SEG NOTÍCIAS - Mercado segurador tem potencial para mover R$ 553 bi

Estudo revela que em 2019, no Brasil, prêmios somaram R$ 234 bi; última década teve evolução gradual do setor e crescimento superior a 200%.

Seguros / 17:05 - 15 de out de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O mercado segurador brasileiro tem potencial para movimentar R$ 553 bilhões, número quase 2,4 vezes superior ao que o segmento gerou em 2019 (R$ 234 bilhões), de acordo com o estudo "O mercado segurador latino-americano em 2019", realizado pela Mapfre Economics e editado pela Fundación Mapfre. O levantamento mostra que entre 2009 e 2019 o setor cresceu 205,7%.

A análise revela o avanço gradual do mercado nacional na última década. O índice de penetração, que é a relação entre os prêmios e o PIB, chegou a 3,3% em 2019, um aumento de 0,2 pontos percentuais quando comparado a 2018 e de um ponto percentual em relação à 2009. A Brecha de Proteção do Seguro (BPS), que representa a diferença entre a cobertura economicamente necessária para a sociedade e a quantidade efetiva de cobertura adquirida, indica o amadurecimento do mercado brasileiro. Em 2009, a BPS representava 2,9 vezes o mercado e em 2019 esse valor caiu para 1,4 vezes do total movimentado pelo setor, ou seja, houve uma redução do gap entre o seguro contratado e o considerado necessário para o bem-estar social. Os indicadores de densidade, que revelam o valor de prêmio per capita, também avançaram, chegando a R$ 1,1 mil em 2019, 10,5% superior ao valor observado em 2018.

Em relação aos prêmios totais, houve crescimento real (descontada a inflação) de 7,4% em 2019, quando comparado a 2018. Os seguros de vida apresentaram uma forte recuperação na venda de produtos de Previdência VGBL, depois de uma queda no volume de prêmios em 2018. Uma das razões para esse impulso pode ter sido a reforma da previdência e a maior conscientização da população para complementar sua aposentadoria. O segmento movimentou R$ 152 bilhões em 2019, crescimento real de 12,8% em relação a 2018.

A área de Não Vida teve leve queda, com decréscimo real de 1,4% quando comparado a 2018, totalizando prêmios de R$ 82 bilhões. Os grandes destaques foram os seguros de Responsabilidade Civil, Rural e Transporte de Cascos, que cresceram 18,4%, 12,4% e 10,9%, respectivamente.

O estudo apresenta um panorama detalhado do mercado segurador em 19 países da América Latina e mostra que o volume de prêmios cresceu 1,6% na região, alcançando US$ 153 bilhões. Do total, 54% correspondem a seguros Não Vida e 46% a seguros de Vida.

Apesar da situação de relativa desaceleração econômica vivida pela América Latina em 2019, os grandes mercados seguradores, com exceção de Argentina e Chile, tiveram bons resultados. Neste sentido destacam-se, especialmente, o México e Peru, cujo crescimento real medido nas moedas locais foi de 7,2% e 7,4% respectivamente. Brasil e Colômbia também apresentaram crescimentos significativos nas suas moedas: 7,4% e 6,6%, respectivamente.

Por linhas de negócio, os prêmios de seguros de Vida cresceram 5,1% medidos em dólares (ante queda de 7,2% em 2018), graças a uma menor depreciação das moedas durante 2019, enquanto os prêmios de seguros Não Vida caíram 1,1% (contra -4% em 2018). No primeiro segmento, os prêmios dos seguros de Vida individual e coletivo aumentaram. Esses segmentos, que representaram 40,2% do total dos prêmios, tiveram um acréscimo de 6,9%, em grande parte explicado pelo bom desempenho desse ramo de negócios no Brasil e no México. Em relação ao segmento Não Vida na região, grande parte dos ramos que compõem esta linha de negócio diminuiu. O ramo Automóvel, que representa 16,9% do total dos prêmios, teve uma contração de 8,5%.

