Na última quarta-feira, o Senado aprovou por unanimidade, com 77 votos, a inclusão das mortes decorrentes da pandemia de coronavírus na cobertura dos seguros de vida ou invalidez permanente. O mesmo se aplica à assistência médica ou hospitalar para os planos de saúde nos casos de infectados pela Covid-19. O Projeto de Lei 2.113/2020, da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), determina que o seguro, inclusive o já celebrado, não poderá conter restrição de cobertura a qualquer doença ou lesão decorrente de emergência de saúde pública (Lei 13.979, de 2020). A matéria será analisada agora pela Câmara dos Deputados.
Pelo PL, a alteração não poderá resultar no aumento do preço do prêmio pago pelo segurado. O texto estabelece também que o prazo máximo para o pagamento da indenização é de 10 dias corridos, contados a partir da data de entrega da documentação comprobatória, requerida nos documentos contratuais, na sociedade seguradora.
As operadoras do plano de saúde e seguro de vida ainda ficam proibidas de suspender ou o cancelar os contratos por falta de pagamento durante a emergência de saúde pública, que se encerra em 31 de dezembro deste ano.
O texto aprovado é um substitutivo ao PL 890/2020, apresentado originalmente pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para evitar que familiares das vítimas da Covid-19 fiquem desamparados em consequência de fatalidades. A adoção do novo texto foi resultado de um acordo entre Randolfe e a relatora, senadora Leila Barros (PSB-DF), em homenagem a Mara Gabrilli, que foi diagnosticada com a Covid-19.
No relatório, Leila Barros acatou 16 das 21 emendas apresentadas ao texto. Ela aperfeiçoou a redação do projeto para garantir o pagamento dos prêmios de seguro de vida às vítimas da doença sem implicar aumento expressivo no valor das apólices.
A senadora destacou também que a regra atual permite ao segurado escolher livremente se quer incluir ou não na sua cobertura o risco de doença pandêmica.
A relatora considerou importante, no entanto, que o Senado retome a discussão sobre regras perenes após o término da atual pandemia.
Para Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), "a iniciativa é louvável e muito compreensível. Louvável porque excluir mortes por doenças de propagação endêmica ou pandêmica de qualquer causa de morte é retirar do seguro a garantia em tempo no qual se faz mais relevante sua contratação. Compreensível porque algumas seguradoras brasileiras continuam negando pagamentos, embora a maioria delas tenha declarado publicamente que mesmo quando suas apólices tiverem exclusão clara e inequívoca de pandemia, pagarão os capitais aos segurados, o que, mesmo que o marketing divulgue como gentileza securitária, significa reconhecer a invalidade da cláusula excludente. Entretanto, ao inovar no sistema de direito positivo com a norma proposta, surgem duas preocupações: (i) a falta de norma igual para os seguros de saúde e os seguros patrimoniais em geral poderia levar ao entendimento de que somente nos seguros de vida é vedada a exclusão de pandemias e endemias; e (ii) somente a partir da publicação da lei seria vedada a exclusão, de forma que os caos anteriores estariam excluídos da proibição, reforçando a validade das exclusões. Seria, assim, um passo à frente e outro atrás. O Brasil precisa urgente, como nunca antes precisou, de seguros com segurança, seguros estáveis, seguros com conteúdo de garantia e com regras claras de interpretação. Na CCJ do Senado Federal pende de apreciação – porque a área econômica do governo teria obstado – um Projeto de Lei de Contrato de Seguro (LCS), o PLC 29/2017, cuja aprovação foi referendada pelo relator, senador Rodrigo Pacheco. Aprovada a LCS, teríamos a cobertura das pandemias, endemias e tudo mais que possa ser similar nos seguros de vida, autorizadas as seguradoras apenas a reverem os seus prêmios, pois mostrando perícia que demonstre o desequilíbrio técnico e atuarial poderiam fazer jus a diferença de prêmio. O país precisa dessa profilaxia legal, mais do que de remédios tópicos que encherão as prateleiras com efeitos colaterais."
.
Live com Jayme Garfinkel – O Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) promoverá sua primeira live no dia 26 de maio, das 11h às 12h, com a participação especial do ex-presidente da Porto Seguro, Jayme Garfinkel.
Além da mediação do mentor do CCS-SP, Evaldir Barboza de Paula, a live também contará com a participação do presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo.
