Seis em cada 10 brasileiros estão trabalhando remoto

Transporte público urbano pode perder mais de 50% dos passageiros por causa da pandemia.

Conjuntura / 14:36 - 26 de mar de 2020

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Com o coronavírus, 59,9% dos brasileiros estão trabalhando remotamente e 25,2% dizem que estão trabalhando mais de casa do que antes, quando presencialmente. Mas mais de 15% dos brasileiros não sobreviverá sem faturamento nem por um mês.

Segundo pesquisa da Hibou/Indico, 90,5% dos consumidores darão preferência a marcas que fizerem algo relevante agora. Em termos de soluções financeiras, 97,8% dos brasileiros querem desconto nos impostos agora e pelos próximos meses. E das empresas, esperam o mesmo, 94.64% gostaria que elas adiassem boletos e eliminassem a cobrança de juros.

De acordo com o estudo, os brasileiros mudaram alguns hábitos após a pandemia: 88,1 % lavam a mão com mais frequência; 86,7% evitam de ir a locais públicos; 63,8% reduziram visitas a casa de amigos; 61,5% estão lendo notícias com mais frequência para se manter informado; 60,8% evitam comer fora ou nos restaurantes; 60,3% tentam não tocar no rosto na rua; 58,7% não encostam em superfícies públicas (maçanetas, botão de elevador, corrimão, balcão); 48,2% olham redes sociais com mais frequência para se manter informado; 31,8% lavam as toalhas com mais frequência; 28,9% mudou a rotina para evitar horários mais cheios de gente na rua; 13,1% usam máscara na rua; 9,8% cancelou uma viagem já marcada para outro estado dentro do Brasil; 5,4% cancelou uma viagem já marcada para outro país.

Além disso, 13,57% dos brasileiros estão 100% isolados; 67,90% está se isolando, saindo só quando inevitável e tomando cuidado para ter o mínimo de contato com as pessoas. 15,06% tomam cuidado, mas ainda estão saindo pois não têm opção de home office. Há uma minoria que não se importa com a restrição e isolamento social: 2,46% saem quando precisam, vendo amigos e família mesmo trabalhando de casa. Por fim, 1,02% não está nem um pouco isolado, vivendo normalmente

De olho na contenção de gastos, 23,58% dão preferência a alimentos e higiene, cortando os demais itens da lista. 12,81% já estão ou estão quase no vermelho para comprar mantimentos para casa. 21,25% continuam comprando as mesmas coisas e no mesmo volume; 8,23% tem comprado maiores quantidades que o normal; 80,20% só saem em caso de necessidade para comprar enquanto 10,81% estão pedindo exclusivamente pela internet; uma minoria de 1,61% sai para comprar normalmente.

Além disso, 59,9% estão em home office e 40,1% não. Com isso, 41,6% está usando novas ferramentas de produtividade para chamadas de videoconferência e outras ferramentas de geração de conteúdo virtual. 48,3% dos entrevistados não mudou uso de ferramentas e continuam como antes.

O estudo foi feito virtualmente entre os dias 23 e 24 de março com mais de 2.400 entrevistados em todo o país, sendo 59% da cidade de São Paulo. O levantamento tem 98% de significância e 1,9% de margem de erro.

Outro levantamento, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), apontou que nos últimos dias houve redução de aproximadamente 30% da demanda de passageiros de transporte público coletivo urbano por ônibus em algumas cidades. Estima-se que metade desse total, 15%, se deve à suspensão das atividades educacionais e fechamento de escolas. O agravamento da situação poderá gerar um impacto de mais de 50% na queda de passageiros, segundo levantamento preliminar da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), que representa o setor.

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