SEG - Planos de saúde registram queda de beneficiários na pandemia

Só o setor exclusivamente odontológico teve queda de 560 mil beneficiários em três meses.

Seguros / 17:09 - 9 de jul de 2020

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Cai o número de beneficiários de planos de saúde em todo o país. O total de vínculos de planos médico-hospitalares registrou baixa de 0,3% no período de 12 meses encerrado em maio deste ano. Os números integram a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess). No total, o segmento volta a ficar abaixo dos 47 milhões de beneficiários, alcançado no último ano após sucessivas perdas.

"No comparativo de 12 meses, o setor perdeu pouco mais de 124 mil beneficiários. No entanto, só entre os meses de abril e maio, houve queda de 283 mil vínculos. O que acende uma luz de alerta para o setor", aponta José Cechin, superintendente-executivo do Iess. "Esses dados refletem a queda da atividade econômica causada pela forte crise na saúde, provocada pelo coronavírus. Claro que os números preocupam, mas é importante ressaltar, entretanto, que podem sofrer modificações retroativas em função das complementações e revisões efetuadas pelas operadoras", pondera.

Apesar de o setor estar fortemente relacionado com o mercado de emprego, no período analisado, a perda de beneficiários foi impulsionada pela queda dos planos individuais. Em maio desse ano, a modalidade de contratação tinha 8,95 milhões de clientes. No mesmo mês em 2019 foi registrado 9,04 milhões, ou seja, 53 mil vidas a menos. Entre os coletivos empresariais, o número de beneficiários caiu para 31,6 milhões, o que representa 61 mil vínculos a menos na comparação anual. A única modalidade com crescimento foi de coletivos por adesão. Os 38 mil novos vínculos representam alta de 0,6% na variação de 12 meses.

O boletim mostra, ainda, que o mês de maio foi marcado pelo menor número de adesões aos planos médico-hospitalares dos últimos 12 meses. "Se no início da pandemia vimos subir levemente a contratação de planos, agora o brasileiro deixou de contratar, seja em função das milhares de vagas de trabalho congeladas, pelo risco do desemprego ou perda de poder aquisitivo", analisa Cechin. Em maio, o total de novas adesões ficou abaixo de 700 mil, muito inferior à média de 1,2 milhão dos meses anteriores.

Mesmo sendo um contraponto aos planos médico-hospitalares com forte ritmo de crescimento no total de beneficiários nos últimos anos, o setor de exclusivamente odontológicos também sente os impactos do cenário atual. Essa é a segunda queda consecutiva na variação trimestral, de 2,2%. O que significa que esse tipo de plano perdeu mais de 560 mil vínculos entre fevereiro e maio desse ano. A maior queda também foi registrada entre aqueles da modalidade individual ou familiar. No período de 12 meses, essa categoria registrou diminuição de 6,3%, o que equivale a 270 mil beneficiários. Na variação anual, o setor continua com mais beneficiários agora do que há 12 meses. A alta de 4% equivale a cerca de 980 mil novos contratos desse tipo.

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Idec cobra da ANS redução de prazo para exames de Covid-19

O Idec, ONG de Defesa do Consumidor, solicitou para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que tome providências para acelerar o processo de autorização, por parte das operadoras de planos de saúde, da realização dos testes indicados para o diagnóstico da Covid-19.

A medida foi tomada após a entidade receber reclamações de consumidores relatando demora na autorização ou negativa injustificada no acesso a testes para a detecção da doença. O ideal seria que neste período de pandemia o prazo para a autorização desses exames fosse imediato.

"Existe um período ideal para a realização do procedimento. Se o paciente procura o médico no segundo ou terceiro dia de sintomas da doença e o plano de saúde autoriza só após três dias úteis, esse período pode ser superior ao período ideal para o diagnóstico", alerta a coordenadora do programa de Saúde do Idec, Ana Carolina Navarrete.

De acordo com o guia de manejo de pacientes de Covid-19 do Ministério da Saúde, o período ideal para a realização do exame RT-PCR, o mais indicado para diagnosticar a presença do vírus no organismo, é entre o quarto e sexto dia de sintomas. Com a demora das operadoras, quando o exame é autorizado já não está mais no melhor período para coleta. Isso gera problemas nos processos de diagnóstico para o consumidor e também desperdício para o sistema, causado pelas próprias operadoras.