A partir do tema "Tendências e perspectivas em tempos de pandemia" Garfinkel fará reflexões sobre o momento atual de isolamento social, as transformações comportamentais e as expectativas para o futuro.
"O Jayme é um profissional admirado pelo setor de seguros, com muitas experiências e ensinamentos a transmitir. A live com ele será um evento imperdível", diz o mentor Evaldir.
Link de acesso: https://www.youtube.com/channel/UCeMOeL9j8QA0u23l4ep8RIA/live.
.
Auxílio financeiro – O presidente da Qualicorp, Bruno Blatt, anunciou grandes novidades da administradora de planos de saúde coletivos em entrevistas concedidas ao vivo nesta quinta e sexta-feira, 21 e 22 de maio, para a TV CQCS e para a plataforma Exame Talks, da revista Exame, respectivamente.
Entre as novidades está a criação de um auxílio financeiro para corretores parceiros impactados pelo novo coronavírus e que não tenham condições de trabalhar devido à doença. A iniciativa conta com investimento de R$ 2 milhões realizado pela Qualicorp e busca parceiros para expandir o projeto. Com o auxílio, os corretores que vierem a ser contaminados pelo Coronavírus e impossibilitados de realizar vendas receberão R$ 1 mil da Quali para minimizar a perda na renda.
"O corretor de planos de saúde é essencial para que a população tenha acesso à medicina privada. Ele é parte estrutural e precisa ser compreendido e valorizado nessa condição. Esse é o nosso jeito de pensar e trabalhar" destacou o executivo.
Blatt também anunciou que a Assim é a mais nova operadora de saúde parceira da Qualicorp no Rio de Janeiro, o que contribuirá para aumentar as alternativas de planos de saúde oferecidas pela Companhia na região. Além disso, o presidente deu as boas-vindas ao executivo que acaba de se juntar ao quadro de colaboradores da empresa: Alessandro Courbassier, novo superintendente comercial responsável pelo Estado do Rio de Janeiro e pela Região Sul. "Essa chegada marca também a regionalização das nossas atividades de vendas, com foco nas características do consumidor de cada praça" afirmou.
Sobre os desafios do isolamento, Blatt afirmou que a Qualicorp já tinha planos de desenvolver uma operação cada vez mais digital, pensando inclusive na transição para o modelo de trabalho remoto, desde antes da pandemia.
"Por que precisamos de um prédio de 15 andares se operamos com 100% de vendas digitais?", destacando a ferramenta de comercialização virtual dos planos de saúde, que contribui para que, mesmo durante o momento de pandemia corretores, funcionários e clientes possam efetivar a contratação do plano de saúde sem sair de casa.
Segundo o executivo, a rápida adaptação ao home office só foi possível graças ao engajamento dos colaboradores e ao que chamou de "novo jeito Quali de ser". "A prestação de serviços só se transforma se houver primeiro uma transformação interna. Vivemos um novo ciclo dentro da empresa: acabamos com hierarquias, adotando uma estrutura mais ágil, leve, colaborativa e participativa" destacou.
Bruno Blatt detalhou, ainda, as principais iniciativas da Qualicorp em prol da sociedade para auxiliar no combate ao coronavírus. A Companhia, junto com outras empresas, está reformando cerca de 100 leitos na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A empresa integra, também, um consórcio que construiu 200 leitos no hospital de campanha do Parque dos Atletas, no Rio de janeiro. Ambos atendem exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
A Qualicorp doou, ainda, três mil litros de álcool em gel às comunidades de Paraisópolis (SP) e no Vidigal (RJ), além de enviar unidades para funcionários e corretores parceiros. A empresa aderiu, também, ao movimento Unidos Contra o Coronavírus, contribuindo com a doação de 3 mil testes para profissionais da saúde pública que atuam combate à pandemia.
.
Coronavírus – Passados dois meses desde o início do isolamento social nas principais regiões do país, a Unimed tem demonstrado grande capacidade de resposta à pandemia da Covid-19. Isto porque suas cooperativas em todo o Brasil têm investido não só na expansão de suas infraestruturas como, também, no aumento de suas equipes médicas, ações de prevenção, responsabilidade social e educação das comunidades nas quais estão inseridas. Hoje, o Sistema Unimed é composto por 345 cooperativas, que atendem a 18 milhões de beneficiários, presentes em 84% do território nacional.
