SEG - PL quer que plano cubra remédio para câncer sem analisar impacto

Entidade defende estudos técnicos antes da incorporação de novas tecnologias.

Seguros / 17:03 - 4 de ago de 2020

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A Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores (Capesesp) da Fundação Nacional de Saúde (FNS), oferece aos seus beneficiários, desde 2002, diversos quimioterápicos orais não previstos, à época, no rol mínimo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), baseado em estudos sobre evolução tecnológica na área e de impacto para incorporação de novas tecnologias. Quase 10 anos depois, em 2013, os planos passaram a ser obrigados a cobrir esses medicamentos por força de Lei e, mês passado, o Senado aprovou ampliação de cobertura de quimioterápicos orais, sem análise da ANS, sem comparativos com os benefícios dos produtos atualmente disponíveis e nem análise de impacto orçamentário. O texto está agora em tramitação na Câmara dos Deputados.
"Somos totalmente a favor de medicamentos que tragam benefícios aos pacientes com câncer, tanto que, antevendo o que esses medicamentos significariam no combate à doença, a Capesesp os incorporou quase 10 anos antes de isso ser obrigatório. Contudo, o projeto põe em risco a sustentabilidade do sistema. É preciso ter estudos de incorporação de novas tecnologias, para não sermos obrigados a cobrir medicamentos de alto custo, sem benefício comprovado e com efeitos adversos ainda pouco conhecidos", ressalta o médico e presidente da Capesesp, João Paulo dos Reis Neto.
O dirigente lembra que para os planos de autogestão o impacto é ainda maior, já que possuem uma população mais idosa e que, por não visarem lucro, não acumulam reservas financeiras elevadas. "No âmbito da saúde suplementar, o espaçamento entre cada incorporação no rol de procedimentos mínimos da ANS é importante para que a empresa possa se preparar para o aumento de seus custos, e em especial nós, que não temos fins lucrativos. Vale ressaltar que ninguém está se furtando a incorporar novos quimioterápicos, só defendemos que isso seja feito com critério, seja calculado impacto financeiro, tenha estudo técnico e voltado de fato ao benefício para o paciente".
O médico é palestrante convidado de um evento que a Oncoguia promoverá na próxima quinta-feira, 6 de agosto. Reis Neto vai falar do pioneirismo da Capesesp em adotar medicamentos quimioterápicos orais ainda não obrigatórios para seus beneficiários, que só foi possível através do domínio da entidade sobre os dados e informações da saúde populacional e da realização de estudos internos bem conduzidos de impacto orçamentário, além de debater o cenário atual, antes e depois dos adiamentos de tratamentos oncológicos durante a pandemia.
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Seguro Rural - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realiza na sexta-feira, às 15h, videoconferência do projeto Monitor do Seguro Rural, dedicada nessa edição ao primeiro grupo de frutas, formado por maçã, pêssego, caqui, nectarina, laranja, maracujá, ameixa e tangerina. O objetivo é avaliar os produtos e serviços ofertados pelas seguradoras e propor aperfeiçoamentos nos seguros agrícolas dessas atividades.
O trabalho é coordenado pelo Departamento de Gestão de Riscos do Mapa e terá a participação de produtores com o apoio das entidades representativas dos produtores rurais e de suas cooperativas, associações, revendas de insumos, companhias seguradoras, empresas resseguradoras, corretores, peritos e instituições financeiras. No cronograma de setembro do projeto está previsto outro grupo de frutas.
O seguro agrícola para frutas é ofertado por seis companhias de seguro habilitadas no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em praticamente todas as regiões produtoras, com maior destaque para Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Paraná, seguidos por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Goiás e Espírito Santo.
Em 2019, a categoria frutas utilizou quase R$ 54 milhões em subvenção, representando 12,6% do total do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Com esse apoio do Governo Federal foi possível dar cobertura para 12.388 apólices de uma área de 74 mil hectares com capitais segurados de R$ 1,6 bilhão para 24 frutas em todo o território nacional. Os destaques foram a uva, que lidera o ranking de contratações de seguro de frutas no Brasil, com 8.958 apólices numa área de mais de 50 mil hectares, seguida pela maçã, pêssego, caqui, ameixa e demais frutas.
Segundo o secretário de Política Agrícola, César Halum, pela diversidade da produção de fruticultura no país, os produtores beneficiados no programa contratam seguro em quase todo o ano: "ainda temos mais três meses de contratação de seguro para frutas e a expectativa é de aumento de pelo menos 20% a 30% em relação ao ano de 2019".
Depois de grãos, o seguro agrícola de frutas é a que mais têm crescido nos últimos anos no Brasil. Alguns estados como São Paulo e Paraná, têm apoiado os produtores com programas estaduais de subvenção ao prêmio que complementam o PSR. "Os produtores estão percebendo cada vez mais que a atividade agrícola precisa de mitigadores de risco climático. No caso de São Paulo também há alguns municípios que apoiam financeiramente o produtor para auxiliar na contratação das apólices, o que ajuda na disseminação da cultura do seguro rural", finaliza.
Moisés Lopes de Albuquerque, Diretor Executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), afirma que o PSR proporciona o principal instrumento utilizado pela cultura da maçã em relação à mitigação dos prejuízos associados às perdas climáticas. No ano de 2019 a cultura teve uma área coberta próxima de 15 mil ha, ou seja, mais de 50% da área em efetiva produção. "A despeito de ser expressiva tal participação é imperioso que avancemos ainda mais. Neste sentido estamos ansiosos pela rodada do Monitor do Seguro Rural de frutas. O encontro será uma oportunidade ímpar para construir uma agenda positiva para ampliarmos a área segurada do setor da maçã".
O cronograma de eventos por vídeo conferência do Monitor, que começou em julho desse ano e se estende até final de 2022, tem a finalidade de identificar e propor melhorias nos serviços de seguro para mais de 60 atividades de grãos, frutas, olerícolas, pecuária, florestas, aquícola, café e outras culturas. O monitor é uma oportunidade para os produtores e para as cooperativas, com as suas entidades representativas, construírem soluções em conjunto com as seguradoras e o apoio do Mapa.
Nos dias 17 e 24 de julho, foram realizadas videoconferências do monitor de seguro rural de banana e trigo, respectivamente, que contou com 70 participantes, em cada encontro, entre produtores e representantes de associações, federações e entidades nacionais, que estão preparando um documento com propostas de aperfeiçoamentos para o seguro rural dessas atividades.
"As dinâmicas estabelecidas no Monitor de Seguros promovido pelo Mapa têm sido muitos importantes para a cadeia de seguros agrícolas. O monitor de trigo, foi muito interessante para debatemos a cobertura de qualidade, que é uma grande demanda do setor produtivo e que o mercado segurador precisa desenvolver", avalia Glaucio Toyama, diretor de Subscrição Agro da Swiss Re, uma das companhias seguradoras que participou da reunião de trigo.
O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 14 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independente de acesso ao crédito rural.
A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola) o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%.
Para produtores que estão contratando crédito de custeio nas instituições financeiras e são enquadrados no Pronaf, entre julho e outubro, há um projeto-piloto com recursos de R$ 50 milhões do PSR de estímulo a contratação do seguro agrícola de soja e milho verão (subvenção de 55% do prêmio) e para banana, maçã e uva (subvenção de 60% do prêmio).
Para produtores das regiões Norte e Nordeste de grãos, o PSR destinará R$ 50 milhões exclusivos para essas regiões nos meses de setembro e outubro.

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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Live A apenas um mês do CCS-RJ Connection, grande evento a ser realizado pelo Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) em parceria com a Educa Seguros, a programação de aquecimento segue a todo vapor: o Vice-Presidente Comercial e de Marketing da Porto Seguro, Rivaldo Leite, e o Diretor Comercial N/NE/RJ/ES, Marcos Silva, são os convidados da próxima Live Connection.
O bate papo ao vivo, que acontece nesta quarta-feira, dia 5 de agosto, às 16h, será sobre como a companhia enxerga o corretor de seguros em meio à crise e o que tem feito para apoia-los. O presidente do CCS-RJ, Fabio Izoton, e a diretora Sonia Marra serão os mediadores, trazendo as perguntas e comentários dos associados e do público em geral da live para o debate.
O evento virtual é aberto a todos os corretores e a inscrição deve ser realizada em https://conteudo.educaseguros.com.br/live-connection-porto-seguro-pc. Para receber notificações sobre as próximas lives que vêm por aí, basta se inscrever no canal do Clube no YouTube e ativar o sininho.
A série Live Connection é uma programação especial de aquecimento para o grande evento a ser promovido pela entidade este ano: o CCS-RJ Connection, nos dias 1 e 2 de setembro. Anunciado no início de 2020, o encontro que seria presencial foi reformulado para o formato 100% virtual e gratuito. As inscrições também já estão abertas e podem ser realizadas em https://connection.ccsrj.com.br.
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SEGURO CIDADÃO

Bem-estar de seus colaboradores durante o home office - O mundo à nossa volta mudou muito em apenas três meses e as empresas precisaram se adaptar à situação. Nestes momentos, a Allianz Partners, líder em assistência 24 horas, colocou em prática diversos planos para continuar atendendo às necessidades de seus clientes e contribuir com as boas condições de trabalho de seus colaboradores, assim como com o reforço de sua cultura.
A empresa, que conta com a maior parte do quadro de colaboradores na área de atendimento ao cliente, adaptou 100% das suas operações em uma semana. "Nos bastidores, a equipe de TI, junto às outras áreas envolvidas, trabalhava o tempo todo para configurar a tecnologia que tornaria tudo possível. Os líderes e técnicos foram incansáveis e tiveram que pensar como preparar toda estrutura, em um prazo muito difícil de cumprir", afirma Karina Bertolla, gerente de Comunicação e Treinamento Corporativo. Além disso, a Comunicação Interna foi redesenhada para desempenhar, ainda mais o seu papel essencial de engajamento em tempos de incerteza. "Nós sempre incentivamos um clima de interação, com foco no bem-estar dos colaboradores. Por isso, desenvolvemos métodos para otimizar essa comunicação, fazendo com que ela chegasse rapidamente a todos e sem obstáculos para sua leitura. E isso englobou o envio de uma carta do presidente, após todos estarem seguros em casa, a criação de um boletim extraordinário de notícias, a 'virtualização' de programas de reconhecimento e a criação de manuais para esse novo momento", completa.
O 'novo normal' da companhia foi um divisor de águas no que diz respeito ao trabalho remoto. De acordo com a executiva, muitos colaboradores ainda não tinham experiência de trabalhar em casa e a condição atual impulsionou o desenvolvimento de um material com dicas simples e práticas de como atuar em home office. "Nós criamos um guia para o trabalho em casa, mas não com o objetivo de tentar padronizar a rotina dos colaboradores ou criar regras. Mas sim, dar dicas e lembretes para as pessoas, falar sobre a importância de pausas para o cafezinho ou o alongamento, de interagir com as crianças e ajudá-las a compreender os diversos momentos do dia. Estimulamos a integração da família em alguns programas e comunicações e compreendemos que a separação absoluta do espaço casa e trabalho não é real. Os líderes precisam ter empatia e aceitar imprevistos de forma mais natural e leve. Em linhas gerais, trabalhamos muito a confiança em nossos materiais", destaca Karina.
O Coral Corporativo, coordenado pela regente e professora Sheila Souza, do Instituto de Voz Sheila Souza, também ganhou novos contornos. Os ensaios que o ocorriam antes ou após o expediente com 31 colaboradores, agora passaram a ser virtuais. Essa iniciativa acontece desde 2014 e é a primeira vez que acontece de maneira remota. "A atividade exige cooperação e disciplina, despertando o espírito de equipe e emoções positivas para nos conectar novamente às pessoas e ao mundo", ressalta a gerente.
O investimento mais recente foi o programa Conte Comigo!, que oferece assistência psicológica, jurídica, financeira e social aos colaboradores, incluindo estagiários, cônjuges e filhos. A executiva ressalta que o objetivo com a iniciativa é amenizar os impactos causados pelo distanciamento social e, também, aqueles previamente existentes, como depressão, ansiedade, questões relacionadas à separação conjugal, entre outros. Tudo feito pelo telefone, gratuitamente e de forma sigilosa.
Além disso, àqueles que atuaram com tanto afinco no início desse processo de quarentena, a empresa ainda proporcionou uma ação especial. "Os profissionais de TI, Operações e Suporte Administrativo receberam em suas residências uma caixa com mimos especiais, uma carta de agradecimento assinada pelo CEO, uma bonificação e a oportunidade de celebrarem com a família em um jantar com pizza. O resultado foi surpreendente e, inclusive, os familiares se sentiram acolhidos", finaliza Karina.
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ENDOSSANDO