Além disso, os dados da própria ANS mostram que os problemas com teste de Covid-19 estão em segundo lugar das reclamações da agência. Em uma análise feita pelo Idec nesses números revelam que em 90% as queixas dos consumidores eram procedentes, ou seja, que a demora ou a negativa eram indevidas.

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Manifesto - As Diretorias do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) e da Associação Estadual dos Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro (Aecor-RJ) lamentam a declaração do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (Sincor-RJ) em apoio à decisão da Superintendência de Seguros Privados (Susep) de postergar a aplicação de penalidades previstas na Resolução CNSP 382/2020, que, dentre outras, obriga os corretores de seguros informarem, previamente à contratação, a sua remuneração aos clientes.

Segundo o manifesto, "a adesão do Sincor-RJ à proposta da Susep demonstra a total falta de sintonia com os demais Sincor's do Brasil, que, em conjunto, e com o apoio da Fenacor, estão unidos em torno dos anseios da nossa categoria, dos consumidores e do mercado segurador brasileiro. Esta união de esforços foi decisiva e responsável pela suspensão da eficácia da medida em questão, conforme decisão liminar que impediu a sua aplicação."

A incompatibilidade de propósitos do Sincor-RJ com os anseios da maioria dos 93.859 corretores de seguros brasileiros não é novidade para os profissionais do nosso estado. Somos o único sindicato regional que não é filiado à Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros, nos impondo um isolamento sindical inexplicável, embora o presidente regional pregue em sua mensagem de apoio à Susep que é "Hora de buscar união e consenso".

Além disso, esse endosso inusitado à decisão da Susep faz reforçar a tese de que o Sincor-RJ já não representa os interesses dos 5.992 corretores de seguros pessoa física e das 4.316 empresas corretoras de seguros que atuam no Estado do Rio de Janeiro. Basta contabilizar a quantidade inexpressiva de associados em seu quadro social, cerca de 6%.

O desinteresse pela atividade sindical em nosso Estado se deve à inoperância do órgão regional e ao descumprimento de suas obrigações legais, tais como dar transparência às tratativas sobre o dissídio coletivo que deveria ser celebrado em janeiro deste ano.

"Como líderes de representações legítimas dos corretores, que se organizaram em associações distintas, porém unidas em prol dos pleitos e anseios da categoria, voltadas, portanto, para os interesses reais dos corretores de seguros, manifestamos a nossa discordância e protestos por este apoio equivocado do Sincor-RJ à decisão da Susep anteriormente mencionada. E, ainda, a nossa contrariedade à decisão da autarquia quanto à aplicação e os efeitos da Resolução 382/2020, nos pontos que se encontram com a eficácia suspensa liminarmente."

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Estudo prevê zero mortes na estrada até 2040

Até 2040, o número de acidentes fatais nas estradas será próximo de zero, enquanto os acidentes de trânsito nas cidades sofrerão uma significativa redução. Essas são algumas das previsões que o novo relatório "Mobilidade do futuro" da Allianz Partners traz, tendo em vista a adoção de veículos autônomos e o surgimento de ruas e rodovias inteligentes. Essa nova realidade transformará a infraestrutura urbana e será capaz de tornar a mobilidade em todo o mundo mais limpa, mais segura e mais eficiente do que nunca.

Como parte da série "O mundo em 2040", encomendada pela Allianz Partners - líder mundial em soluções de assistência e seguro B2B2C - e de autoria do futurólogo de renome internacional Ray Hammond, o estudo antecipa as necessidades das pessoas nas próximas décadas.

Segundo ele, existem quatro grandes tendências que estão moldando o futuro dos automóveis e levando os governos a intervir imediatamente: o rápido aumento da poluição do ar urbano; as alterações climáticas; o custo decrescente da geração de energia renovável; e os desenvolvimentos na tecnologia de carros elétricos.

