Sem covid-19 expectativa de vida do brasileiro seria de 76,8 anos

Não há cálculos levando-se em conta os óbitos do segundo semestre de 2020.

“Se o Brasil não tivesse vivenciado uma crise de mortalidade em 2020, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer seria de 76,8 anos para o total da população, com um acréscimo de 2 meses e 26 dias em relação ao valor estimado para o ano de 2019 (76,6 anos). Para a população masculina, a esperança de vida ao nascer seria de 73,3 anos, e, para as mulheres, de 80,3 anos, em 2020.” Os dados são da nota técnica divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. As informações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

O IBGE divulga anualmente, até o dia 1º de dezembro, no DOU, as Tábuas Completas de Mortalidade para o total da população brasileira em 1º de julho do ano anterior. Essas informações subsidiam o cálculo do fator previdenciário com vistas às aposentadorias dos trabalhadores que estão sob o Regime Geral de Previdência Social.

Isso quer dizer que não há cálculos levando-se em conta os óbitos do segundo semestre de 2020, quando a população ficou mais vulnerável à covid-19. Importante frisar que em julho do ano passado o coronavírus foi o responsável por 85 mil óbitos e em novembro de 2021 esse número aumentou absurdamente para 600 mil.

A publicação das Tábuas de Mortalidade no DOU é feita pelo IBGE, desde 1999, e são calculadas a partir de projeções populacionais, baseadas nos dados dos censos demográficos. Essa metodologia, adotada pelo instituto desde 1991, é recomendada pelos organismos de cooperação internacional e reconhecida pelos usuários de nossos dados demográficos, incluindo órgãos públicos das três esferas de governo e as principais instituições acadêmicas do país.

Após a divulgação dos resultados de cada Censo Demográfico, o IBGE elabora novas tábuas de mortalidade projetadas. As últimas tábuas foram construídas e projetadas a partir dos dados de 2010, ano de realização da última operação censitária no Brasil. Da mesma forma, um novo conjunto de tábuas de mortalidade será elaborado após a publicação dos resultados do Censo 2022, quando o IBGE terá uma estimativa mais precisa da população exposta ao risco de falecer e dos óbitos observados na última década.

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