão da segurança sanitária não pode ser subestimada e, por isso, é preciso testar as vacinas exaustivamente antes de serem disponibilizadas ao público. "Só porque uma vacina foi considerada segura para um grupo de 100 ou 200 pessoas durante os testes, não significa que seja segura para mais de 5 bilhões de pessoas", finaliza.
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Artigo da semana Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, é o autor do artigo do Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ) divulgado na última quarta-feira (dia 27), falando sobre o que chamou de longevidade financeira. Segundo ele, a pandemia poderá alterar a forma como o brasileiro encara o planejamento do seu futuro. "Diferentemente de tantas outras crises que nossa sociedade e nosso país já passaram, acredito fortemente que esta é a primeira que terá como principal legado a mudança de comportamento", afirma o executivo, que atua na indústria de seguros há mais de 50 anos.
"Outro ponto importante é entender que imprevistos, sim, acontecem. Afinal, nem o maior dos pessimistas poderia prever a situação na qual estamos vivendo" escreve ainda. Leia o texto na íntegra em www.cvgrj.com.br.
A publicação desse artigo é parte de uma série criada para trazer, a cada semana, novas análises de especialistas do mercado em relação ao momento atual, diante da pandemia do coronavírus. "Molina é referência no setor e aponta, em seu texto, importantes tendências para o período que virá depois da pandemia, principalmente no segmento de Previdência, que já vem se transformando desde a Reforma. Vale a pena conferir suas perspectivas, que são positivas do ponto de vista da proteção", avalia o presidente do CVG-RJ, Octávio Perissé.

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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Curso ensina como vender seguro de vida em tempo de crise
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 Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) promoveu, de 25 a 28 de maio, o curso virtual e gratuito "Seguro de vida: como vender mais em tempos difíceis" A iniciativa teve a parceria da Escola de Negócios e Seguros (ENS).
Ministrado pelo professor e corretor de seguros Bruno Kelly, o treinamento foi transmitido ao vivo e abordou as etapas do processo de comercialização do seguro de vida, formas de contratação, coberturas disponíveis no mercado, argumentos de venda, comportamento e necessidades do cliente, planejamento e abordagem da venda na prática, noções de marketing digital, entre outros assuntos.
O presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, avalia que o curso cumpriu o objetivo de capacitar os profissionais do setor, uma das missões do CSP-MG.
"Na impossibilidade de realizar encontros presenciais, o clube adequou o cronograma de atividades, que agora acontecem em ambiente digital. Com isso, conseguimos levar nossas ações também ao interior, atendendo à demanda das beneméritas", explica Mello.
Segundo o dirigente, 250 pessoas inscreveram-se no treinamento, sendo “a grande maioria corretores, mas também houve participação de securitários e executivos de Belo Horizonte, interior de Minas e até de outras partes do país”.
Na linha de eventos virtuais, o CSP-MG promove em junho a série de workshops "Conhecer para Proteger", com apresentações das beneméritas mantenedoras do Clube. Os primeiros encontros acontecem nos dias 2 e 4, das 9 às 10h30 (transmissão pela plataforma Zoom). Já em julho, a entidade realiza, com o apoio da ENS, o curso focado em vendas de seguros saúde.
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SEGURO CIDADÃO

Santa Casa - Consórcio formado pela Rede D’Or, Qualicorp, SulAmérica Saúde e Banco Safra entrega amanhã (terça, dia 2) mais 65 leitos de enfermaria reformados da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, para atender pacientes da rede pública com coronavírus. Assim, a iniciativa encerra a sua primeira fase ampliando em 95 leitos, sendo 30 de UTI e 65 de enfermaria, a capacidade de atendimento do hospital. O projeto ainda terá uma segunda etapa, com a entrega de mais 20 de UTI e 30 de enfermaria. No total, o consórcio vai viabilizar 145 leitos, sendo 50 de UTI e 95 de enfermaria, todos destinados a atender exclusivamente pacientes do SUS.
Como forma de apoiar a sociedade na luta contra a Covid-19, essas empresas uniram esforços para financiar a reforma de leitos da Santa Casa. Toda essa estrutura é resultado de um investimento de R$ 22,5 milhões. Os recursos são destinados ao custeio de obras de modernização da infraestrutura do hospital, como trocas de janelas, pisos, hidráulica, revisão da rede de gazes e instalação de sistema de chamada de enfermagem, instalação de ar condicionado, portas, armários, e restauração de camas existentes. Também foram adquiridos equipamentos médico-hospitalares, como monitores e respiradores mecânicos, além de materiais e medicamentos necessários para suportar a operação durante três meses, período mais grave da pandemia da Covid-19.
A iniciativa deixará um legado para a Santa Casa, com a modernização de três andares, além de todos os dispositivos e tecnologias que equipam os leitos, bem como os insumos hospitalares comprados.
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ENDOSSANDO

