SEG - Planos de saúde: ANS disponibiliza dados relativos a maio

Número de beneficiários foi atualizado ontem; confira na Sala de Situação da agência.

Seguros / 17:07 - 7 de jul de 2020

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Os números de beneficiários de planos de saúde relativos ao mês de maio estão disponíveis para consulta no portal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A reguladora atualizou as informações ontem.
Em maio de 2020, o setor totalizou 46.829.760 usuários na segmentação de assistência médica e 25.373.475 na segmentação exclusivamente odontológica em todo o Brasil. No geral, o setor manteve a tendência de estabilidade, com pequenas oscilações em relação aos meses anteriores.
Cabe ressaltar que os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas pelas operadoras.
Confira nas tabelas abaixo os números de beneficiários por tipo de contratação do plano e por UF nos meses de maio de 2019 a maio de 2020.
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Diagnóstico de Covid-19 O exame laboratorial para detecção do novo coronavírus foi incluído pela ANS no rol de procedimentos obrigatórios de cobertura pelos planos de saúde em março, logo no início da pandemia. Na semana passada, a agência incluiu também o teste sorológico, que identifica os anticorpos do vírus.
Segundo a Resolução Normativa da agência, o teste deve ser feito quando houver indicação médica e a cobertura vale para clientes de planos de saúde com segmentação ambulatorial, hospitalar ou referência. A orientação da agência reguladora é que o paciente consulte a operadora do plano antes de procurar uma unidade de saúde, para ser orientado sobre onde realizar o exame ou tratamento da doença.
O exame diagnóstico previsto pela ANS é o do tipo pesquisa por RT-PCR, com diretriz de utilização, e deve ser feito em pacientes considerados quadro suspeito ou provável da doença, de acordo com a indicação médica.
Os procedimentos para o tratamento de Covid-19 também são obrigatórios, como consultas, internações, terapias e exames complementares, de acordo com a cobertura do plano do beneficiário. Internação, por exemplo, não é obrigatória na segmentação ambulatorial.
Já o teste sorológico para o novo coronavírus, do tipo pesquisa de anticorpos IgA, IgG ou IgM, que detectam a presença de anticorpos produzidos pelo organismo após exposição ao vírus, deve ser feito nos casos em que o paciente apresenta ou tenha manifestado um dos dois quadros clínicos relacionados à Covid-19.
O primeiro é a síndrome gripal, com quadro respiratório agudo, sensação febril ou febre, acompanhada de tosse, dor de garganta, coriza ou dificuldade respiratória. O segundo é a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que gera desconforto respiratório ou dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor do que 95% em ar ambiente, podendo ter também coloração azulada dos lábios ou rosto.
Segundo a ANS, o exame é feito com amostras de sangue, soro ou plasma. "Como a produção de anticorpos no organismo só ocorre depois de um período mínimo após a exposição ao vírus, esse tipo de teste é indicado a partir do oitavo dia de início dos sintomas", alerta a agência.
Este exame foi incluído de forma extraordinária no Rol de Procedimentos da ANS para cumprir uma decisão judicial.
A ANS orientada que as operadoras disponibilizem em seus portais na internet as informações sobre o atendimento e a realização do exame, além de oferecer canais de atendimento específicos para esclarecer seus usuários sobre a doença.
Desde o início da pandemia, a ANS recebeu 6.347 demandas ou reclamações relacionadas à Covid-19. Desse total, 44,16% foram referentes a tratamento ou exame, 37,21% sobre outros tipos de assistência afetadas pela pandemia e 18,62% sobre temas não assistenciais. A agência orienta os clientes a procurarem primeiro a operadora para resolver qualquer dificuldade.
Segundo a diretora-executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, o setor tem atendido imediatamente as resoluções normativas editadas pela ANS. Porém, as empresas discordam da exigência dos exames de anticorpos.