Crescimento no trimestre - O Porto Seguro Consórcio registrou crescimento de quase 4% em clientes ativos e 2% em vendas. Além disso, o produto está alcançando um público cada vez mais jovem, o perfil das pessoas que mais contratam tem idade média de 39 anos, porém, 66% tem entre 25 e 44 anos. "Estes resultados refletem os nossos esforços em buscar alternativas para apoiar os nossos parceiros e clientes neste momento de adversidade econômica. Nesse sentido, nos dedicamos a potencializar a nossa eficiência operacional, oferecendo produtos alinhados com as demandas do setor para diversos segmentos, dentre eles imóvel, auto e veículos pesados,", afirma a gerente de Produto no Porto Seguro Consórcio, Bruna Norte.
Os estados que se destacaram na contratação do Consórcio foram São Paulo (21,99%), Minas Gerais (8,92%), Bahia (7,25%), Paraná (7,27%) e Rio de Janeiro (5,73%), dentre outros. "Estamos presentes em quase todo o território nacional. Por conta disso, temos uma base de clientes bastante diversificada, que não fica restrita ao eixo Rio-São Paulo", explica Bruna Norte.
Entre as iniciativas especiais lançadas recentemente, a Porto Seguro desenvolveu um grupo exclusivo de consórcio de imóvel, chamado de Plano Flex, com 25% de redução nas parcelas até a contemplação, sendo que a diferença será paga após a contemplação, oportunidade de lance embutido de até 30% do valor do crédito e lance fixo de 40%. No consórcio de veículos pesados, os clientes que contratarem a modalidade até o dia 31 de julho, contam com 25% de redução nas parcelas até a contemplação, a diferença também será paga após a contemplação.
Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), os resultados do setor já passaram a refletir o cenário, mesmo assim apresentou alta. Nos meses de janeiro e fevereiro, as adesões totalizaram 284,45 mil e 245,66 mil, respectivamente. Já em março, fecharam em 187,1 mil. Entretanto, quando considerado o acumulado no ano, o setor ainda registra resultados positivos. O crescimento é de 9,7%, com evolução de 653,5 mil adesões no primeiro trimestre de 2019 para 717,2 mil, no primeiro trimestre de 2020.
Diferentemente de outras ofertas de crédito existentes no mercado, que cobram juros, no consórcio o cliente paga somente a taxa de administração. "O valor é fixo, apresentando um impacto menor no preço final. Dessa forma, o contratante possui maior controle e pode ter um bem adquirido de forma planejada", ressalta a gerente Bruna Norte.

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