Seguro

Há três anos não acontece nenhum problema entre seguradoras brasileiras. Em média, 2% das seguradoras por ano ficaram na situação de insolvência desde o Plano Real, mas os problemas não chegam ao consumidor, já que as empresas ou foram vendidas ou receberam aporte de capital extra, revela o consultor da área Francisco Galiza, no estudo Uma Discussão Ampliada sobre o Conceito de Solvência nas Seguradoras Brasileiras. As principais razões das dificuldades são aspectos operacionais ou a baixa capitalização da seguradora. A falta de algum indicativo contábil ocorre em 25% dos casos, o que talvez seja um sinal de fraude nos números, afirma Galiza.

Eles odeiam controle
O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) criticou a reação da mídia monopolista contra a proposta de regulação dos meios de comunicação, aprovada no Congresso do PT. Para Valente, parte significativa dos meios de comunicação tupiniquins busca confundir regulação e censura e omite dos brasileiros que a primeira é uma prática consolidada em países de democracia mais avançada que a brasileira: “Países liberais como os Estados Unidos, por exemplo, têm leis para impedir o monopólio dos meios de comunicação. E nós, até hoje, não regulamentamos o artigo 220 da Constituição, que deveria proibir a brutal concentração da propriedade dos meios de comunicação de massa que temos no Brasil”, comparou.

Pluralidade
Valente, que apresentou o projeto de lei 6.667/2009, que estabelece limites para a propriedade de empresas de comunicação social e veda a propriedade cruzada na mídia, disse que vai pedir urgência para a votação do projeto no Congresso Nacional. O PL, que tramita na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, define que só poderão ter “concessão, permissão ou autorização para executar serviços de radiodifusão entidades que não tenham em seu quadro social acionistas ou cotistas integrantes de empresas que editam jornais, revistas ou outros periódicos impressos, ou de empresas de televisão por assinatura ou de telecomunicações”: “Democracia pressupõe a existência de pluralidade. E a existência de pluralidade pressupõe o livre fluxo de informações, que pressupõe a multiplicidade de fontes de informação”, destacou Valente.

Atraso moderno
“Na medida em que a informática passa de PCs conectados com fio para dispositivos móveis sem fio, as interfaces com o usuário devem continuar a ser desenvolvidas e aperfeiçoadas para atender às crescentes necessidades do usuário final”, disse Dean Becker, CEO da Icap Patent Brokerage, que vende patentes de inovações que podem melhorar o uso dos aparelhos.
Uma constatação quase óbvia, mas que parece passar ao largo dos fabricantes, que preferem ver os usuários fazendo ginástica com os dedos, ao tentar reproduzir um teclado na tela de um smartphone.

Riscos e fronteiras
Medicamentos específicos para cada indivíduo, riscos ambientais diante dos avanços tecnológicos, a biologia sintética na agricultura e a ética são alguns dos principais temas do VII Congresso Brasileiro de Biossegurança, que vai reunir cientistas de todo o mundo na Universidade de Joinville (Univille), em Santa Catarina, entre os dias 19 e 23. Será lançado o Selo de Biossegurança, que tem por objetivo validar a implementação da Norma Regulamentadora 32, que visa à qualidade em biossegurança em hospitais. O selo será concedido pela ANBio. Mais em www.anbio.org.br

Burocracia virtual
Apresentado como um instrumento virtual moderno, a assinatura digital reúne dois elementos dos velhos tempos: burocracia e custo elevado. Dependendo da instituição certificadora, o custo anual varia entre R$ 140 a R$ 465. Para piorar, micro e pequenas empresas pagam o mesmo valor que as grandes.

Independência
Esta coluna torce para que, 189 anos após a declaração da independência política, o Brasil, enfim, se torne efetivamente independente. Para isso, é fundamental que a sociedade se apodere dos setores que, enquistados no aparelho de Estado, como o Banco Central, para que deixem de ser dependentes do sistema financeiro, para passarem a servir aos interesses nacionais. Nesse sentido, a decisão do BC de, na contramão dos interesses da banca, baixar os juros precisa ser, mais do que ato simbólico, início de uma inversão de rumos.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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