"As operadoras de planos e seguro de saúde associadas à FenaSaúde consideram que a cobertura dos testes sorológicos IgA, IgG e IgM não é a melhor alternativa para os pacientes com suspeita de Covid, tampouco para o sistema de saúde suplementar. Tais testes não têm a mesma precisão do exame RT-PCR, considerado padrão-ouro e já coberto pelas operadoras desde março".
Vera destaca que o monitoramento da qualidade dos dispositivos diagnósticos publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indica que dos 85 testes rápidos já liberados pelo órgão regulador, 44,7% não possuem desempenho de acordo com o alegado pelo fornecedor. "Além disso, conforme mostrou a revista científica BMJ, em aproximadamente 34% dos casos os testes rápidos dão falso negativo", afirma a diretora.
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Justiça comum A competência para julgar as demandas relativas a plano de saúde de autogestão empresarial é da Justiça Comum, conforme decisão da 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça no julgamento de um Incidente de Assunção de Competência. A única exceção ocorre quando o benefício for instituído em contrato de trabalho, convenção ou acordo coletivo, caso em que a competência é da Justiça do Trabalho.
Dessa maneira, a 2ª Seção deu provimento ao recurso especial de uma fundação de saúde suplementar que desejava ver declarada a competência da Justiça comum para processar uma ação em que é discutida a manutenção de uma beneficiária no plano de saúde nas mesmas condições de quando ela estava em atividade.
Em primeira instância, a aposentada conseguiu uma liminar que manteve o preço da mensalidade no patamar praticado antes da aposentadoria. Na sequência, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a remessa dos autos à Justiça do Trabalho por entender que a pretensão teve origem em relação de emprego.
A fundação de saúde complementar, então, recorreu ao STJ, que instaurou a IAC para analisar o caso. O colegiado seguiu o voto da ministra Nancy Andrighi, que lembrou que recentemente, no julgamento do CC 157.664, foi declarada a competência da Justiça comum para o processamento e o julgamento de ação na qual se pleiteava a manutenção de beneficiário de plano de saúde coletivo nas mesmas condições da época da vigência do contrato de trabalho.
De acordo com a ministra, ficou decidido na ocasião que "se a demanda é movida com base em conflitos próprios da relação empregatícia ou do pagamento de verbas dela decorrentes, então a competência para seu julgamento será da Justiça do Trabalho, de acordo com o artigo 114, IX, da Constituição Federal. No entanto, não havendo discussão sobre contrato de trabalho nem direitos trabalhistas, destaca-se a natureza eminentemente civil do pedido, o que atrai a competência da Justiça comum".
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Bicicleta Algumas tendências estão surgindo com a mudança de hábitos dos brasileiros diante da pandemia, e entre elas está o crescimento do uso da bicicleta como meio de transporte. A bike pode ser uma alternativa mais segura ao transporte público, mas, assim como o carro, está exposta a vários riscos, por isso o seguro deve ser considerado.
Segundo a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike) houve um aumento de 50% nas vendas de maio, em comparação com o mesmo período do ano passado. A pesquisa mostra que as bicicletas para uso na cidade impulsionaram este crescimento das vendas no país. Por outro lado, trata-se de um veículo vulnerável. Na cidade de São Paulo, por exemplo, no período de janeiro e setembro de 2019, foram registrados mais de 2 mil roubos de bicicletas, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.
De acordo com a diretora de Affinity da corretora e consultoria global Willis Towers Watson, Raquel Silva, as ocorrências que mais preocupam os proprietários de bicicletas são as relacionadas a roubo e furto qualificado, mas ainda existem outros riscos como os danos sofridos no transporte adequado da bicicleta e durante a pedalada, e que podem ser cobertos por um seguro específico para o veículo.
"Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a apólice de seguro para bicicletas não é somente para as bikes utilizadas para prática esportiva. Hoje no mercado, temos produtos para bicicletas de R$1,2 mil até R$ 60 mil. O seguro deve ser contratado para garantir o valor total do bem, o que consta na nota fiscal de aquisição da bicicleta. O custo sofre variação de acordo com a marca da bicicleta, valor e tipo de utilização, ou seja, se será utilizada para competições esportivas ou somente lazer, além das informações básicas do condutor", explica.