Atualmente, conta com 116 mil médicos cooperados, em uma proporção de sete profissionais para cada mil beneficiários. Além disso, a estrutura da Unimed conta com 127 hospitais próprios e as cooperativas têm empenhado esforços para expandir seu número total de leitos disponíveis por meio da inauguração de hospitais de campanha, como é o caso das Unimeds de Araruama (RJ), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Natal (RN) e Teresina (PI), e o aumento temporário de vagas em hospitais próprios em cidades como Campo Mourão (PR), Sul Capixaba (ES) e Ourinhos (SP).
Com isso, nos últimos 60 dias, o Sistema Unimed já criou 476 novos leitos, chegando à marca de 10.644 vagas. Se levarmos em consideração somente os de UTI, foram criadas 253 novas posições, que correspondem a um aumento de 13,21%.
Neste ano, já foram inaugurados dois hospitais próprios até o momento: Hospital Unimed Sul Capixaba (Unidade II) e Hospital Unimed Botucatu (Unidade II), totalizando 202 leitos.
Ainda em 2020, está prevista a inauguração de outros quatro hospitais, totalizando 743 novos leitos à rede própria Unimed. Para o próximo ano, deverão ser abertos mais 4 hospitais, com 555 novas posições.
As cooperativas Unimed vêm investindo, também, em operações remotas com o intuito de tirar dúvidas e promover o atendimento de pacientes com suspeita de coronavírus que não apresentem sintomas graves. Hoje, por exemplo, mais de 70 Unimeds já oferecem alguma solução de Teleconsulta e outras 83 estão aptas a operá-las. Na Unimed Belo Horizonte (MG), por exemplo, que inaugurou sua plataforma em março de maneira bem-sucedida, a ferramenta já foi cedida para a Prefeitura da cidade, por meio de sua Secretaria Municipal de Saúde, para ser disponibilizada também para pacientes do SUS.
Foi inaugurada, também, a Central Coronavírus, serviço de orientação telefônica aos beneficiários Unimed, um canal exclusivo para atendimento e orientações aos clientes sobre a Covid-19, feito por médicos especialmente treinados para essa modalidade de assistência, um atendimento humanizado sem necessidade de agendamento, com os beneficiários podendo fazer as ligações gratuitamente .Em 56 dias de operação entre os dias 17 de março e 12 de maio, o serviço – oferecido pela Unimed do Brasil às cooperativas aderentes – recebeu 54.686 mil ligações, com um total de 25.056 atendimentos relacionados à Covid-19, em uma média diária de 976 chamadas e 447 atendimentos. Entre as cooperativas mais ativas estão as Unimeds Fortaleza (CE), Maceió (AL), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Nordeste Rio Grande do Sul (Caxias do Sul).
.
Confecção e doação de máscaras de tecido – A Capemisa Seguradora está contribuindo para que famílias assistidas pela entidade possam produzir 5 mil máscaras caseiras, que estão sendo distribuídas a funcionários das casas de apoio, às pessoas atendidas e seus parentes. Cerca de 45 mães costureiras e 10 voluntárias de pelo menos 20 instituições estão trabalhando com retalhos de oficinas de costura que eram realizadas no lar e também tecidos doados para a produção deste novo item de necessidade básica, por conta dos desdobramentos da pandemia de Covid-19 no país.
A iniciativa, segundo a presidente da entidade, Regina Oliveira, vai ajudar a contribuir com a renda de famílias que deixaram de trabalhar neste período de isolamento social. "Além de ajudar a proteger as pessoas assistidas pelas nossas casas, essas mães estão recebendo material e ajuda de custo, estão trabalhando, estão produzindo, o que é muito importante para elas" conta.
As doações da Capemisa foram enviadas a casas de assistência nas Regiões Sudeste, Sul, Norte e Nordeste.
"A nossa seguradora foi criada com a finalidade de arrecadar recursos para a manutenção de diversas obras sociais, em especial, o Lar Fabiano de Cristo. Esses recursos são destinados para cuidar de mais de 3.800 famílias e aproximadamente 18.500 pessoas em todo o país. Neste momento sem precedentes e tão desafiador, nosso apoio a essas casas se torna ainda mais importante" afirma o presidente da Capemisa, Jorge Andrade.