A tecnologia "driver-assist", como freio automático, detecção de pedestres, aviso de colisão, avisos de saída de faixa, detecção de ponto cego e monitoramento de alerta do motorista, ajudará o público em geral a aprender sobre as fases de desenvolvimento da direção autônoma e demonstrará que os veículos autônomos serão realmente muito mais seguros do que carros dirigidos por humanos. Os veículos de carga, como caminhões, serão autônomos, permitindo o controle manual quando um veículo precisar fazer uma viagem rural a uma área que não possui estradas inteligentes e infraestrutura. Empresas de tecnologia como Apple, Google e Uber poderão competir no futuro do transporte com os atuais fabricantes automotivos, já que os carros serão construídos em torno de TI e software.

A maioria dos habitantes das cidades não terá mais um carro particular, mas se tornará um assinante da mobilidade. Para viagens curtas, os moradores se adaptarão cada vez mais às bicicletas elétricas, patinetes e scooters, fornecidos por empresas de compartilhamento. Dentro de veículos sem motorista, os passageiros poderão usar o tempo de viagem para trabalhar, se divertir, dormir, socializar (local e remotamente), fazer viagens virtuais ou estudar.

Veículos movidos a combustível fóssil cederão seus lugares aos carros elétricos. Os táxis elétricos sem motorista atenderão às necessidades de transporte público, levando os passageiros ao seu destino por um preço equivalente às tarifas de ônibus atuais.

Será vital que sistemas fortes de segurança cibernética sejam incorporados às redes de tráfego rodoviário para evitar que veículos e estradas possam ser interrompidos.

É provável que, em 2040, os guardas de trânsito sejam substituídos pela segurança cibernética, que se concentrará em manter as estradas e todas as formas de transporte automotivo protegidas contra interferências maldosas ou criminais.

Claudius Leibfritz, CEO da Allianz Automotive e Membro do Conselho de Administração da Allianz Partners reconhece que diferentes desenvolvimentos na sociedade, negócios e tecnologia estão provocando mudança no cenário da mobilidade. "Este relatório destaca o impacto que o aumento da urbanização, as preocupações ambientais, a tecnologia, os padrões de mudança na propriedade de carros e o comportamento do motorista terão a longo prazo na indústria automotiva. Para as seguradoras, isso significa uma mudança de paradigma - mas algo encorajador, levando a um futuro em que a mobilidade será mais limpa, mais segura e mais eficiente. Na Allianz Automotive, apoiamos ativamente essa evolução, oferecendo novos produtos e soluções de serviços para o ecossistema de mobilidade emergente. Conectado, Autônomo, Compartilhado, Elétrico (Case) são as novas bases para o setor, e estamos continuamente desenvolvendo soluções para estreitar a relação com as montadoras e parceiros."

"Enquanto os motoristas estão se tornando assinantes da mobilidade e não proprietários de carros, a Allianz Automotive não está apenas oferecendo produtos tradicionais, mas também ampliamos o portfólio para soluções inovadoras. Já estamos trabalhando intensamente em novos desenvolvimentos, como a crescente demanda por serviços para frotas. Além disso, embora a tecnologia cada vez mais sofisticada dos veículos autônomos diminua, por um lado, a frequência e a gravidade dos acidentes, por outro lado, a segurança cibernética e o seguro cibernético se tornarão mais importantes do que nunca. As informações desse relatório são inestimáveis em termos de destacar as possíveis necessidades futuras de nossos clientes, para nos permitir continuar a planejar estrategicamente o futuro de nossos negócios".

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Dpvat - Em novembro do ano passado, o governo Bolsonaro anunciou Medida Provisória para extinguir o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat). A justificativa: fraudes no sistema e os custos de supervisão do seguro pelo setor público. Porém, em dezembro, o Supremo Tribunal Federal decidiu suspender a medida, considerando que o seguro tem relevância na proteção social dos brasileiros, vítimas de acidentes de trânsito, e acabar com ele prejudicaria o Sistema Único de Saúde (SUS), que recebe valores do Dpvat.

Em entrevista para a Revista Cesvi, do Centro de Experimentação e Segurança Viária, o advogado Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), afirma que a ideia de extinguir esse seguro obrigatório é absurda. O Dpvat, segundo ele, é ferramenta fundamental de indenização, principalmente às vítimas mais pobres, que não têm como dispender recursos para brigar na Justiça quando não têm culpa pelo acidente.

