SEG – Seguradoras: tiveram alta de 11,5% no faturamento em outubro

Relatório do serviço de inteligência do IRB Brasil Re mostra que mês foi o segundo melhor de 2020.

O mercado de seguros fechou outubro com alta de 11,5% no faturamento (prêmios emitidos), na comparação com o mesmo período do ano passado, indicando processo de retomada da atividade econômica no país. É o que mostra o Boletim IRB+Mercado, relatório divulgado ontem pelo IRB+Inteligência, serviço de inteligência de dados do IRB Brasil Re. Foi o segundo melhor mês de 2020, com crescimento em quase todas as linhas de negócios (o boletim não considera os ramos de Dpvat, saúde, VGBL, PGBL e demais linhas de previdência), ficando atrás somente de setembro, que registrou alta de 17,4%.
No acumulado dos 10 primeiros meses do ano, o aumento é de 4,4% em relação a 2019. O segmento de seguros rurais teve a maior alta, com R$ 6 bilhões em prêmios emitidos no acumulado de janeiro a outubro de 2020. Enquanto o segmento de automóveis voltou ao patamar de 2017, atingindo o faturamento de R$ 28,7 bilhões no acumulado dos 10 primeiros meses desse ano.
Os prêmios cedidos às resseguradoras brasileiras também registraram alta. Em outubro, de acordo com os dados públicos divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) analisados pelo Boletim IRB+Mercado, as seguradoras cederam 65,3% mais prêmios nas operações de resseguro (o boletim não considera os ramos de Dpvat, saúde, VGBL, PGBL e demais linhas de previdência) em relação a outubro de 2019. No acumulado do ano, o crescimento chega a 33,5% como reflexo do aumento de repasses em quase todas as linhas de negócios.
O Boletim IRB+Mercado também aponta que a proporção das despesas com sinistros ocorridos em relação ao faturamento alocado em outubro (prêmios ganhos do mês) melhorou em 3,2 pontos percentuais na comparação 2020 com 2019. No acumulado do ano, o índice recuou 2,2 p.p. caracterizando, em linhas gerais, melhoria das margens no conjunto das seguradoras brasileiras.
O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros e resseguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep, com foco nos seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A análise, que é publicada mensalmente, está disponível, na íntegra, no site da companhia. No mesmo endereço, o IRB oferece ainda um painel de dados interativo, que permite fazer consultas dinâmicas aos dados. O Dashboard IRB+Mercado Segurador, como é chamado, foi desenvolvido pelo ressegurador, é gratuito, de fácil acesso e traz informações de todo o setor.
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Brasil é o oitavo país com maior potencial para o mercado de seguros
O Brasil permanece como o oitavo país com maior potencial para crescimento do setor segurador, segundo o “Índice Global de Seguros Potenciais (GIP)”, desenvolvido pela Mapfre Economics – área da companhia dedicada a pesquisas e análises sobre seguros, previdência, macroeconomia e finanças.
No ranking, que analisou 96 mercados, o Brasil ocupa o oitavo lugar nos segmentos Vida e Não Vida, mantendo-se estável em relação ao levantamento anterior, divulgado em outubro de 2019. “O Brasil tem um enorme potencial para o desenvolvimento do mercado de seguros. Diante de todos os desafios relacionados à pandemia, temos observado uma sociedade mais solidária e consciente de que tudo ao seu redor está interligado, por isso nossa expectativa é que o consumidor adote um perfil mais preventivo e direcionado à sua proteção e de sua família, abrindo portas para que ampliemos a cultura do seguro”, afirma Fernando Pérez-Serrabona, CEO da Mapfre Brasil.
O levantamento mostra que, em 2019, o potencial de seguro referente a cada um dos países que ocupam as 10 primeiras posições do ranking é praticamente o mesmo que o registrado em 2018. Os 10 principais países do ranking em 2019 representam 66% do seguro global potencial medido por meio do Mapfre GIP, sendo que cerca de metade desse potencial é atribuído a cinco mercados (China, EUA, Índia, Rússia e Indonésia).
Na área de Não vida, cinco países (China, EUA, Índia, Rússia e Indonésia) concentram 55% do mercado potencial, 3 pontos percentuais a menos que no ano anterior. Outros cinco países (Japão, Alemanha. Brasil, Turquia e México) respondem por, aproximadamente, 12% do potencial dessa modalidade de seguro.
O GIP é a primeira métrica internacional que apresenta os países com mais possibilidades de crescimento para a indústria seguradora em médio e longo prazos.
O índice, desenvolvido pela Mapfre Economics, se baseia na Estimativa da Abertura de Proteção do Seguro (BPS), que representa a diferença entre as coberturas de seguros que são economicamente necessárias e benéficas para a sociedade e o valor dessas coberturas efetivamente adquiridas.
O conceito se modifica em função do crescimento da economia e da população de um país e do surgimento de novos riscos inerentes ao desenvolvimento econômico e social.