A penetração média da região foi de 2,9% em 2019, superior em 0,08 pontos percentuais ao ano anterior. O indicador melhorou no segmento Vida (1,4%, ante 1,3% no ano anterior), mantendo-se inalterado no segmento Não Vida (1,6%). Em relação à densidade, cada habitante da região gastou em média US$ 248,3, 0,7% acima do nível registrado no ano anterior. A maior parte dos gastos per capita com seguros continuou concentrada no segmento Não Vida (US$ 133,9), com queda de 2% em relação ao ano anterior. Porto Rico continua apresentando o maior índice de penetração e densidade da região, atingindo em 2019 valores de 14,8% e US$ 5.050, respectivamente. Isso se explica porque o volume de prêmios desse mercado inclui seguro saúde para a população mais pobre, que é administrado pelo setor de seguros privados e custeado com orçamentos governamentais. Abaixo de Porto Rico, Chile (4,3%), Brasil (3,2%) e Colômbia (2,8%) foram os países com maior taxa de penetração em 2019.

Em 2020, o panorama pode mudar drasticamente. A crise desencadeada pelas medidas de distanciamento social para o enfrentamento da Covid-19, a queda dos preços do petróleo e demais matérias-primas tornam o panorama econômico extremamente complexo para a região em 2020. Nesse sentido, a Mapfre Economics prevê uma queda do PIB de 9,4% para a região.

.

Posse de diretoria - A diretoria que comandará o Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) na gestão 2020/2022 tomou posse no dia 14 de outubro, em cerimônia virtual com a presença de associados, convidados e autoridades do setor de seguros. Reeleito para o cargo de mentor do CCS-SP, Evaldir Barboza de Paula garantiu que está tão ou mais motivado do que no seu primeiro mandato. "Hoje, aos 50 anos de carreira, me vejo mais preparado para superar junto com a minha diretoria os próximos desafios".

O evento de posse contou com a participação de convidados especiais, que enalteceram os 48 anos de lutas do CCS-SP e também manifestaram apoio à nova gestão. Dentre eles, Rivaldo Leite, presidente do Sindseg-SP, revelou que somente após assumir o cargo é que se deu conta da importância de união entre as entidades do setor. “Todas compõem uma engrenagem que deve ser harmoniosa, porque buscam o melhor para o mercado e para o corretor de seguros”, disse.

Apesar de estar em trânsito no momento da cerimônia, Robert Bittar, presidente da ENS, fez questão de registrar seus votos de sucesso para a nova gestão. Ele reafirmou a condição de parceria da ENS com diversas instituições do mercado, incluindo o CCS-SP, no intuito de prover o crescimento individual e coletivo do mercado. "Importante é manter o elo de amizade e os objetivos únicos que sempre nortearam o desenvolvimento do mercado", disse.

Armando Vergílio dos Santos, presidente da Fenacor, revelou a sua admiração pelo mentor Evaldir, ressaltando a "justeza na sua atuação", e também a história de lutas do Clube. Por fim, registrou a importância das instituições associativas para o desenvolvimento do seguro e, em especial, do CCS-SP por trazer ao debate temas relevantes para o setor. "Coloco a Fenacor à inteira disposição do Clube para que possamos juntos e irmanados empreender as ações que o seguro necessita", disse.

Ex-mentor do CCS-SP, Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP, desejou sucesso à nova gestão e cumprimentou a diretoria pela iniciativa de divulgar a publicação que retrata os 48 anos da entidade. "Mais que coirmãs, Clube e Sincor-SP são na essência a mesma coisa e assim devem continuar pelos próximos 48 anos". Para Camillo, o prestígio de quatro entidades na posse do CCS-SP representa um momento singular de congraçamento e união do setor. "O setor pode se sentir robustecido e apto aos enfrentamentos atuais", disse.

No seu discurso de posse, o mentor Evaldir agradeceu aos diretores que encerraram a gestão - Nilson Arello, Jorge Teixeira Barbosa e Raquel Gomes - e aos que continuarão - Ivone Elise Gonoretske e Nilson Moraes. Ele também deu as boas-vindas aos novos diretores Ednir Fornazzari, Gilberto Januário e Marcia Del Bel, afirmando que todos terão muito trabalho pela frente. "Não há conquista sem trabalho árduo e bem planejado. O compromisso dessa diretoria é promover as reformulações adequadas, que venham ao encontro dos anseios dos associados".

O novo secretário Ednir Fornazzari mencionou sua atuação como mentor CCS de Osasco e Região, quando, afirmou, "deu voz aos corretores". Ele defendeu o relacionamento estreito entre corretores e seguradoras e pregou a união das entidades como meio de fortalecimento. "O corretor está tão sofrido, ultimamente, mas, com a união das entidades nada poderá abatê-lo", disse. Já Nilson Moraes, agora como tesoureiro, destacou a pujança do Clube e expressou seu orgulho de ocupar a nova posição. "Estou inspirado a desenvolver um trabalho à altura dos meus antecessores".

