Segurança e desenvolvimento

O secretário de estado de Segurança do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, colocou o dedo na ferida: “Antes de mais nada,...

O secretário de estado de Segurança do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, colocou o dedo na ferida: “Antes de mais nada, quero frisar que não há segurança sem desenvolvimento, nem ordem sem progresso.” Em palestra a empresários do setor de turismo, o general apresentou dados sobre as ações criminosas contra os turistas. Durante a Semana Santa, foram registrados quatro casos de roubos; em 2016, haviam sido 20. Em abril, ocorreram 80 notificações, e este ano, 40.

Ninguém deve cair no conto do vigário de que a segurança no Rio será resolvida com intervenção e Exército nas ruas. Felizmente, nem os militares acreditam nisso. Em um primeiro momento, é importante retomar a capacidade das forças policiais do estado de atuarem. Para isso, a substituição da cúpula da segurança. Em seguida, levantamento e treinamento das tropas – que muitos confundem com ocupação. Entra então a inteligência. Finalmente, a ação.

Mas, sem resgatar a confiança no governo e sem retomar o crescimento, não haverá milagre.

É tudo igual

Os jornalistas latino-americanos que participam de intercâmbio em Beijing foram cobrir uma feira em que o Brasil era convidado de honra. Quem quisesse pegar o ponto eletrônico com a tradução (para inglês) precisava deixar o passaporte como garantia.

Quando foram devolver, estavam separados por países e entre comuns e diplomáticos. Tiveram dificuldade ao olhar as fotos e diferenciar quem era quem. A recepcionista perguntou qual meu nome. Disse: “João Carlos Silva Cardoso”. Continuou a dúvida. Disse “Zoaun”. Disse “Cardoso” e “Gadôso”. Disse “Silva! Silva!” Nem assim. Disse “Zêlva!” Acharam.

No equivalente à PF daqui, quando os jornalistas foram solicitar os vistos de residência, o funcionário trocou os dois passaportes das duas moças (uma cubana, loura; a outra argentina, morena), porque achou ambas iguais. Isso ocorreu com outros da delegação. Ficam olhando e conferindo no passaporte para ver se é a mesma pessoa. Dá para perceber a dificuldade em identificar entre nós quem é quem.

 

Fenômeno

Você diz que é “bassiren” (brasileiro) e os chineses falam em Ronaldo, Ronaldo. Vinte anos depois, muitos quilos mais gordo e praticamente fora da mídia no Brasil, o cara ainda é referência por aqui. Alguns conhecem Neymar (até por conta de um anúncio de automóveis na TV). Fora isso, Kaká, Paulinho e, fechando a raia, Zico, lá atrás. Mas a primeira palavra associada a Brasil ainda é Ronaldo.

 

Mandarim em 3 lições

Bássi. Achou esquisito o nome do Brasil em mandarim? Espere até saber que Portugal é Puta-yá, e que Peru é Bilu.

 

Gracias’

Você tenta mostrar algumas diferenças entre espanhol e português e os chineses não conseguem perceber, principalmente em palavras parecidas (como “homem” e “hombre”, “mulher” e “mujer”, “olá” e “hola”, “adeus” e “adiós”). Eles pronunciam tudo em espanhol. Só percebem alguma coisa nas palavras muito diferentes (como “gracias” e “obrigado” ou “vaso” e “copo”). Mesmo assim, gracias sai fácil, e obrigado, com uma dificuldade enorme.

Comum acharem aqui que no Brasil se fala espanhol. Não só os chineses, como pessoas de outras representações diplomáticas.

João Carlos Silva Cardoso, de Beijing

 

Rápidas

Até 15 de junho, o escritório de advocacia SV Law seleciona advogadas sêniores que estejam vivendo a maternidade para fazer parte da sua equipe. Inscrições em www.svlaw.com.br/en/maes-advogadas/ *** O 49º Congresso Brasileiro de Geologia acontecerá de 20 a 24 de agosto no Rio de Janeiro, no Centro de Convenções SulAmérica. Mais informações: www.49cbg.com.br *** No Dia dos Namorados, o Américas Shopping homenageia o grupo Roupa Nova com show com o músico Bruno Galvão e convidados, com grandes clássicos da banda *** Nesta segunda, o Caxias Shopping preparou uma edição especial junina para o tradicional baile *** O FGV Ibre realiza o II Seminário de Análise Conjuntural de 2018, nesta segunda, no Rio de Janeiro, das 16h às 18h. Participam os economistas Armando Castelar, José Julio Senna, Samuel Pessôa e Silvia Matos, o cientista político Carlos Pereira e o analista-chefe internacional da IGP Gestão de Recursos, Paulo Grahl. Mais informações em http://portalibre.fgv.br

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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