Essa diferença atingiu US$ 5,77 trilhões em todo o mundo e está dividido em 70,8% para o BPS do segmento Vida e os restantes 29,2% para o correspondente ao segmento Não Vida (US$ 4.089 e US$ 1.690 bilhões, respectivamente).
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Rol da ANS pode ser questionado em situações especiais
Criado para servir como base dos serviços que devem ser prestados pelos convênios médicos, o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está no período de mais uma atualização após consulta pública, encerrada em 21 de novembro. A revisão da lista de cobertura dos planos de saúde, porém, nem sempre é ágil e condizente com os avanços da medicina. De acordo com especialistas em Direito Médico, embora a lista da agência seja um referencial importante, não é incomum que, mesmo diante de limitações contratuais, os consumidores pleiteiem tratamentos fora do rol quando há pedido expresso do médico.
“O rol de procedimentos da ANS não supre as necessidades dos beneficiários de planos de saúde porque a atualização não acompanha os avanços da medicina, deixando de constar muitos procedimentos, medicamentos e exames indicados pelos médicos”, afirma Diana Serpe, advogada e palestrante em Direito da Pessoa com Deficiência, com ênfase nas áreas de Direito de Saúde e Direito da Educação. Em sua opinião, o rol não é taxativo. “Têm apenas o intuito de referenciar as operadoras de planos de saúde, portanto, trata-se de rol de cobertura mínima, exemplificativo. O fato de o tratamento não estar no rol dos procedimentos da ANS não obsta a responsabilidade da operadora de saúde em fornecer ou custear, desde que haja pedido médico nesse sentido”, completa.
Para Mérces da Silva Nunes, advogada, sócia do Silva Nunes Advogados Associados e autora de obras sobre Direito Médico, a atualização feita a cada dois anos de certa forma atende as demandas, mas está sujeita às necessidades de cada momento. “Durante esse período, a Agência analisa critérios técnicos, estudos e evidências científicas, segurança da tecnologia de saúde, além de considerar os impactos orçamentários dessas propostas”, explica. “Quando há necessidade de incluir algum procedimento no intervalo entre as atualizações, a ANS pode determinar que seja feito extraordinariamente, como ocorreu no caso dos testes para Covid-19”, ressalta.
O rol da ANS é obrigatório para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei nº 9.656/98 e, de acordo com a Agência, atualmente existem 3.336 itens para tratamentos de saúde. “Sempre que houver previsão para cobertura de determinada doença, o tratamento necessário deve ser disponibilizado. Embora seja comum a negativa de cobertura baseada no rol de procedimentos da ANS, ainda que conste no contrato de adesão, é prática abusiva nos termos do Código de Defesa do Consumidor”, afirma Diana Serpe. Segundo ela, o entendimento na maioria dos tribunais majoritários é no sentido de ser o rol de procedimentos da ANS exemplificativo. “Inclusive, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, há súmula específica sobre a não taxatividade do rol da agência reguladora”, destaca.
Mérces da Silva Nunes acrescenta que nos casos em que há risco para o paciente, a integridade da saúde vem em primeiro lugar. “Quando o juiz recebe um processo desse tipo, de urgência e de emergência, ele avalia a integridade da saúde do usuário e os interesses econômicos da operadora de plano de saúde. Numa situação como essa é bastante provável que o juiz determine a cobertura do procedimento, porque proteger a vida do usuário é muito mais relevante do que assegurar o equilíbrio do contrato”, diz.
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ENDOSSANDO


Prêmio AMMS 2020 – Está tudo pronto para a realização do evento virtual de entrega do Prêmio AMMS 2020, nesta sexta-feira (18 de dezembro), a partir das 19 horas.
Através dessa premiação, a Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), mais uma vez, irá reconhecer as empresas patrocinadoras que se destacaram no desenvolvimento da cultura da equidade de gênero no mercado de seguros.
O evento será transmitido ao vivo pelo canal da AMMS no Youtube (https://www.youtube.com/ammstv).
Venha celebrar com a gente esse momento e curtir uma happy hour ao som de Gabriel Silva e Camila Marotti, do “The Voice Brasil”.
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Premiação do Sindirepa – A Bradesco Auto/Re, empresa do Grupo Bradesco Seguros, foi a vencedora da 5ª edição do Prêmio Melhores do Ano de 2020, na categoria‘Melhor Seguradora – segmento de automóveis -, do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa) do Estado do Rio de Janeiro. A premiação, realizada na semana passada, homenageou representantes do setor automotivo e empresas que se destacaram no mercado de autopeças, acessórios, produtos, tintas, seguros e montadoras. Pelo terceiro ano consecutivo, a seguradora é a vencedora dessa categoria na premiação do sindicato.