Novo diretor-executivo A Sompo Saúde S.A., subsidiária da Sompo Seguros S.A, empresa do Grupo Sompo Holdings, anuncia a contratação do médico Fernando Leibel como seu novo diretor-executivo. Com mais de 30 anos de atuação no segmento de Saúde Suplementar, o especialista chega para integrar as estratégias da companhia com o objetivo de desenvolver novos serviços e fomentar oportunidades de negócios.
"Esse é um ano de muitos desafios para a economia e para a sociedade como um todo. Porém, a Sompo Saúde está atenta à sua responsabilidade enquanto empresa e tem objetivos claros sobre os caminhos pelos quais pode contribuir com a área de Saúde Suplementar e com a experiência do cliente. Vamos trabalhar de maneira bastante próxima aos corretores de seguros e segurados para nos antecipar às tendências, com soluções que possam resultar em oportunidades para melhorar ainda mais a jornada do beneficiário em seus atendimentos. A Sompo Saúde já incrementou recentemente alguns serviços em seu aplicativo e vamos ter a inovação e a tecnologia como aliadas para gerar ainda mais eficiência, eficácia e agilidade em nossos processos", observa Leibel.
Fernando Leibel é médico intensivista pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), com Especializações Executivas no Instituto IMD (Suíça); Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead), na França; e Singularity University, no Vale do Silício (Califórnia). Atua há mais de 30 anos na gestão de empresas do segmento de Saúde. Conta com ampla experiência na gestão de Planos de Saúde e Redes Hospitalares, integração de operações de empresas em processos de fusões, desenvolvimento e implementação de produtos, sistemas de Business Inteligence (BI), protocolos e precificação e planos de saúde.
"Fernando chega para contribuir com sua experiência e profundo conhecimento em gestão na área de Saúde às nossas estratégias para incrementar ainda mais a prestação de serviços de qualidade, em que pretendemos dar destaque aos diferenciais com os quais nossos produtos do segmento de Saúde são reconhecidos no mercado", afirmou Francisco Caiuby Vidigal Filho, presidente da Sompo Seguros.
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Nuvem Diversas empresas estão avançando rapidamente para combater a transmissão do novo coronavírus. Um dos exemplos de atuação a favor da saúde da população é a Cooperativa Central das Unimeds do Rio Grande do Sul, em apoio as demais operadoras de plano de saúde Unimed do Brasil, que contou com a ajuda da Oracle para compartilhar informações no combate à pandemia.
Em dois dias foi implantado um serviço que apoia os registros de casos do Covid 19, bem como leitos hospitalares simples e de UTI para a sua carteira de clientes que conta com mais de 17 milhões de pessoas o Brasil. Ao migrar as informações sobre a doença no Oracle Cloud Infrastructure (OCI), serviço contratado em outubro de 2019, a Unimed Central RS duplicou o banco de dados Oracle existente e criou um novo serviço digital: denominado o Fast PEP Unimed Covid-19.
Em apoio ao Ministério da Saúde do Brasil, a plataforma está disponível para todas as 344 unidades do Sistema Unimed do país, que cobrem 85% do território nacional, via web e dispositivos móveis, que podem acessar um prontuário eletrônico numa versão simplificada e exclusiva com o protocolo do Ministério da Saúde para Controle, Monitoramento e Acompanhamento dos pacientes com Covid-19. Isso reforça a prática clínica com base nas melhores evidências, articulando a coordenação do cuidado e a integração dos demais serviços. Agora a solução, que está ambientada na nuvem de segunda geração da Oracle, ajuda no monitoramento dos pacientes com o vírus, incluindo visualização de disponibilidade de leitos e acompanhamento de tratamentos na rede de hospitais credenciados.
De acordo com Leandro Schmitz, coordenador de TI na Unimed Central RS, a plataforma facilita a rotina dos profissionais de saúde do Sistema Unimed, que poderão registrar a evolução dos pacientes diagnosticados. "Estar em ambiente de nuvem vai agilizar muito a nossa rotina, uma vez que as 344 unidades da Unimed do país e seus 199 hospitais próprios estarão gerenciando os casos on-line, permitindo acessar e relatar ao governo as informações estatísticas sobre todos os casos em uma única plataforma", explica Schmitz.
Para a Oracle, essa parceria mostra que a tecnologia vai além da inovação. “Esses casos são demonstrações de como podemos só funciona colaborar com a sociedade, ajudando tanto na identificação de casos, como na agilidade do tratamento. A tecnologia se diferencia devido ao fator humano e, nesse momento, é esse contexto que queremos preservar com as nossas soluções”, disse Tennessee Howard, diretor sênior de Cloud Infrastructure, Oracle América Latina.
Ainda no mês de março deste ano, a Unimed expandiu o serviço para ajudar os 116 mil médicos do Sistema Unimed no Brasil a realizarem suas consultas de forma virtual, atendendo os pacientes que não possuem o Covid-19 por telemedicina e tele consulta também instalada na infraestrutura Oracle Cloud.
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Quiz A D'Or Consultoria trabalha uma comunicação objetiva e didática para tratar temas relevantes sobre saúde e bem-estar e, com tantas notícias veiculadas todos os dias sobre a pandemia da Covid-19, como se prevenir por meio da informação correta? Para isso, a empresa criou o quiz "Fato ou Fake", que alcançou a marca de 1.5 milhão de acessos.
Com a proposta de expandir conhecimento ao maior número de pessoas, a iniciativa teve grande repercussão e criou desafios entre familiares, amigos e grupos de conversas por aplicativo. O objetivo do questionário é desmistificar fake news sobre a doença, tratamentos e formas de contágio.
Afirmações como: "Fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre previne a infecção" e "Usando máscara não é possível ser infectado" estão entre as questões, que possibilitam ao usuário escolher as opções Fato ou Fake, trazendo na sequência a resposta correta, detalhada e chancelada por crivo médico.
Para desafiar seus conhecimentos e dos demais, basta acessar: www.dorconsultoria.com.br/coronavirus/quiz.

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