"Nós não temos, no Brasil, muitos instrumentos de solidarização social. O Dpvat é um deles. Então você tem de corrigir isso, e não extinguir. Eliminando os saques e destinando 100% dos valores arrecadados para a própria operação, você teria no Brasil o melhor seguro de enfrentamento das ocorrências de trânsito do mundo, com valor representativo e um conceito de cobertura magnífico", explica Tzirulnik.

Para o advogado, os ajustes a ser feitos na operação desse seguro se concentram, principalmente, no combate às destinações indevidas. E isso inclui até o encaminhamento de verbas do Dpvat para o SUS. "Nós não temos que ver o Seguro Dpvat como instrumento de financiamento de despesas públicas. Não é o seguro que tem de pagar educação, a educação tem de estar no orçamento da União. Não é o seguro que tem de pagar o SUS ou a saúde. O Dpvat devia destinar 100% dos prêmios para a formação de um fundo necessário à indenização substancial, verdadeira, real das vítimas. Pagar indenizações muito superiores às que são pagas atualmente. Eu não tenho dúvida de que o Dpvat poderia pagar 10, 20 vezes o valor atual das indenizações a todas as vítimas de trânsito e ainda manter o sistema saudável".

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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Jornada do Seguro - Bruno Iannuzzi, CEO da D'Or Consultoria, participou de painel ao vivo da Jornada do Seguro, promovida pela Revista Seguro Total, sobre o tema "Novas Soluções em Saúde e Qualidade de Vida".

Durante a conversa, o executivo destacou que o cenário criado pela pandemia de Covid-19 foi responsável por acelerar processos que já estavam em curso no segmento da saúde. "A telemedicina é um exemplo de solução que não é de hoje, apenas precisou ser implantada mais rapidamente. Estamos confirmando tudo o que o setor via como tendências que vinham para ficar", afirma.

Ele indica, entretanto, um ponto de atenção: o cuidado para que outras questões ligadas à saúde não sejam deixadas de lado. "Há gestantes que não estão fazendo o pré-natal, devidamente, há hipertensos que não podem fazer o seu acompanhamento de sempre, e dentro da empresa tivemos diversas ações voltadas também para esse lado. Conseguimos preencher muitos gaps" conta Iannuzzi, destacando ainda a importância da saúde mental em um momento tão delicado.

O CEO da corretora especializada em benefícios explica que a primeira iniciativa da D'Or Consultoria foi a criação do Programa Cuid@r, para os seus mais de 700 colaboradores. "Não é hora de o empregador se preocupar apenas com resultado financeiro. Nossa busca não é somente a venda, o movimento dos planos de saúde no país, e sim como atender a todos os públicos com soluções assistenciais, começando sempre dentro de casa" diz.

Uma vez que se mostrou eficiente, a solução foi levada também para a carteira de clientes da empresa, que conta com cerca de dois milhões de usuários, e até mesmo para empresas que ainda não sejam clientes. Resumidamente, a plataforma Cuid@r integra todas as etapas do atendimento para identificar sintomas de Covid-19, nível de complexidade de cada caso e encaminhamento médico, tudo isso sem precisar sair de casa - por meio de questionário, atendimento remoto por enfermeiros (nurseline) e, de acordo com a orientação, telemedicina ou telepsicologia.

Além disso, nessa nova fase em que algumas empresas estão retornando ao trabalho presencial, a D'Or Consultoria tem participado em diversas frentes, desde o auxílio com orientações até a viabilização de testes, garantidas pelo know how do Grupo Rede D'Or São Luiz. "Conseguimos uma entrega de qualidade para os clientes, para que eles possam, assim como nós, cuidar dos seus colaboradores", avalia o CEO.

Falando ainda sobre o canal de distribuição, o executivo cita o programa Acelera D'Or, por meio do qual a empresa consegue também cuidar dos clientes de seus parceiros de negócios. "Via aquisições e parcerias estratégicas, damos escala a corretoras de plano de saúde, por meio da nossa tecnologia e especialistas, hospitais e parceiros", ele completa.

"Vejo crise como oportunidade. Estamos também numa crise econômica, há demissões, pessoas sem condições de contratar um plano de saúde completo, e a pior coisa nesse momento seria deixar essas pessoas desassistidas", conclui Iannuzzi.

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