“O resultado do prêmio é motivo de orgulho para todos nós da Bradesco Auto/Re. É sinal de que nosso trabalho diário em investimentos de inovação de produtos, aprimoramento de serviços e assistências, criação de novos canais de atendimento, entre outras melhorias, tem gerado uma percepção positiva no mercado. Nosso objetivo é que fornecedores, clientes, corretores e colaboradores tenham uma experiência de excelência com a nossa marca”, destaca Carlos Eduardo Oliva, superintendente- executivo da seguradora.
O evento foi criado com o objetivo de identificar os melhores fornecedores do setor de reparação de veículos do Estado do Rio de Janeiro. Os ganhadores são escolhidos por meio de pesquisa realizada junto às oficinas associadas ao Sindirepa-RJ, que avaliam os fornecedores pelos critérios de qualidade, disponibilidade de produtos, política comercial e suporte técnico, além de rapidez no atendimento.
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Novas contas – A AtitudeCom, agência de relações públicas, anuncia a chegada de dois novos clientes da área da saúde. Impulsionadas pelo crescimento do mercado de atuação e com o propósito de apresentar seus produtos e soluções à imprensa, comunidade médica e público em geral, as multinacionais Qiagen e Zimmer Biomet Brasil, passam a contar com toda a parte de estratégia em comunicação e construção de marca da agência.
Há 18 anos no setor, a AtitudeCom comemora as conquistas e segue promovendo uma atuação cada vez mais voltada ao digital e na promoção de soluções de conteúdo e divulgação em multiplataformas. A agência também vem ganhando destaque nos últimos anos por desenvolver planos de comunicação em marketing de influência, que já corresponde a mais 50% das entregas.
Entre seus clientes estão grandes marcas como Avery Dennison do Brasil, Grupo Josapar, Agropalma, Mavala Cientifique, Euroimmun, Asta Aviação e Arezzo & Co.
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Podcast – O que esperar dos próximos anos, quando 2020 trouxe um cenário inusitado de pandemia que impactou não só o sistema de saúde mundial, mas também economia e as mais pessimistas das previsões? Para discutir tendências em inovações e como inserir a gestão de riscos a fim de evitar surpresas impensáveis, a série de podcasts Negócio Seguro AIG Play traz uma faixa bônus com convidados especiais que passam o dia a dia pensando no futuro: Beia Carvalho, palestrante futurista e fundadora do think tank Five Years From Now, e Ricardo Penzin, diretor da Hyperloop TT para o Brasil e América Latina. Para acompanhá-los na conversa, Fabio Protasio Oliveira, CEO da AIG, Gustavo Camussi, especialista em Marketing Digital e Redes Sociais da empresa.
Segundo a consultoria global de marcas Interbrand, apenas nos últimos 10 anos, a sociedade pôde experimentar o equivalente aos avanços dos 20 mil anos anteriores. E as possibilidades são infinitas! Um exemplo é o case da Hyperloop, apresentado pelo executivo da empresa, neste podcast. Idealizado para revolucionar o mercado de infraestrutura e mobilidade, o Hyperloop nasceu de um processo de inovação aberta a partir de uma iniciativa do empresário Elon Musk. A proposta é ter uma equipe não de funcionários, mas de “contribuidores” espalhados pelo mundo todo para viabilizar um novo modal de transporte. “Estamos falando de um sistema de transporte que se locomove a uma velocidade máxima de 1.200km/h, sem usar nenhum combustível fóssil, sem poluir. Uma viagem do Rio a São Paulo, por exemplo, duraria 20 minutos”, explica Ricardo Penzin.
Preocupação com o meio ambiente, relações de trabalho mais independentes e novas ideias para pensar a sociedade de forma mais igualitária e com qualidade de vida são assuntos recorrentes e que pautam empresas disruptivas como a Hyperloop. Mas, segundo Beia Carvalho, eram temas ainda discutidos em fóruns mais restritos, o que deve mudar após este ano de 2020. “Nós vivemos as duas primeiras décadas do século XXI ainda com a mentalidade do século XX. Precisou vir uma situação de saúde e evitar contaminações para que recursos como ‘deliveries’, reuniões à distância e trabalho de casa se tornassem uma realidade mais generalizada. Em nível mundial, conseguimos que muito mais empresas e indivíduos se familiarizassem com a tecnologia. Estamos mais bem preparados para os desafios e novidades que virão na nova década 21-30”, opina Beia.
Em complemento a essa análise, Fabio Oliveira, líder da AIG no Brasil, reforça a importância da busca do conhecimento para estar atualizado e acompanhando as tendências, e também analisa o setor de Seguros e Gestão de Riscos frente às novidades que estão por vir. “Como as seguradoras, que avaliam os riscos e precificam os riscos, podem contribuir para estimular a disrupção? Elas podem ser importantes aliadas ao identificar riscos e serem parceiras desde o início da ideia, numa fase pré-operacional, ainda como startups”, afirmou o executivo.

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