Seguros: 3º trimestre fecha com alta acumulada de 13,4%

O setor segurador encerrou o terceiro trimestre em alta, com taxa acumulada no ano de 13,4%. “Os dados dos nove primeiros meses de 2021 devem ser comparados com a mesma base do ano anterior, de 2020, que teve recuperação a partir de junho. Por esse motivo, a tendência doravante deve ser de taxas acumuladas progressivamente menores”, avalia o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, em seu editorial na nova edição da Conjuntura CNseg (nº 57).
A arrecadação global acumulada foi de R$ 224,4 bilhões, sem saúde e sem Dpvat. Na taxa de crescimento acumulado – comparação dos nove meses contra o mesmo período de 2020 – o segmento de Danos & Responsabilidades registrou aumento de 15,1%, Vida & Previdência, 13,8% e Capitalização, 5,6%.
De acordo com o dirigente, na ótica de 12 meses móveis, que é a melhor medida tendencial, o crescimento anualizado permanece em dois dígitos, agora mais apertados, com 10,7% (11,4% em agosto, 11,9% em julho; 12,0% em junho; 11,0% em maio e 6,3% em abril).
O mês de setembro de 2021 encerrou com a arrecadação setorial apresentando a terceira queda mensal consecutiva, agora de 2,9%. Na comparação do mês contra o mesmo mês de 2020, com outros setores de atividade econômica – conforme as Pesquisas Mensais do IBGE para setembro –, o desempenho do setor de seguros (4,6% positivos) se manteve superior ao da indústria, que teve queda de 3,9%, e ao do comércio, queda de 5,5%.
“Os ramos de seguros com coberturas diretamente correlacionadas à proteção de patrimônios e pecúlios para a família continuam despertando maior interesse da população”, contextualiza o presidente da CNseg.
Nesses nove meses de 2021, o setor de seguros está R$ 14,1 bilhões acima, em termos absolutos, da arrecadação dos últimos nove meses de 2019, portanto anteriores à pandemia no Brasil. No que diz respeito à sinistralidade setorial, a do segmento de Danos e Responsabilidades que, nos nove meses de 2020 estava em 48,9% agora, em 2021, subiu para 51,3%, influenciada pelo ramo de Automóveis (54,0% contra 59,7% neste período recente) e pelo Patrimonial (43,6% e 49,2%, respectivamente). No segmento de Cobertura de Pessoas, a sinistralidade dos seguros de Vida – Risco continua a agravar-se, de 28,4% para 41,9%, resultado dos eventos pandêmicos.

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