SEG NOTÍCIAS - Mais de 30 milhões de veículos circulam sem seguro

Cerca de 70% dos veículos brasileiros não possuem nenhum tipo de proteção contra incidentes.

Seguros / 17:35 - 11 de set de 2020

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No último levantamento realizado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg), cerca de 70% dos veículos circulam sem nenhum tipo de cobertura. Ou seja, caso ocorra algum acidente, não haverá ressarcimentos para os danos materiais. São mais de 31 milhões de veículos, espalhados em todo território nacional nessa situação.
Além dos incidentes que possam acontecer, os veículos não assegurados também são suscetíveis para furtos e assaltos. De acordo com a pesquisa realizada pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), no último ano ocorreram cerca de 91.789 roubos de veículos em todo território nacional.
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Roubo de cargas - O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Polícia Civil cumpriram hoje 12 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão contra acusados de integrarem uma organização criminosa especializada em roubo de cargas no estado. O grupo seria responsável por roubos de cargas transportadas por caminhões, na região serrana e na Baixada Fluminense.
Até as 7h, nove mandados de prisão preventiva tinham sido cumpridos. As investigações começaram em março, depois do roubo de uma carga de leite na BR-040, em um acesso ao distrito de Itaipava, em Petrópolis, na região serrana.
A partir daí, a Delegacia de Itaipava (106ª DP) descobriu que a quadrilha praticou pelo menos 13 roubos à mão armada, no período entre julho de 2019 e agosto deste ano, que causaram o prejuízo total de R$ 2,05 milhões para os proprietários.
De acordo com o MP-RJ, a organização criminosa tinha quatro núcleos: um setor responsável por executar os roubos, outro por fornecer os veículos para os atos criminosos, um para dar destinação aos caminhões e outro responsável pela guarda e destinação da carga roubada.
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Ativos e inativos - Por unanimidade, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu na última terça-feira que beneficiários ativos e inativos devem ter as mesmas condições de assistência e custeio de planos de saúde. Isso significa que funcionários aposentados ou desligados que tenham direito a continuar como beneficiários do plano empresarial devem pagar o mesmo valor oferecido antes do desligamento, acrescido da parte que era paga anteriormente pela empresa, conforme prevê a Lei dos Planos de Saúde. O caso foi discutido no AREsp 1.573.911/SP.
A questão foi suscitada em recurso da Bradesco Saúde contra decisões de primeira e segunda instância que apontaram ser necessária a paridade de condições de cobrança de prêmio e parâmetro de reajustes para funcionários ativos e inativos. No recurso, no entanto, a operadora alegou que houve interpretação equivocada do artigo 31 da Lei 9.656/98, dispositivo que prevê a manutenção de funcionários inativos como beneficiários.
A Bradesco sustentou que as decisões anteriores desconsideravam o fato de que a criação de parâmetros diferenciados para aposentados - que, pela idade, possuem maior risco de utilização do seguro - não implica qualquer violação aos direitos dos segurados e serve para manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O caso começou a ser julgado pela 4ª Turma em março deste ano, quando o relator, ministro Luís Felipe Salomão, votou para que fosse mantida a paridade no custeio de planos de saúde tanto aos funcionários ativos quanto aos inativos, rejeitando, portanto, o recurso da Bradesco Saúde. Na ocasião, após o voto do relator, o julgamento foi interrompido com pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira.
Ao retornar seu voto-vista nesta terça, Ferreira acompanhou o entendimento do relator. Em sua manifestação, ele sustentou que a legislação não admite a constituição de um plano de saúde para ativos e outro para inativos e afastou o argumento de "interpretação equivocada" do Art. 31 da Lei dos Planos de Saúde.
"A correta aplicação do artigo 31 pressupõe que ativos e inativos sejam inseridos em um modelo único de plano de saúde, com as mesmas condições assistenciais, no que se inclui paridade na forma e nos valores de custeio, ressaltando-se apenas que ao inativo caberá recolher a parcela própria acrescida daquela que for devida pelo ex-empregador em favor dos ativos", afirmou o ministro Antonio Carlos Ferreira, completando ainda:
"O ex-empregado aposentado tem direito de permanecer nas mesmas condições de cobertura assistencial gozadas pelos ativos, incluindo nessa paridade os modelos e os valores dessa contribuição, competindo-lhe o recolhimento referente à parcela custeada pelo empregador".
Para o ministro, a cobrança de mensalidades muito superiores às mensalidades dos trabalhadores ativos configura cobertura diferenciada, que pode levar o usuário a buscar outro plano, contrariando o que já lhe é garantido em lei.
"No caso do inativo ser compelido ao pagamento de mensalidades muito superiores às exigidas dos trabalhadores em atividade, não se estará diante da mesma cobertura. Inevitavelmente, o segurado será forçado a procurar alternativas no mercado, a despeito da previsão legal que lhe garante a manutenção do plano" afirmou Ferreira.
O ministro ressaltou que, em caso de alteração nas regras do plano dos trabalhadores ativos, tais mudanças também se aplicam aos inativos, o que mantém a paridade estabelecida em lei.
O resultado do julgamento desta terça pode definir os rumos da tese que será firmada pela Segunda Seção da Corte sobre condições de assistência e custeio para beneficiários inativos. A tese está cadastrada no âmbito dos recursos repetitivos como Tema 1034.
Até o momento, só a 3ª Turma tinha precedentes votados sobre o assunto. Com a votação, a 4ª Turma passou a ter jurisprudência que coincide com o entendimento que a 3ª Turma já possuía. Isso indica que, quando a Tema 1034 for analisado pela Segunda Seção, que reúne os ministros da 3ª e 4ª Turma, a tendência é que a tese seja pacificada nesse mesmo sentido: de garantir as mesmas condições para beneficiários ativos e inativos.
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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Conexão Futuro Seguro - Fenacor, os Sincors e ENS promoverão o ciclo de eventos "Conexão Futuro Seguro", que representa um novo e histórico marco na relação entre essas entidades e a categoria que representam, pois se traduzirá em uma grande ferramenta que vai ajudar o corretor de seguros a estar pronto para enfrentar - e vencer - os desafios que já surgiram e que ainda surgirão no "novo normal" após o fim da pandemia do coronavírus.
O lançamento oficial do projeto está marcado para o dia 15 de setembro, através de um webinar no qual serão apresentadas todas as etapas do evento - realizadas pelos Sincors em seus respectivos estados - além dos benefícios que serão agregados. "Esse evento tem o foco totalmente direcionado para a atualização e aperfeiçoamento profissional, o conhecimento e o treinamento, para que o corretor de seguros possa aproveitar novas oportunidades de negócios e esteja adequadamente contextualizado dentro da nova ordem que se estabelecerá nos próximos anos" afirma o presidente da Fenacor, Armando Vergilio.
O Conexão Futuro Seguro representa mais uma etapa - a principal, até agora - da nova política de atuação da Fenacor e dos Sincors, que vai muito além da representação institucional, sindical e da defesa dos seus interesses econômicos - que, obviamente, continuarão sendo cuidadas e tratadas com a devida atenção - para estar mais adequada às necessidades atuais da categoria, transformando, com o apoio da ENS, a federação e os sindicatos em verdadeiros provedores de instrumentos e soluções para melhorar o ambiente de competividade do corretor, permitindo que ele possa diversificar e ampliar sua atuação e diversificar seus negócios.
Nesse contexto, o ponto de partida foi a criação pela Fenacor da Central de Gestão de Serviços e de Produtos (CGS), que desenvolve soluções, serviços e produtos customizados e personalizados para o corretor, observando sua real necessidade e a solução que precisa no dia a dia.
Agora, a intenção é ir além, instrumentalizando e treinando o corretor para que possa executar, com excelência, a sua função e com a exploração de novos nichos de mercado que podem gerar receitas, fidelizar e ampliar a carteira de clientes, diversificando ainda mais sua atuação, consultoria especializada e assessoramento qualificado aos clientes.
