Seis em 10 empresas pretendem manter home office após fim da pandemia

Já na administração pública, governo publica regras no DOU de hoje para retorno ao trabalho presencial.

Pesquisa encomendada pela VR Benefícios e realizado pelo Instituto Locomotiva com RHs apontou 95% das empresas possuem escritório físico, sendo que 5% estão fechados, e 98% pretendem manter o espaço físico após o fim da pandemia.

A crise provocada pelo novo coronavírus fez com que as empresas redesenhassem sua forma de trabalho praticamente de um dia para o outro e o home office foi a alternativa encontrada para que as operações não parassem. No entanto, a pesquisa revelou que entre as companhias que ainda adotam o trabalho remoto 2/3 (62%) pretendem manter esta prática como alternativa após o fim da pandemia.

O levantamento também trouxe os principais desafios enfrentados pelas empresas que adotaram o trabalho remoto. Para 49% o ponto principal foi o cuidado com a saúde mental dos funcionários, 33% revelaram que tiveram dificuldade de controlar o horário de trabalho e 30% dificuldade de comunicação entre a equipe. Dentre os benefícios oferecidos pelas empresas, o fornecimento de cadeiras apropriadas foi o mais disponibilizado durante a pandemia, seguido por apoio psicológico, reembolso de internet, ajuda de custo para pagamento de contas (luz, água ou gás) e ginástica laboral.

Os investimentos também foram coletados na pesquisa: segundo os entrevistados, 41% disseram que manterão o que haviam previsto para 2021, enquanto 25% farão mais que o planejado. A contratação de funcionários e a comunicação/publicidade são os investimentos que as empresas mais pretendem fazer este ano. Também figuram a lista obra/reforma, criação ou expansão de canais de vendas, criação e lançamento de novos produtos e vendas digitais.

Já segundo o levantamento feito pela Salesforce, 52% dos profissionais estão dispostos a trocar de emprego para continuarem trabalhando de casa.

Já na administração pública, nesta sexta-feira, instrução normativa do Ministério da Economia, publicada no Diário Oficial da União, traz regras para o retorno “seguro e gradual” de servidores e empregados públicos ao trabalho presencial. Pelo documento, a volta deve ocorrer com a observação das medidas sanitárias recomendadas pelo Ministério da Saúde como uso de equipamentos de proteção individual e de medidas em relação aos casos suspeitos e confirmados do novo coronavírus.

A mesma instrução normativa traz uma lista de casos nos quais os servidores e empregados deverão permanecer em trabalho remoto. Na lista estão, por exemplo, os que apresentem condições ou fatores de risco como idade igual ou superior a 60 anos; tabagismo; obesidade; insuficiência cardíaca, miocardiopatia isquêmica entre outras. Também figuram na lista de risco quem tem hipertensão arterial; doença cerebrovascular; pneumopatias graves ou descompensadas (asma moderada/grave), imunodepressão e imunossupressão; doenças renais crônicas em estágio avançado, diabetes melito, além de doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica; neoplasia maligna, cirrose hepática, doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme e talassemia); e gestação.

Além de casos de saúde, também ficam liberados do trabalho presencial pais e/ou responsáveis legais de crianças em idade escolar e inferior, em locais onde aulas presenciais e serviços de creche ainda não tenham sido retomados.

Em todos esses casos a dispensa deverá ser solicitada pelo próprio servidor ou empregado público mediante uma autodeclaração enviada por e-mail à chefia imediata. A instrução normativa ressalta, no entanto, que quem fornecer informações falsas poderá sofrer sanções penais e administrativas. A chefia imediata do servidor deverá avaliar se o regime de trabalho remoto é compatível com a função desempenhada por cada um dos seus subordinados.

Servidores e empregados públicos que continuarem em trabalho remoto ou que estejam afastados de suas atividades presenciais não poderão receber auxílio-transporte, nem adicional noturno. Nesse último caso a exceção é para atividades que tenham necessidade de ser prestadas em horário compreendido entre 22 horas de um dia e 05 horas da manhã do dia seguinte, desde que autorizada pela chefia imediata. Fica vedado ainda o pagamento de adicionais ocupacionais de insalubridade, periculosidade, irradiação ionizante e gratificação por atividades com raios X ou substâncias radioativas, previstos na Lei nº 8.112, de 1990.

 

Com informações da Agência Brasil

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