Sem defesa

Indústrias de defesa que quiserem se instalar no Nordeste poderão contar com financiamento do Fundo de Desenvolvimento da região...

Indústrias de defesa que quiserem se instalar no Nordeste poderão contar com financiamento do Fundo de Desenvolvimento da região (FDNE), gerenciado pela Sudene. A novidade foi anunciada nesta quinta-feira, após participação do ministro da Defesa, Raul Jungmann, na 21ª Reunião do Conselho Deliberativo da Sudene. “Isso significa tecnologia, inovação, empregos e impostos, que é tudo o que a gente precisa para alavancar o desenvolvimento na região Nordeste”, comemorou o ministro Raul Jungmann. “A Base Industrial de Defesa responde por quase 4% do PIB brasileiro, tem faturamento de mais de R$ 200 bilhões, emprega diretamente 60 mil pessoas e indiretamente 240 mil”, completou Jungmann, que destacou a questão da exportação, tendo em vista que o escoamento de toda a produção nacional é feito por vias aquáticas.

A descentralização sempre é bem-vinda, mas a questão da indústria nacional de defesa gera outros debates mais importantes, a começar pelo “nacional”, já que boa parte dela está sendo comprada por empresas estrangeiras. Há pouco menos de um ano, os negócios de comunicação militar da Mectron Engenharia foram adquiridos pela Elbit, a maior companhia privada israelense da área militar. A empresa brasileira fazia parte do portfólio de negócios da Odebrecht, abatida pela Operação Lava Jato. A mesma empreiteira é parceira da francesa DCNS na construção dos submarinos de ataque Scorpène, projeto que vem sofrendo com as acusações. Mas o maior efeito da Lava Jato na área de defesa e tecnologia foi a prisão do almirante Othon, condenado a 43 anos de prisão. Trata-se do maior especialista na área nuclear do Brasil, um dos mais respeitados do mundo – menos em Curitiba.

 

Alternativa

A Petrobras não tem necessidade de vender ativos para fazer frente a seus compromissos, sustenta Eugênio M. Mancini Scheleder, colunista da associação dos engenheiro da estatal (Aepet). O Plano de Negócios 2017–2021 prevê arrecadar US$ 19 bilhões em parcerias e desinvestimentos. Os recursos seriam usados em cobertura de investimentos (US$ 74 bilhões) e ao pagamento de amortizações (US$ 73 bilhões) e despesas financeiras (US$ 32bilhões) da dívida contraída pela companhia.

Scheleder calcula que a Petrobras poderia obter o mesmo valor através da redução do total de amortizações e despesas financeiras do período, de US$ 105 bilhões para US$ 86 bilhões, utilizando os mecanismos de negociação da dívida existentes no mercado.

Em captações recentes, de grande aceitação pelos investidores, o custo de rolagem da dívida tem se situado na faixa de 5 a 7% ao ano, muito menor, portanto, do que a rentabilidade dos ativos das áreas de abastecimento e de distribuição. Outras possibilidades, como o lançamento de debêntures e a abertura de capital da BR, também contribuiriam para equacionar o endividamento, preservando os ativos estratégicos da Petrobras”, afirma.

 

Rápidas

A FGV Energia realiza no dia 1º um debate com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, em mais uma edição da série de palestras Energia em Foco – Estratégia e Desafios para o Futuro. Será no Centro Cultural da FGV (Praia de Botafogo, 186, Rio de Janeiro). Inscrições: www.fgv.br/eventos/?P_EVENTO=3397&P_IDIOMA=0 *** A Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro assina na próxima segunda-feira convênio com o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) e a Junior Achievement para a realização do Trilha Empreendedora. O programa capacitará 60 voluntários de diferentes empresas associadas ao Instituto, que darão aulas de empreendedorismo e passarão sua experiência profissional para aproximadamente mil alunos do ensino médio em 11 escolas da rede pública.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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