Para tanto, a categoria já tem nas suas mãos um grande ativo, que ainda não é devidamente explorado. Trata-se da sua carteira de cliente, um big data que vale muito e pode ser ampliado, desde que seja bem tratado.
E é exatamente esse o objetivo do Conexão Futuro Seguro, que explicará, por exemplo, como irão funcionar o curso que será disponibilizado de agente autônomo de investimento, desenvolvido em parceria com a ENS, e a nova ferramenta que permitirá ao corretor cumprir adequadamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os associados do Sincor não terão qualquer custo para participar daquele curso e a ferramenta será também uma solução bastante acessível e viável.
Segundo Armando Vergilio, após esse ciclo o corretor, com certeza, se sentirá mais seguro e preparado para atuar no novo cenário que surge. "Será necessário um novo comportamento dentro de uma nova realidade. A nova cultura vai exigir muito mais do corretor de seguros, que precisará investir forte em capacitação, aperfeiçoamento e nas ferramentas digitais. A Fenacor, o Sincor e a ENS estão prontos para ajudá-lo nessa caminhada. Pois, essas entidades também estão entrando em uma nova etapa das suas existências", conclui Vergilio.
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ENDOSSANDO

Aquisição A SulAmérica concluiu ontem a aquisição da operadora de planos de saúde Paraná Clínicas, dando sequência ao acordo firmado com a Rede D'Or São Luiz no último dia 5 de junho. A operação foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O valor final da transação, que considera um investimento adicional em um novo centro médico em São José dos Pinhais (PR), foi de R$ 396 milhões.
O presidente da SulAmérica, Gabriel Portella, reforça que a transação "é altamente estratégica e representa um importante movimento para aumentar a presença da SulAmérica no Sul do Brasil, ampliando o portfólio de produtos e market share na região". Com a aquisição, a SulAmérica amplia sua participação no mercado paranaense para 5%.
Além disso, a aquisição fortalece a estratégia de ampliação de acesso a planos de saúde privados e o modelo de gestão de saúde da SulAmérica. "Neste primeiro momento, vamos conhecer o modelo de negócios da Paraná Clínicas, valorizando sua história, valores e profissionais. Temos uma diretriz clara de oferecer cada vez mais produtos inovadores, com faixa de preço variada e que proporcionem mais acesso aos nossos serviços", afirma Portella.
Fundada em 1970, a Paraná Clínicas é a quinta maior operadora de planos de saúde do Estado do Paraná, com mais de 90 mil beneficiários em carteiras empresariais. Fazem parte do modelo de negócio da operadora sete centros clínicos e um hospital-dia. O Hospital Santa Cruz, que também fazia parte da empresa paranaense, continua pertencendo à Rede D'Or São Luiz.
De acordo com o diretor da Paraná Clínicas, Carlos Mortean, não haverá mudanças na operação neste momento. "Nos próximos meses, vamos trocar muita experiência e planejar uma aproximação cuidadosa, sem qualquer alteração de rotina para clientes, colaboradores ou fornecedores", garante. "A SulAmérica vem para agregar muito valor para a Paraná Clínicas e para o mercado de saúde do Paraná. Esta é uma transação extremamente importante e que consolida nosso modelo de trabalho".
No primeiro semestre de 2020, de acordo com dados da ANS, a Paraná Clínicas registrou receitas de R$ 103 milhões e um índice de despesas assistenciais de 69%.
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Medicina ocupacional - O sistema de gestão de saúde ocupacional da BenCorp demonstra claramente o quanto alguns dados que podem ser obtidos em exames periódicos são de grande valor. Mais do que números, as empresas começam a se conectar com as necessidades humanas no sentido de desenvolver ambientes de trabalho mais produtivos, seguros, com mais saúde, consequentemente com mais qualidade de vida.
Os princípios de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) sugerem que as empresas comecem a identificar os fatores que interferem na satisfação geral dos colaboradores, a fim de encontrar pontos de melhoria, neste sentido, o fator saúde é primordial.