.

DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Debate - O webinar "Entidades debatem Tendências dos Seguros de Pessoas" reunirá sete entidades da área de seguro de pessoas: CSP-BA, CSP-MG, CVG-ES, CVG-RJ, CVG-RS, CVG-SP e ISB (PR), hoje (15), das 18h às 19h, com transmissão ao vivo pela internet. O grande encontro, organizado pelo CVG-SP, também contará com o apoio da maioria dos veículos de comunicação da imprensa especializada em seguros: Apólice, Cobertura, CQCS, Insurance Corp, JNS, JRS, Roncarati, Seg News, Segurador Brasil, Seguro Nova Digital, Seguro Total, Seguros em Foco e Sonho Seguro.

O presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, explica que outubro foi o mês escolhido para o encontro para marcar as comemorações de duas importantes datas: o Dia do Corretor de Seguros (12 de outubro) e o Dia do Securitário (neste ano celebrado no dia 19 de outubro). Segundo ele, a expectativa para o evento é grande. "Além das respectivas realizações, devemos abordar as principais tendências, analisar a evolução dos seguros de pessoas e como o ramo deverá caminhar em um futuro próximo", diz.

Transmissão ao vivo pelo canal do CVG-SP: http://YouTube.com/c/CVGSP.

.

II Encontro de Seguro de Responsabilidade Civil - No último dia 6, a Associação Internacional de Direito do Seguro (Aida Brasil) realizou o primeiro painel do II Encontro de Seguro de Responsabilidade Civil. A segunda edição do evento será composta por quatro painéis, realizados em todas as terças-feiras do mês de outubro. O objetivo é analisar e discutir o tema de maneira ainda mais ampla, envolvendo profissionais de diferentes áreas que se relacionam com o ramo, como seguradores, resseguradores, corretores, consumidores de seguros e advogados. "Tudo isso para possibilitar uma visão propositiva e construtiva desse tão importante ramo de seguro", diz o presidente do GNT de RC e Seguro da Aida Brasil, Sergio Ruy Barroso de Mello, que apresentou e moderou o evento.

No primeiro Painel, quatro convidados especiais debateram o tema "Responsabilidade Civil com foco na subscrição do negócio e no seu sucesso". Ao longo das apresentações os internautas contribuíram intensamente com a discussão enviando perguntas por meio das mídias sociais da Aida Brasil.

Márcio Guerreiro, presidente da Comissão de Responsabilidade Civil da Federação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (FenSeg), iniciou Painel propondo reflexões a respeito da subscrição de riscos, a função do profissional de subscrição de risco e os aspectos a serem considerados quando das análises. Também destacou a importância do corretor de seguros e do segurado no processo. "Esse é um trabalho muito relevante e que está diretamente ligado ao sucesso do negócio. Quanto mais transparência, informação e atenção aos detalhes, maiores serão as chances de sucesso", garantiu. Segundo ele, o conceito de responsabilidade civil é muito amplo e, sendo assim, definir o que é responsabilidade civil é um desafio muito grande ao profissional de subscrição. Destacou ainda que na visão presidente da Comissão de Responsabilidade Civil da FenSeg, os times de ‘underwriters’ variam muito em cada seguradora e alertou: “Nos últimos anos foi possível notar uma queda da qualificação dos profissionais da área” para depois ressaltar o importante papel de investimento em treinamento e qualificação profissional. Em sua fala o executivo também pontuou o funcionamento, o modus operandi da subscrição no Brasil, o que nos diferencia em relação aos demais mercados, e como ocorre na América Latina.