.
Dia do Abraço – Em função do Dia do Abraço, comemorado na última sexta-feira, dia 22, Pacientes hospitalizados no HCor, na Zona Sul da capital paulista, passaram a contar com um novo tipo de estratégia para "receber" visitas e aplacar a saudade, durante o período de internação e, por consequência do diagnóstico positivo de Covid-19, o isolamento físico. O programa de televisitas da instituição conecta familiares, amigos e até animais de estimação, diminuindo a distância entre quem está internado e o ambiente familiar.
A iniciativa foi implantada em todos os setores de internação do hospital, de forma permanente, incluindo a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com dia e horários marcados, os pacientes podem conversar e até receber abraços virtuais por meio de videoconferências.
Segundo Silvia Cury Ismael, gerente do serviço de Psicologia do HCor, a ação tem grande importância tanto emocionalmente, quanto no quadro clínico do paciente. "É importante ver que sua família está ali, ainda muito perto, e sentir carinho. Além disso, a televisita permite conversas com pessoas queridas, situação que pode impactar de maneira positiva o tratamento do paciente, pois o motiva a lutar pela vida" explica.
A equipe de psicologia do hospital também oferece suporte e acompanhamento remoto para os familiares de pacientes internados, que precisam lidar com a ansiedade e as emoções ligadas ao distanciamento social, além do próprio diagnóstico do parente próximo. "A psicologia do hospital monitora os familiares, ligando ou mesmo recebendo ligações diárias deles. Quando percebemos que um familiar não está bem, ele é acompanhado de perto", destaca.
Segundo a especialista, as televisitas surgiram como uma motivação para pacientes, familiares e, inclusive, a equipe multidisciplinar, que atua na linha de frente na assistência. "A ferramenta é muito útil para a retomada do contato, permitindo que a família acompanhe o tratamento do paciente, mesmo sem estar presente fisicamente. Já a equipe consegue sentir as mudanças no humor e oferecer mais conforto a quem está recebendo os cuidados no hospital", explica.
.
Resultados do trimestre – O Grupo Generali apresentou o que chama de "sólida rentabilidade" dos negócios nos resultados do primeiro trimestre de 2020: o resultado operacional total foi de 1.448 milhões de euros graças à contribuição dos segmentos P&C ("Não Vida") e de Gestão de Ativos, que também inclui recentes aquisições, bem como da holding e outros negócios.
A lucratividade técnica P&C melhorou, com o índice combinado de 89,5% (-2,0 pps); a lucratividade dos novos negócios de Vida continuou alta em 4,04% (-0,35 pps) e a receita da Gestão de Ativos continuou aumentando.
O total dos prêmios emitidos brutos permaneceu em 19,2 milhões de euros (+0,3%), com o desenvolvimento positivo do segmento P&C (+4,0%). No segmento de Vida, entradas líquidas totalizaram 3,1 bilhões de euros (-25,2%) e as provisões técnicas continuaram em 363,4 bilhões de euros (-1,6%), devido ao desempenho atual do mercado financeiro.
Sólida posição de capital do Grupo com Índice de Solvência Preliminar em 196%.
O lucro líquido do Grupo foi de 113 milhões de euros (744 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019) e foi afetado em 655 milhões em net impairments em investimentos, devido ao impacto da Covid-19 no mercado financeiro, além da contribuição de 100 milhões de euros alocados para o Fundo Extraordinário Internacional do Grupo para a emergência da pandemia. Não houve contribuição de alienações em comparação com um ganho de 128 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019.
Para o CFO do Grupo Generali, Cristiano Borean, "em um dos momentos mais difíceis e incertos das últimas décadas, com a emergência da Covid-19 o consequente forte impacto financeiro e na macroeconomia, nosso modelo de negócios garantiu a continuidade das operações do Grupo e nos permitiu manter nosso papel de Parceiro Vitalício dos nossos clientes. Isso também é resultado da crescente digitalização de nossos processos e produtos, uma rede de distribuição multicanal que aproveita uma rede de agentes e diversidade internacional. Os primeiros três meses do ano mostraram um bom desempenho e confirmaram a sólida posição de capital do Grupo. O lucro líquido foi afetado pelos impedimentos devido ao desempenho do mercado financeiro atual, resultado da pandemia."
















