Relatório elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), com base nas informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), mostra que os prêmios de seguros de pessoas totalizaram R$ 58,6 bilhões entre janeiro e setembro de 2025. Um crescimento de 8,8% na comparação com os nove primeiros meses do ano passado. Cerca de 48% do total de prêmios foi em seguros de Vida (modalidades individual e coletiva).
A análise da Fenaprevi (federação que representa 66 associadas, empresas que operam nos segmentos de seguros de pessoas e de previdência privada aberta) destaca que 48% do total de prêmios foi em seguros de Vida (modalidades individual e coletiva), 28% no Prestamista e 12% em Acidentes Pessoais. Ao mesmo tempo, quando comparado com o resultado no mesmo intervalo do ano anterior, as maiores altas foram observadas nos prêmios dos seguros Doenças Graves (19,9%), Vida Individual (14,2%) e no Vida em Grupo (9,2%).
Indenizações
De acordo com o relatório, foram pagos R$ 12,99 bilhões em indenizações (sinistros pagos) entre janeiro e setembro de 2025, expansão de 7,4% em comparação ao mesmo período de 2024.
O documento destaca que 53% dos benefícios pagos foram em seguros de Vida (modalidades individual e coletiva), 22% no seguro Prestamista, 11% no seguro de Acidentes pessoais e 15% nos demais. Adicionalmente, as indenizações no seguro Educacional foram as que apresentaram a maior variação no período, com alta de 39,2%, seguido pelo seguro Doenças Graves (24,4%) e seguro Funeral (19,9%). Previdência privada aberta
A Fenaprevi reportou em 7 de novembro que o mercado de previdência privada aberta mostra que os aportes do terceiro trimestre de 2025 recuaram. Totalizando R$ 40,1 bilhões, apresentam uma retração de 22,4%, quando comparado ao mesmo intervalo do ano passado.
No mesmo período foram resgatados R$ 39,3 bilhões, uma alta de 15,1% que levou à captação líquida de R$ 0,8 bilhão (resultado dos aportes menos as retiradas), valor 95,3% abaixo do realizado no terceiro trimestre de 2024.
Considerando o acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação somou R$ 122 bilhões, redução de 17% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Foram resgatados R$ 114,7 bilhões, elevação de 15,6%, resultando numa entrada líquida de recursos de R$ 7,3 bilhões, uma queda de 84,7% na mesma base de comparação. O setor administra R$ 1,7 trilhão em ativos, o equivalente a 13,8% do PIB brasileiro.
Resultados
O relatório da Fenaprevi ainda permite analisar os números considerando os planos. Destaque nos 91% da arrecadação – de janeiro a setembro de 2025 – para os produtos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) que somaram R$ 110,7 bilhões. Outros 7% do montante correspondem ao aferido pelos planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) chegando a R$ 8,8 bilhões, e 2% arrecadados em planos Tradicionais (R$ 2,1 bilhões).
Segundo a Fenaprevi, em setembro recente, o país tinha mais de 13,6 milhões de planos de previdência privada aberta, dos quais mais de 8,5 milhões ou 63% eram VGBL; 3,1 milhões ou 23% eram PGBL, e 2 milhões ou 15% de planos Tradicionais. Todo o cenário reflete o esforço de 11,2 milhões de pessoas que escolheram aportar em planos de previdência privada, preocupadas com a saúde financeira ao longo prazo.

















