SEG – Susep autoriza atuação no ambiente regulatório do Sandbox

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou a Portaria nº 7.723, de 22 de dezembro de 2020, que autoriza a Stone Seguros S.A. a atuar, por até três anos, dentro do modelo Sandbox, com menor custo regulatório e mais flexibilidade para inovar. Com isso, o Sandbox passa a ter duas empresas autorizadas. Outros nove projetos estão em fase de autorização e propõem novas tecnologias ou processos inovadores para o mercado de seguros brasileiro, modernizando o setor e trazendo recursos simples para os usuários.
Com as autorizações da Susep, a expectativa é que, em breve, as empresas iniciem suas operações e comercializem novos produtos. Os seguros a serem oferecidos incluem tablets, smartphones e dispositivos portáteis; animais domésticos; residência e estabelecimentos comerciais; automóveis; acidentes pessoais; funeral. Haverá oferta de seguros intermitentes, utilizados sob demanda, bem como seguros paramétricos para desastres, de acordo com alertas das autoridades públicas de cada estado.
O Sandbox Regulatório é um ambiente experimental constituído com condições especiais, limitadas e exclusivas que não representem barreiras à inovação. O ambiente tem como objetivo reduzir os custos e facilitar os processos para os consumidores, com foco na melhoria da experiência do usuário.
.
Cota-parte de plano de saúde durante afastamento pelo INSS – A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho julgou procedente a ação de cobrança ajuizada pela Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Fundação Casa), de São Paulo, para que um servidor restitua os valores pagos a título de cota-parte do plano de saúde durante seu afastamento previdenciário. Como o desconto era feito em folha, a suspensão do contrato de trabalho impediu a fundação de receber a parte do empregado.
Na ação de cobrança, ajuizada em 2016, a Fundação Casa disse que seu plano de saúde e odontológico é subsidiado com a obrigatória coparticipação dos empregados. No caso, o monitor estava afastado desde 2009, e a instituição vinha arcando com a integralidade do débito relativo a ele e seus quatro dependentes. A entidade argumentava que é integrante da administração pública e que a manutenção do pagamento oneraria os cofres públicos e caracterizaria enriquecimento ilícito do empregado.
Em fevereiro de 2017, o juízo da 13ª Vara do Trabalho de São Paulo determinou que o empregado devolvesse os valores que lhe cabiam, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) reformou a sentença, ao entender que a fundação não havia comprovado ter feito consulta ao empregado sobre a manutenção do plano nem lhe cobrado os valores devidos mês a mês. Ainda, conforme a decisão, a inércia em relação à cobrança, “apesar da contumaz inadimplência do empregado”, teria representado uma “liberalidade”, criando-lhe uma condição mais benéfica.
A relatora do recurso de revista da Fundação Casa, ministra Dora Maria da Costa, observou que a Súmula 440 do TST assegura a manutenção do plano de saúde, mesmo estando suspenso o contrato em razão do recebimento do auxílio-doença acidentário. No caso da Fundação Casa, o benefício era parcialmente custeado pelos empregados, e foi demonstrado que o monitor se beneficiou do plano sem arcar com o pagamento da sua cota-parte, cujo desconto ele próprio havia autorizado expressamente no ato de adesão. “Logo, não há falar que a manutenção decorreu de mera liberalidade do empregador” afirmou, lembrando que os descontos em folha de pagamento foram inviabilizados em razão da suspensão contratual.
Ainda de acordo com a relatora, a fundação pública se submete ao princípio da legalidade estrita, ou seja, seus atos estão diretamente vinculados à previsão em lei, por força do artigo 37 da Constituição da República. “Desse modo, impor à instituição o custeio integral do plano, à margem de qualquer previsão normativa, resulta em violação frontal ao comando constitucional”, concluiu.
A decisão foi unânime.
.

DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL


Geração de empregos no Rio de Janeiro – Em linha com o objetivo de construir um legado social no Rio de Janeiro, criando oportunidades de desenvolvimento profissional e inserção no mercado de trabalho, a Prudential vai investir cerca de R$ 5 milhões em projetos de inclusão social na cidade. O programa é voltado para jovens entre 15 e 29 anos de territórios mais vulneráveis, e será realizado em quatro instituições sociais da capital: Redes da Maré, Recode, Centro de Promoção da Saúde (Cedaps) e Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds), e contará com o apoio da organização internacional BrazilFoundation, no acompanhamento do trabalho das instituições. Com duração inicial de três anos, o programa, oficialmente lançado hoje, 20 de janeiro, oferecerá desenvolvimento profissional para que os jovens que residem em territórios vulneráveis tenham acesso ao primeiro emprego ou invistam no empreendedorismo, contribuindo, consequentemente, para o crescimento econômico do estado.
O Programa Jovens Pro Futuro espera formar mais de 4 mil jovens, entre capacitação em cursos para ingresso no mercado de trabalho, empoderamento digital, oferecimento de assistência socioemocional e inserção no mercado de trabalho por meio da Lei de Aprendizagem. Nesse sentido, a própria Prudential do Brasil incentivará o acesso ao primeiro emprego, oferecendo oportunidades na companhia para os jovens de uma das instituições pelo período de 16 meses.
“É um enorme orgulho iniciarmos o projeto Jovens Pro Futuro no Rio de Janeiro, contribuindo para o crescimento profissional dos jovens da cidade e escrevendo um novo capítulo em nossa história. Temos o compromisso em proteger vidas e, por isso, queremos ajudar a construir um mundo mais justo e com mais oportunidades para esta e futuras gerações. O programa se soma a outras importantes iniciativas que já desenvolvemos, como o Prêmio Prudential Espírito Comunitário, que anualmente incentiva o voluntariado e empreendedorismo de jovens de todo o Brasil, e o International Volunteer Day, ação que desenvolve anualmente atividades com os funcionários da companhia em uma instituição específica, capazes de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar de crianças, jovens, adultos e idosos”, destaca o presidente e CEO da Prudential do Brasil, David Legher.
Além dos importantes projetos sociais sinalizados pelo executivo, recentemente, a matriz americana da Prudential foi uma das 85 organizações parceiras e investidoras do projeto Global Opportunity Youth Networks (GOYN), lançado em São Paulo. A iniciativa mundial tem o objetivo de trabalhar a inclusão produtiva de jovens de territórios mais vulneráveis, e desenvolve soluções para potencializar oportunidades dignas de emprego e renda na cidade.
O projeto chega à cidade em bom momento, já que o cenário enfrentado pelos jovens brasileiros é desfavorável: no segundo trimestre de 2020, por exemplo, em meio à pandemia, a parcela de jovens que não estudam nem trabalham bateu recorde, chegando a 35,2% da população entre 20 e 24 anos, de acordo com a FGV Social. Além disso, os jovens são um dos grupos mais afetados pelo desemprego. Segundo dados do IBGE, de 2019, 11 milhões de jovens brasileiros estavam sem oportunidades no mercado de trabalho – representando 27% dos jovens no Brasil.
.