O representante da Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), Christian Mendonça, contribuiu para a discussão com sua visão de comprador de seguros. Afirmou que, diferente do que acontece em outros ramos de seguro, no RC o desafio é definir como se fazer a transferência do risco, por se tratar de um segmento muito vasto. Muitos fatores estão envolvidos, como, por exemplo, a operação da empresa segurada, de que maneira interage com a sociedade, com seus clientes e com seus fornecedores. E esse mapeamento, segundo Christian, é bastante complexo. Para o executivo, esse é um ramo de grande importância, que gera grandes oportunidades no que diz respeito ao aperfeiçoamento de processos. "Temos que migrar o RC para um processo de apuração de exposição de riscos tal qual fazemos para o property e o seguro de transporte. Precisamos implementar processo mais interativo, de maneira que o conhecimento do site e a transparência de informações seja fluida em todas as partes integrantes da gestão de risco", explicou o palestrante acrescentando que está havendo certa perda de autoridade e de opções para se fazer a colocação dos riscos de maneira customizada. O executivo também entende que os compradores têm demandas distintas e defende a necessidade de se encontrar e desenvolver soluções que se adéquem às disposições de risco de cada empresa e de cada segmento.

Já o representante da categoria de Responsabilidade Civil e Seguro da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP), Robert Hufnagel, ressaltou a dificuldade de comercialização dos seguros de grandes riscos no cenário atual. Também chamou atenção para o fato de se focar muito, ou apenas nos grandes riscos, e deixar de lado as demais categorias. "Não podemos esquecer dos pequenos e médios riscos, que geralmente são enlatados, têm cuidados totalmente diferentes, e muitas vezes são analisados como um segmento à parte".

Já o presidente da Comissão de Seguros de Responsabilidade Civil da Federação Nacional dos Resseguradores (Fenaber), Sergio Narciso, discorreu com precisão sobre o comportamento dos Mercados de Seguro de RC, no Brasil e na América Latina, destacando a diferença entre os padrões de subscrição e guidelines. Destacou as dificuldades encontradas pelos subscritores na América Latina, sobretudo pelo fato de que vários seguradores e resseguradoras deixaram de aceitar riscos de D&O, E&O, além de outros relativos a RC nesses mercados.

Após as apresentações dos executivos, o mediador expôs os questionamentos enviados para a Aida Brasil, no decorrer das duas últimas semanas, por diversas entidades e pessoas físicas com interesse no tema.

Assista a live completa no canal da Aida: https://www.youtube.com/watch?v=jX16GyO0IHI&feature=push-sd&attr_tag=Mvp6ILAmNfCEFFAn%3A6.

.

ENDOSSANDO

Corretor Parceiro - A pandemia iniciou um período de crise e oportunidades. Em pouco mais de sete meses, houve mudanças em diversos segmentos e no mercado de seguros, tem acontecido não tem sido diferente. Estamos observando fusões, aquisições, parcerias e uma movimentação intensa entre as corretoras de seguros. A Moby foi fundada no início de 2012 e que tem como um dos sócios fundadores Arley Boullosa, profissional de 29 anos de experiência e 25 anos como professor no setor de seguros, acelerou um programa de relacionamento que recebeu o nome de Corretor Parceiro e que seria lançado apenas no final do ano, onde o principal objetivo é agregar corretores com a Susep para compartilhar sua expertise e estrutura. E conta com a sócia Liliane Barros e Kamilla Alves, que atua na Gestão de Benefícios.

Desde o lançamento em maio, o programa já atraiu 18 corretores e que passaram a contar com um novo modelo de negócio e uma forma de atuação compartilhada para acelerar o crescimento. Os parceiros passaram por um processo de entrevista de conhecer o conceito do programa, alinhar expectativas e iniciar a operação.

De acordo com Boullosa, é preciso manter a parceria e o relacionamento com os corretores. "Estamos disponibilizando não apenas tudo que construímos e aprendemos em quase nove anos de Moby, mas também todo conhecimento que eu e minhas sócias acumulamos em nossas carreiras. Nosso foco nas parcerias com corretores são os produtos automóvel e saúde, onde somos especialistas e temos conseguido ótimos resultados desde que iniciamos nossa operação. Os corretores parceiros contam com nossa força de vendas, backoffice, que inclui o operacional e marketing, e relacionamento comercial com as seguradoras e operadoras de planos de saúde, conseguindo ficar mais livres para buscar mais oportunidades de negócios e focar nas vendas".

A Moby Corretora de Seguros acredita que o programa poderá ajudar muito os corretores a passar pelo momento difícil que a categoria vem atravessando, com os efeitos econômicos da pandemia e estima que nos próximos 12 meses, a produção dos parceiros passe a representar até 30% da produção total da corretora, fortalecendo e amadurecendo a relação dos corretores que fazem parte do grupo.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor