SEG – Susep permite emissão de títulos vinculados a seguros no Brasil

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Foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 16 de dezembro, a Resolução CNSP nº 396, que dispõe sobre operações de resseguro ou retrocessão, seu financiamento por meio de dívida vinculada a riscos de (res)seguro, também conhecido como Insurance Linked Securities (ILS).
O ILS é uma nova alternativa para a transferência de riscos adotado frequentemente no cenário internacional. A nova resolução dispõe sobre o ressegurador local (RPE) cujo propósito exclusivo é a aceitação de riscos por meio de operações de resseguro ou retrocessão e o financiamento feito pelo ILS.
Entre as vantagens que o ILS trará para o mercado brasileiro está a possibilidade de novas formas de transferência de riscos com redução de custos, o que possibilitará melhores preços para o consumidor, incentivando a inovação e favorecendo o desenvolvimento do mercado brasileiro. A expectativa geral é bastante positiva em relação a essa nova operação no mercado brasileiro, principalmente quando se leva em consideração a experiência internacional.
A nova resolução entra em vigor no dia 4 de janeiro de 2021 e pode ser acessada no link: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cnsp-n-396-de-11-de-dezembro-de-2020-294331209.
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SEGURO CIDADÃO


Campanha #BoaHora – Cada parto é um ato único que traz ao mundo um ser único. Todos têm em comum esse momento de “chegada ao mundo“, mas nem todos sabem as circunstâncias do seu nascimento – se o trabalho de parto foi espontâneo ou induzido, se foi natural ou cesárea, prematuro, a termo ou pós-termo e se mãe e bebê precisaram de acompanhamento intensivo após o parto. Somam-se a estas outras questões que envolvem o estado emocional da gestante, o possível medo da dor e o seu entendimento sobre a melhor forma de trazer seu filho ao mundo.
Independente das circunstâncias, é primordial que gestantes e profissionais de saúde dedicados à atenção ao parto respeitem o tempo do bebê, especialmente em época de festas e propícia a férias e viagens, como o final e começo de ano. Para alertar em relação aos riscos do agendamento de cesarianas desnecessárias – numa tentativa de evitar que o bebê nasça em dia de Natal ou Ano Novo, por exemplo – a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lança a campanha #BoaHora: respeite o tempo de nascimento do bebê!, que será disseminada nas redes sociais da Agência e multiplicada pelos hospitais e operadoras de planos de saúde participantes do Movimento Parto Adequado.
Dados do D-TISS (painel que permite consultar a quantidade e o valor médio de procedimentos realizados pelos beneficiários de planos de saúde informados pelas operadoras através do Padrão de Troca de Informações da Saúde Suplementar – TISS) apontam nos últimos cinco anos um aumento de cesarianas na semana que antecede o Natal, indicando antecipação do parto. Em 2019, a média semanal de partos cesáreos realizados na saúde suplementar de 16 a 23 de dezembro ficou em 6.049, caindo para 4.176 na semana de 24 a 31 de dezembro (queda de 45%). Em 2018, a mesma relação foi de 5.575 para 4.545 (queda de 23%); em 2017, de 8.760 para 6.750 (queda de 30%); em 2016, de 5.688 para 4.419 (queda de 29%); e em 2015, de 9.009 para 7.235 (queda de 25%).
Entre outros riscos, para as gestantes, cesáreas sem indicação clínica podem contribuir para hemorragias, dificuldades na adaptação à amamentação e infecções puerperais. Para os bebês são mais frequentes prematuridade, hipoglicemia, icterícia e dificuldade de manter a temperatura corporal.
“Ao analisar os dados do setor, identificamos todos os anos um incremento sazonal das cesarianas durante férias e feriados, sobretudo entre dezembro e fevereiro. Assim, cirurgias que podem salvar vidas quando obedecem a indicações clínicas acabam acarretando mais riscos à saúde e mais custos ao sistema, constituindo uma aplicação de recursos pouco eficiente para cooperar com a geração de valor em saúde e com a sustentabilidade do setor. De forma mais clara, como toda cirurgia, cesáreas apresentam riscos inerentes a procedimentos cirúrgicos e deveriam, portanto, ser realizadas apenas quando necessárias, do ponto de vista médico, com recomendações calcadas em evidências científicas. A ANS pretende, através da campanha, esclarecer que, em geral, o mais seguro para bebê e gestante é o bebê nascer no tempo dele”, explica César Serra, diretor de Desenvolvimento Setorial Substituto da ANS.
Com o intuito de promover a transparência das informações relativas ao parto e nascimento no setor suplementar de saúde, a ANS passou a divulgar o Painel de Indicadores de Atenção Materna e Neonatal como uma estratégia da Fase 3 do Movimento Parto Adequado. O Painel é composto por um conjunto de indicadores consolidados e contribui para a realização de pesquisas e para a diminuição da assimetria de informações no setor, disponibilizando dados relevantes para a sociedade sobre as características da atenção prestada pelas operadoras de planos de saúde e por hospitais e maternidades privados.
Segundo o Painel, em 2018 a proporção de partos cesáreos no Brasil no setor suplementar de saúde foi de 85,24%. Entre os hospitais privados (não necessariamente vinculados aos planos de saúde), o maior percentual de realização de partos cesáreos ocorreu entre 37 e 38 semanas (37,02%), quando o bebê pode estar imaturo. Já os partos vaginas foram realizados mais vezes entre 40 e 41 semanas (29,67%), quando os pulmões do bebê estão maduros e o trabalho de parto pode começar espontaneamente, o que indica que o bebê está pronto para nascer.
O painel aponta ainda que, em 2018, 55,85% das cesáreas foram realizadas antes do trabalho de parto. Não aguardar ao menos o início do trabalho de parto sem que tenha havido uma indicação médica clara é prejudicial, pois, ao longo do trabalho de parto, tanto o corpo da mãe quanto o corpo do bebê cooperam no esforço que conduz ao nascimento, o que contribui de forma fundamental para a maturação do organismo do bebê.
“Entre as causas para a elevada proporção de cesáreas no Brasil, podemos citar: a forma desarticulada como está organizada a relação entre hospitais, profissionais de saúde e pacientes; a remuneração de profissionais baseada na quantidade e não na qualidade; a preponderância de uma cultura médica intervencionista; aspectos socioeconômicos; preocupações ético-legais; e características psicológicas e culturais das pacientes”, cita o diretor César Serra.
A campanha faz parte do Movimento Parto Adequado, desenvolvido a partir de um acordo de cooperação técnica assinado entre ANS, Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), com o apoio do Ministério da Saúde. O objetivo é reorganizar a atenção à saúde materna e neonatal no Brasil para favorecer as melhores práticas baseadas em evidências científicas em benefício da saúde de mulheres e bebês. O Movimento estimula hospitais e operadoras de planos de saúde voluntárias a desenvolverem modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, que valorizem o parto normal e reduzam o percentual de cesarianas sem indicação clínica na saúde suplementar. Desde 2016, quando foi criado, o Parto Adequado tem realizado campanhas anuais para esclarecer mulheres e seus familiares sobre os riscos de uma cesariana desnecessária.
“O Movimento já evitou mais de 20 mil cesáreas desnecessárias. Entre os hospitais participantes, verificamos medidas importantes para o cuidado adequado em qualquer data do ano: acolhimento das gestantes desde o pré-natal; maior disponibilidade de equipes plantonistas multiprofissionais, incluindo enfermeiras obstétricas e anestesistas; uso adequado de métodos não farmacológicos para alívio da dor, como chuveiro, massagens e aromaterapia; e a construção de um rigoroso processo para agendamento de cirurgias cesáreas eletivas”, explica Daniel Pereira, diretor-adjunto de Desenvolvimento Setorial da ANS.
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Aumento de doenças ocupacionais preocupa especialistas
O isolamento social imposto pela pandemia e a adesão das empresas ao sistema home office ocasionaram um aumento das doenças ocupacionais, como Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), por conta da sobrecarga nas estruturas ósseas.
“Faz cerca de nove meses que estamos em isolamento e muitas das pessoas que começaram a trabalhar em casa não tiveram nenhum acesso aos equipamentos adequados, como mesa e cadeira, durante este período”, explica Leandro Gregorut, ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA) indica que 46% das empresas brasileiras aderiram ao home office no auge da pandemia. A prática, aplicada com o objetivo de não disseminar o vírus, impactou cerca de 94% dos trabalhadores destas empresas, resultando positivamente em uma superação de resultados.
Porém, segundo Leandro, muitas pessoas ainda não possuem um espaço adequado para suas funções diárias de trabalho. “As lesões, em sua maioria, podem ser causadas por movimentos repetitivos ou postura inadequada. Então, fazer ajustes e adaptações ao ambiente ajudam a evitá-las”, explica.
A recomendação do médico para melhorar a qualidade de vida das pessoas que ainda estão em home office é realizar, periodicamente, alongamentos e paradas.
“Tirar de 15 a 20 minutinhos do trabalho para movimentar-se ajudará as fibras do corpo a trabalharem. Além disso, as pausas também auxiliam no descanso dos olhos”, afirma o especialista.
De acordo com artigo publicado pelo American Journal of Physiology, a inatividade física na quarentena aumentou o sedentarismo e, consequentemente, contribuiu para a deterioração da saúde das pessoas.
“Nos primeiros meses, muitos se restringiram, mas os exercícios físicos, mesmo feitos em casa, são fundamentais para promover o bem-estar”, afirma o médico.
Segundo o especialista, os treinos ajudam a diminuir a pressão arterial e o estresse do dia a dia, além de dificultar o acúmulo de placas de gordura nas artérias do cérebro e do coração, diminuindo as chances de um AVC ou um infarto, por exemplo.
Leandro recomenda a realização de abdominais, o movimento de sentar e levantar da cadeira, flexões e até uma caminhada pela casa, para as pessoas que trabalham muitas horas no computador.
“Para quem nunca fez atividades físicas constantes, estes exercícios ajudam no fortalecimento muscular”, finaliza.
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ENDOSSANDO


Pix – Pensando em proporcionar maior facilidade e conforto aos clientes, o Porto Seguro Auto passa a aceitar o Pix, lançado em novembro, para pagamento do seguro automóvel. O recurso está disponível para os segurados a partir do último dia 17.
Segundo Jaime Soares, diretor do Porto Seguro Auto, o cliente poderá pagar por meio do link ou QR code, que serão gerados pelocCorretor no sistema de cálculo. “É mais um meio de proporcionar agilidade e segurança no dia a dia dos nossos segurados, uma vez que o PIX tem sido uma alternativa satisfatória para transações financeiras pessoais. Estamos sempre atentos a essas movimentações para oferecer as melhores soluções aos nossos clientes”, comenta.
O Pix surge como uma nova modalidade de fazer pagamentos, onde o valor transferido irá de uma conta para outra em tempo real, sem aplicação de taxas bancárias. “Além disso, não há restrição de horários, podendo ser utilizado no momento de preferência do cliente. O boleto emitido, por exemplo, pode ser pago via Pix até a data de vencimento, de forma prática e rápida”, afirma o diretor.
Para saber mais sobre o Pix e como utilizá-lo, contate um corretor de seguros ou, se preferir, acesse o site: www.portoseguro.com.br/auto ou o Porto do Cliente da Porto Seguro.
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Joint venture – O Grupo Generali e a Accenture criaram a joint venture – Plataforma de Serviços Operacionais do Grupo (GOSP) – que irá alavancar as tecnologias da nuvem e compartilhar plataformas tecnológicas para acelerar a inovação do Grupo e sua estratégia digital.
Além de possuir 5% de participação acionária, a Accenture oferecerá a Plataforma de Serviços Operacionais com uma equipe de 40 profissionais especializada em nuvem, inteligência artificial e big data para direcionar a rápida transformação, inovação e gerenciamento de mudanças em velocidade e escala.
A iniciativa visa desenvolver projetos e soluções que irão acelerar a digitalização dos processos de negócio do Grupo Generali e a adoção de modelos centrados na nuvem, o que poderá facilitar uma colaboração mais próxima das diversas unidades de negócio do Grupo, incluindo distribuição, contas de administração (carteiras digitais) e sistemas de gerenciamento interno, que podem se beneficiar da infraestrutura e do expertise.
As novas soluções – incluindo estabelecer uma governança mais centralizada – vão permitir ao Grupo Generali que aprimore as eficiências e lucratividade operacionais, obtenha economia de custos e melhore a qualidade dos serviços em termos de expectativas digitais dos clientes, parceiros e colaboradores.
Frédéric de Courtois, Head do Grupo Generali, diz que “inovação e transformação digital são de fundamental importância no Plano Estratégico da Generali de 2021. Graças à parceria, iremos continuar a nossa jornada em um caminho traçado pela nossa estratégia, totalmente cientes das mudanças que a tecnologia pode trazer para a indústria do seguro. Ao nosso lado temos a Accenture, uma parceira valiosa, com um ótimo conhecimento digital que estamos começando uma longa parceria para apoiar a aceleração da nossa transformação.”
Ottorino Passariello, Head de Operações e Processos do Grupo Generali, afirma “estamos orgulhosos por iniciar uma parceria única cuja estrutura capital é, em si, uma inovação dentro do contexto de tecnologia da informação e da transformação digital na indústria do seguro. Juntos, iremos criar um novo momento em nossa caminhada para inovar os processos digitais dentro das redes de filiais e de colaboradores da Generali – e também entregar benefícios imensuráveis aos nossos clientes.”
Jean-Marc Ollagnier, CEO da Accenture Europa, finaliza “através da adoção de uma abordagem inicial da nuvem, a Generali será capaz de inovar em velocidade e escala. Trabalhando juntos iremos capacitar a Generali para criar produtos e serviços inovadores de maneira rápida e com baixo custo, que irão suprir as necessidades específicas dos clientes na Itália e em outros mercados. Não vamos apenas ajudar na transformação da Generali em seu mercado, mas também apoiar seus funcionários através de programas de requalificação e aperfeiçoamento.”
Fabio Benasso, diretor administrativo Sênior da Accenture e líder de mercado da Itália, Europa Central e Grécia, disse que “Em tempo de imensa mudança, a nuvem e outras tecnologias trouxeram imensas oportunidades em termos de agilidade, resiliência e eficiência operacional, cuja verdadeira vantagem competitiva pode ser construída. Em parceria com um grande player, como o Grupo Generali, seremos capazes de ajudar toda a indústria do seguro, na Itália e no mundo, aproveitando a amplitude da capacidade da Accenture, desenvolvidas nos anos 60 pela presença de mercado na Itália e da nossa rede global de Centros de Inovação e de Excelência.”

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