ENDOSSANDO


Aquisição – A insurtech 123Seguro anunciou seu desembarque no Brasil através da aquisição da corretora digital local Seguro.com.vc.
Com 10 anos de experiência no setor de seguros, a empresa, que já atua na Argentina, Colômbia e Chile, desembarca no território de maior mercado da região.
“Chegar ao Brasil sempre foi um desafio para nós, visto que é um mercado com grande potencial e oportunidades para o setor de seguros. Encerramos o ano de consolidação do setor de insurtech na região e entramos no ano de expansão definitiva”, afirmou Martin Ferrari, CEO e cofundador da 123Seguro.
Com a aquisição da Seguro.com.vc, empresa com sede na cidade de São Paulo, a 123Seguro entra no mercado brasileiro, onde o setor de seguros gerou 45 bilhões de dólares em 2019, segundo o estudo “O mercado de seguros da America Latina”, da Mapfre Economics.
Desde a sua criação, a Seguro.com.vc combina seus anos de experiência como corretora de seguros com ferramentas tecnológicas. Atualmente, mantém convênios com 13 seguradoras no Brasil e atinge com seus produtos clientes dos mais diversos segmentos.
Dessa forma, a 123Seguro ampliará sua oferta de seguros de vida, comercial e de automóveis, além de sua capacidade de trabalhar com as maiores seguradoras do mercado brasileiro.
Após atingir uma década de atuação na região, a 123Seguro continua na vanguarda do setor de insurtech, apostando nos avanços tecnológicos como ferramentas para melhorar a experiência do cliente e democratizar o acesso ao seguro em toda a América Latina.
.
E&O – No primeiro semestre do ano passado, a produção de E&O ficou abaixo do projetado em quase todas as seguradoras do mercado brasileiro. A pandemia causada pelo coronavírus trouxe muitas incertezas e obrigou as companhias a se reinventarem, tanto na sua forma de operar, quanto para manter o atendimento e se comunicar com os corretores.
Na Argo Seguros não foi diferente. A multinacional norte-americana – que oferece a maior quantidade de produtos de Responsabilidade Civil Profissional do mercado – teve que se adequar à nova realidade e conseguiu superar os seis últimos meses em relação a 2019.
“Fizemos treinamentos, geramos muito conteúdo para o corretor, promovemos campanha de incentivo e identificamos novos nichos de mercado. Acredito que com todas as mudanças, e ficando cada vez mais próximo do corretor, o resultado para um ano tão desafiador foi bem positivo”, explica Mariana Bruno, gerente E&O Corporate & Consumer da Argo Seguros.
A executiva entende que todo esse esforço contribuiu também para um crescimento da consciência do consumidor final em relação a importância do E&O. “A dificuldade em 2020 foi em abrir novos caminhos e despertar a importância desse seguro no consumidor. Por isso, acredito que as oportunidades plantadas serão colhidas ao longo de 2021”.
Para este ano, Mariana garante que o foco em inovação e no relacionamento com os parceiros será mantido. “Vamos proporcionar mais treinamentos aos corretores e assessorias, sempre trazendo algo diferente, como exemplos de sinistro, aplicabilidade da apólice, entre outras coisas que ajudam a descomplicar a venda e o entendimento do produto”.
Sobre as novidades em tecnologia, a gerente acredita que a Argo seguirá facilitando o acesso e descomplicando o seguro. “Hoje, nossos parceiros têm total autonomia para simular e contratar o E&O em poucos minutos. Queremos ampliar a quantidade de produtos contratados na ponta, fazendo com que o corretor consigo ter o menor tempo de resposta possível. Ao longo do ano, também vamos desenvolver novas atividades hoje não atendidas pelo mercado e colocar coberturas adicionais no produto”, concluiu.
.
Aumento na produção geral – O último mês de 2020 alcançou um crescimento de 29,69% na produção geral da Rede Lojacorr, maior rede de corretoras de seguros independentes do país. O índice equivale a produção geral de R$ 68.307.731,52, sendo comercializados em Seguros R$ 63.744.300,46 (+31,00%); Consórcios R$ 2.484.032,00 (-1,54%) e Demais Segmentos R$ 2.079.399,07 (+39,77%) no mês de dezembro de 2020. No acumulado do ano (jan-dez 2020), a Rede Lojacorr superou a marca dos 735 milhões, o equivalente a +25% de aumento em relação a 2019. Já o crescimento da venda anual dos planos de consórcios no ano apresentou uma evolução positiva de 21,44%.
Em dezembro, 11 novas corretoras de seguros entraram na Lojacorr, sendo duas na segmentação Ouro, duas na Prata, quatro na Bronze, três na Light e 11 novos prepostos, sendo que houveram novas entradas nas quatro regionais do país. Além disso, 90% das corretoras da Rede cresceram, com destaque para: M & S, M & K, Viconseg, Rosa Tavares, SACS, Henkan, Ovnis, Rioseg Rio Pardo, Trancaforte e Afirmativa.
Das companhias parcerias, 96% também tiveram êxito, com destaque para: Mapfre, Tokio Marine, Bradesco, Zurich, Mitsui, Sompo, Amil, Unimed, Alfa e SulAmérica. Crescimento também teve 49 unidades da Rede, com destaque para: Ribeirão Preto, Maringá, Campinas, Chapecó, Triângulo Mineiro, Belo Horizonte, São Paulo, Mato Grosso, Maranhão e Vale do Aço.
Todos os principais ramos comercializados expandiram, com destaque para: Rural 227%, Riscos Diversos Equipamentos 139%, Responsabilidade Civil 105%, Saúde 52%, Empresarial 43%, Vida 39%, Auto 27%, Prestamista 26%, Residencial 17% e Condomínio 14%. Foram registrados 41.173 documentos e foram protocolados 7.616 a mais que em dezembro de 2019.
De acordo com o diretor comercial da Rede Lojacorr, Geniomar Pereira, a performance vem ao encontro do fortalecimento diário da Rede e da constante busca pela evolução com foco no corretor de seguros e no usuário do sistema da proteção brasileiro. “Temos hoje a convicção de que, em todos esses meses, crescer dois dígitos nesta fase tão complicada, é um grande feito perante o mercado de seguros nacional. Mas continuamos percebendo que não podemos afrouxar, sendo necessária a medição diária de produção, protocolos, cancelamentos, percentual de renovação, sobre qual companhia indica a maior perda e de qualquer outro indicador que faça sentido para uma rápida tomada de decisão. A dedicação terá que permanecer intensa”, explica.

Leia mais:

SEG – Susep permite emissão de títulos vinculados a seguros no Brasil

SEG NOTÍCIAS – Susep divulga síntese mensal com dados de outubro

Artigos Relacionados

ANS não tem competência para mudar entendimento sobre Rol

Maioria da justiça reconhece que procedimentos são os mínimos exigidos das operadoras de saúde.

Setor de seguros cresce 1,3% em 2020

O setor cumpriu a sua missão de desonerar o Governo de gastos para amparo à sociedade

Novo portfólio de planos de saúde coletivos por adesão

Esse benefício também será válido para quem adquirir as linhas Amil e Amil Fácil do antigo portfólio. Já o corretor terá premiação com pagamento à vista pelo Cyber Bônus.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Presidente do Banco do Brasil joga a toalha

Centrão tem interesse no cargo.

Imóveis comerciais tiveram estabilidade em janeiro

Nos últimos 12 meses, entretanto, preços de venda e locação do segmento acumulam quedas de 1,32% e 1,18%, respectivamente.

Contas públicas têm superávit de R$ 58,4 bilhões em janeiro

Dívida bruta atinge 89,7% do PIB, o maior percentual da história.

Presidente do Inep é exonerado do cargo

Medida foi publicada no Diário Oficial de hoje; até o momento, não foi anunciado o nome de quem o substituirá.

Primeiro caso de Covid-19 no Brasil completa um ano

Brasil tem novo recorde de mortes diárias, diz Fiocruz; boletim informa que houve ontem 1.148 mortes.