Para quem costuma transportar a bicicleta utilizando um rack, o seguro cobre os danos sofridos durante o transporte, tanto pela bicicleta quanto pelo próprio rack.
Os ciclistas também devem considerar o risco de acidente envolvendo terceiros. "A cobertura de responsabilidade civil é muito importante para o ciclista que provoca um acidente e que pode ser responsabilizado por danos pessoais ou materiais. Por exemplo, responsabilidades em um atropelamento de pedestre, que acaba sendo frequente, principalmente para quem usa ciclovias em grandes centros urbanos" afirma.

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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Curso para habilitação de corretor pleno em cinco meses O mais recente lançamento da Escola Nacional de Seguro (ENS) foi tema da live semanal promovida pela Instituição em seu canal no Instagram, no dia 18 de junho. Na ocasião, a diretora de Ensino Técnico da Escola, Maria Helena Monteiro, recebeu o professor e consultor André Rezende para tratar do tema "Seja Corretor de Seguros em Cinco Meses"
O encontro apresentou o novo Curso para Habilitação de Corretores de Seguros no formato intensivo. O programa tem duração de cinco meses, com carga horária e conteúdo idênticos aos do programa tradicional, que dura nove meses. Dessa forma, os alunos poderão concluir a habilitação na metade do tempo, sem qualquer perda.
Docente do curso, André Rezende destacou os quatro ramos de seguros que considera mais promissores no Brasil: Vida, Seguros Cibernéticos, Planos de Saúde e Transportes. "Esses segmentos são notórios e estão com grande crescimento da demanda, por isso vão trazer muitas oportunidades de negócio. Se o corretor tiver que escolher para investir e focar, sugeriria esses", explicou.
Maria Helena endossou a opinião do palestrante e afirmou que, no mercado de seguros, os produtos passam por mudanças constantes e que a ENS está sempre atenta para acompanhar essas atualizações. "Temos disciplinas sobre esses ramos no curso e iremos trabalhar bastante nesse sentido. Pretendemos sempre acompanhar as tendências do mercado e, principalmente, ensinar como vender esses produtos".
Questionado sobre quais características necessárias para se tornar um bom corretor de seguros, André Rezende recomendou uma técnica criada por ele, a do CPF: Consistência, Persistência e Frequência. "Sempre digo que não é uma tarefa fácil, mas é simples. É preciso manter o padrão, ser constante. Também é necessário se esforçar ao máximo e ir atrás dos objetivos, por isso a persistência. Por fim, a frequência é importante para se fortalecer e, para isso, é preciso uma rotina de excelência. Quanto mais automatizarmos as coisas, melhor"
O docente ressaltou que qualquer pessoa pode se tornar corretor, bastar se preparar para a função. "Tem gente que nasce com mais predisposição, mas tudo dá para treinar. As pessoas introvertidas também podem ser ótimas vendedoras, porque o bom vendedor é o que escuta e observa mais. Ou seja, só não se torna um bom corretor quem tem preguiça ou não quer. Tudo é treinável".
Rezende destacou ainda que a profissão pode trazer bons retornos financeiros e uma grande carreira, e deu a dica para os espectadores: "Se está na dúvida sobre se tornar corretor, toma a decisão e vem. Essa é uma profissão nobre, que faz muito bem para a sociedade, e além disso traz uma renda extraordinária", finalizou.
Vale lembrar que, para se tornar corretor de seguros, é preciso obter o registro profissional na Superintendência de Seguros Privados (Susep), emitido mediante apresentação de certificado de aprovação no curso da ENS.
O novo programa, que já está com inscrições abertas, terá 50% das disciplinas ministradas em aulas ao vivo, dispondo de recursos interativos, exercícios, tutorias, videoaulas e outras funcionalidades. Essa modalidade permite um contato mais direto com professores e colegas de turma. As demais disciplinas serão gravadas, garantindo maior flexibilidade de horários para estudar. O Sincor proporciona um excelente estímulo para os interessados no curso: 20% de desconto e parcelamento em 12 vezes sem juros. Converse com o Sincor, pelo celular ou WhatsApp: (51) 9-9973-4594.
