Sem compaixão

Não deixa de ser irônico que os mesmos bancos e fundos especulativos salvos da bancarrota pela monumental injeção de dinheiro dos governos se voltem agora para especular contra países europeus que estão com seus “fundamentos” afetados… por terem emitido dinheiro para salvar os seus agora antagonistas.

Metodologia viciada
A aliança não explicitada entre economistas filiados ao mercado financeiro e a militância acadêmica petista produz um Brasil virtual, muito distante do cotidiano dos brasileiros, e no qual o medíocre crescimento das últimas décadas é incensado e a concentração de renda encontra-se em processo de redução acelerada. A construção da “nova classe média”, aquela cujo ingresso é garantido por renda domiciliar de apenas R$ 1.115, é o fenômeno simbólico mais emblemático dessa união, forjada pelo interesse dos primeiros em defender a institucionalização da política econômica pró-banca e dos segundos, em defender o governo que lhes garante o emprego.
Atenta ao conselho do filósofo alemão Schopenhauer, segundo o qual quem deseja se dedicar à boa literatura não deve perder tempo com os maus autores, esta coluna prefere os ensinamentos como os do professor Marcio Pochmann, da Unicamp. Atualmente à frente do Ipea, Pochmann nos ensina que estudos sobre distribuição de renda que desconsideram os ganhos financeiros, como os provenientes de juros, aluguéis e ações, devem ser vistos apenas como movimentos inter-assalariados. Ou seja, a “nova classe média” dessa heterodoxa aliança é vitaminada pelos ganhos reais do salário mínimo e do achatamento da “velha classe média”. Além claro, do forte déficit em Sociologia exposto pelos economistas financistas.

NFe
Nova Iguaçu, um dos dois municípios mais fortes economicamente da Baixada Fluminense, adere, após o Carnaval, à Nota Fiscal de Serviços Eletrônica. Segundo o secretário municipal de Economia e Finanças, Carlos Ferreira, o aumento de arrecadação pode ser de 20%. “Somos o primeiro município da Baixada Fluminense a receber este recurso e devemos ser um exemplo para os seus vizinhos”, disse Carlos Ferreira.

Leão inflacionário
Com a desculpa de desestimular o uso de papel, a Receita aumentou em 25% e entrega da declaração de IR em formulário.

Prevenir
As fortes chuvas na região de Barra Mansa motivaram a ida de uma equipe de geólogos do Núcleo de Prevenção e Análise de Desastres Geológicos do  Serviço Geológico do Estado (DRM-RJ), nesta sexta-feira, à cidade do Sul Fluminense. A pedido da secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, e do prefeito da cidade, José Renato Carvalho, a equipe fará um sobrevôo e vistoria das áreas afetadas pelas chuvas dos últimos dias e elaborará relatório  com as sugestões de providências imediatas a serem tomadas pela prefeitura.

Indefensável
Privatização tira do sério qualquer tucano em um debate. O ex-presidente FH comprovou isso em artigo nos jornalões neste final de semana. O “bomba atômica” da privatização da telefonia atribui à quebra do monopólio da Petrobras o fato de a estatal ter triplicado a produção e “premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade” ter descoberto o pré-sal. Como já explicou Almir Barbassa, diretor Financeiro da Petrobras, o que se extrai hoje foi prospectado há 15-20 anos – bem antes de FH servir o petróleo brasileiro às multinacionais. Quanto ao pré-sal, continuaria no fundo do mar se dependesse dos investimentos das petroleiras que por cá aportaram.

Bons serviços
Ajustado a seu modelito neoliberal, FH responsabiliza o PT pelo ataque especulativo sofrido pelo Brasil em 2002, quando o “mercado”, aproveitando a fraqueza do governo que saía, tentou – e conseguiu – enquadrar o governo que entrava.

Temores
Pelo alarido produzido pelo cartel que domina o acesso à Internet no Brasil e reverberação na imprensa amiga à proposta de reativar a Telebrás, tem-se uma boa medida de quanto esse turma teme algum tipo de concorrência, principalmente, na banda larga.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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