Quando abordamos o tema medicina ocupacional, existe uma evidente conexão com o cumprimento das regras e leis, algo que parece dispendioso, por vezes incômodo, realizar e manter em dia todas as obrigações legais. Mas algumas empresas têm descoberto na medicina ocupacional um grande aliado para melhor a qualidade de vida dos colaboradores no trabalho e consequentemente reduzir os gastos com saúde.
A primeira e maior despesa de uma empresa é a folha de pagamento, a segunda é o benefício em saúde (ou seja, gasto com planos de saúde). Ao avaliar a crescente subida no valor dos planos de saúde é fácil entender porque os gestores de RH estão constantemente procurando soluções para reduzir o impacto deste custo nos resultados da empresa. Nestas circunstâncias é necessário contar com um parceiro estratégico que dê a direção mais segura e confiável para atuar de maneira preventiva.
Através da medicina ocupacional é possível detectar se um indivíduo em específico apresenta alguma comorbidade ou se tem queixas que podem indicar algum tipo de doença, no geral, se apresenta alguma mudança no seu quadro de saúde. Estas informações são armazenadas em um prontuário clínico individual, juntamente aos seus exames complementares.
É importante enxergar o valor destes dados, na BenCorp, por exemplo, através do sistema de gestão de dados Health Score Card, é possível cruzar estas informações com outras fontes de dado, como por exemplo, a utilização do plano de saúde (realização de exames, pronto socorro, internações, etc), consumo de medicamentos e com isso obter um apontamento sobre quais são os indicadores de saúde da empresa.
Com todo este cenário de informações na mão é possível traçar um plano de ação, com programas de promoção específicos para a população com um grau de risco mais evidente ou mesmo agir de maneira preventiva abordando um indivíduo em específico, colocando-o em um programa de gestão de saúde.
A redução de índices negativos de saúde na empresa são possíveis através da gestão adequada de informação associada a ações pontuais de promoção de saúde, que é determinante na mudança de comportamento e conscientização, para uma melhor qualidade de vida.
Através da análise de dados e cruzamento das informações, é possível identificar a patologia mais presente nos colaboradores e, com isso elaborar plano de ação para colocar os níveis de saúde em patamares dentro da regularidade, garantindo principalmente o bem-estar.
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Telemedicina "É possível reduzir de forma segura em 69,5% o acompanhamento presencial em consultório de pacientes com marcapasso, processo que ajuda a aliviar a pressão nos sistemas de saúde e minimiza situações de possível contágio em tempos de pandemia" explica Alex Montini, presidente da Biotronik Brasil, com base em estudo recente de Watanab E, publicado na Circulation Arrhythmia and Electrophysiology (2020).
A telemedicina já é uma realidade em diversas especialidades em todo o país e na cardiologia não é diferente. Esse recurso já era viável e aplicado no Brasil por meio de uma tecnologia que possibilita o monitoramento remoto de pacientes portadores de marcapasso e desfribrilador. Trata-se da tecnologia exclusiva e pioneira da Biotronik, o Home Monitoring, um sistema de monitoramento remoto para Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEIs), que já está no país há 12 anos.
Com esse sistema, cardiologistas e arritmologistas podem monitorar e ser alertados remotamente sobre eventos clinicamente relevantes de seus pacientes. A tecnologia registra continuamente a atividade cardíaca do paciente, permitindo, em alguns casos, o diagnóstico precoce por mais de 30 dias, de acordo com o estudo de Varma N, publicado no Circulation (2010), e a intervenção desses eventos, como fibrilação atrial ou taquiarritmia cardíaca.
O reflexo disso já é observado pela empresa, que registrou 49% de crescimento em vendas da Tecnologia de Monitoramento Remoto (CardioMessenger) no período de janeiro a agosto deste ano quando comparado com 2019.
Para Alex Montini, este crescimento deve ser mantido nos próximos meses. "Acreditamos que tanto profissionais quanto pacientes já estão mais familiarizados com a telemedicina e se sentem agora mais seguros com a adoção da tecnologia no acompanhamento das doenças cardíacas", afirma.

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