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ENDOSSANDO

Falecimento - O Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), em nota, "lamenta profundamente a perda prematura de Raquel Araújo, gerente regional da Amil, que faleceu nesta segunda-feira, 6 de julho. A diretoria do Clube demonstra seu pesar e solidariedade aos familiares, amigos e parceiros de trabalho na operadora e no mercado de seguros. A profissional atuava na companhia há mais de cinco anos."
Também a Associação das Empresas de Assessoria e Consultoria de Seguros do Rio de Janeiro (Aconseg-RJ) lamentou a perda, dizendo que era "uma profissional dedicada e inteligente, que prestou apoio fundamental às nossas assessorias e à Aconseg-RJ, construindo uma parceria profícua e de excelentes resultados. Nossos sentimentos e solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho."
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Parceria A Qualicorp, administradora de planos de saúde coletivos, e a Paraná Clínicas, operadora de planos de saúde, anunciaram no último dia 1º parceria firmada para a comercialização de planos de saúde coletivos por adesão na região de Curitiba - acordo que marca a entrada da Paraná Clínicas no mercado com essa modalidade de produto.
Para noticiar os detalhes, Elton Carluci, vice-presidente comercial, de Inovação e Novos Negócios da Qualicorp; Alessandro Courbassier, superintendente comercial da Qualicorp para o Estado do Rio de Janeiro e Região Sul; Diego Carvalho, coordenador da Qualicorp na Região Sul; Carlos Mortean, diretor da Paraná Clínicas; e Rodrigo Góes, gerente-executivo comercial da Paraná Clínicas, participaram de uma live no canal da Qualicorp destinado ao corretor no YouTube (https://youtube.com/TamoJuntoCorretor).
De acordo com Alessandro Courbassier, a parceria era um desejo da companhia. "Esse acordo com a Paraná Clínicas é algo que almejávamos há muito tempo e pudemos sacramentar agora. A operadora certamente será uma grande parceira nossa na Região Sul. Esse é o nosso novo jeito Quali de ser", destacou.
"A Qualicorp está focada na estratégia de expansão regional. É uma grande satisfação para a companhia a oportunidade de parceria com a Paraná Clínicas, que é tão respeitada em sua região", completou Elton Carluci.
A Qualicorp comercializará três diferentes produtos da Paraná Clínicas: CIM Mais Adesão e Standard Plus Adesão com as opções enfermaria e apartamento. Os preços partem de R$ 102,32 (CIM Mais Adesão com coparticipação, para a primeira faixa etária) com cobertura em Curitiba e Região Metropolitana.
"Temos uma demanda potencial incrível para ser explorada e acreditamos muito no desejo do mercado consumidor em adquirir um produto da Paraná Clínicas. Por isso, é um marco, uma grande conquista, ter a Qualicorp como parceira nesse projeto. Selecionamos inicialmente nossos produtos com maior saída, mas queremos oferecer um portfólio cada vez mais completo no mercado de adesão", indicou Rodrigo Góes.
Focada em gestão de saúde integrada, a Paraná Clínicas mantém uma carteira de clientes que contempla desde pequenas empresas até companhias multinacionais. "Nosso diferencial está na qualidade do atendimento e na estrutura própria baseada nos Centros Integrados de Medicina, no Centro de Infusão e no Hospital Dia. Atuamos ainda com um sistema de prontuário eletrônico que nos permite transformar as informações de saúde em conhecimento sobre o perfil de nossos clientes e nos ajuda a construir produtos e soluções cada vez mais ajustados às necessidades do mercado", completou Carlos Mortean.
Os planos de saúde coletivos por adesão estarão disponíveis para profissionais liberais, profissionais ligados a associações e conselhos regionais e também para estudantes. Além disso, a Qualicorp preparou uma campanha especial para os corretores que atuarem na comercialização deste produto.

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