Sem emprego, economia já minguava antes da Covid

O crescimento da economia brasileira já vem minguando nos últimos anos, com modestos 1,1% em 2019, após 1,3% em 2018 e 2017, atesta o professor Roberto Ivo, da Escola Politécnica da UFRJ. “Já é conhecido que a economia brasileira vem sofrendo com vários gargalos microeconômicos (estrutura fiscal, logística, fator de produtividade, qualificação da força de trabalho, entre outras variáveis). Do ponto de vista macroeconômico, embora experimentando um novo ciclo de expansão monetária (com juros em mínima histórica de 3,75% a.a.), diminuição do depósito compulsório e um câmbio flutuando com forte desvalorização cambial, estes instrumentos já possuem efeito limitado em nossa economia, sem riscos à inflação. Primeiramente, em razão pelo alto nível de desemprego e consequente aumento dos trabalhos informal. Deve-se ainda aliar a este ponto, precarização do trabalho formal.”

O impacto da Covid-19 deve levar a uma queda do PIB de 6,5% em 2020 – há até quem não duvide de um tombo de 10%. Em qualquer dos casos, seria a maior queda já vista na série histórica do PIB real brasileiro. Segundo dados do Ipea, em 1918, a economia brasileira chegou a perder 2%. Mesmo na Grande Depressão, as reduções foram de 2,1% e 3,3% nos anos de 1930 e 1931.

 

Sem compromisso

Depois de ser suspenso do ar após comparar as medidas de restrição de movimentos durante a pandemia com um campo de concentração, o apresentador de telejornais do SBT Marcão do Povo está de volta ao Primeiro Impacto.

Após sua desastrada fala, cinco dos seis anunciantes do programa anunciaram que iam retirar o patrocínio. Ao voltar, foi dito pelo SBT que as ações de merchandising ficariam com outro jornalista.

Fonte da emissora relativiza a “punição”: “Perdeu por alguns dias. Vai retomar depois. O cliente decide. Marcas com mais compromisso social vão se recusar, mas tem um festival de merchans picaretas de fitoterápicos e aparelhos de ginástica que vão seguir com ele.”

Quanto aos anunciantes que se afastaram do programa, a fonte da coluna também é pessimista: “É para forçar um bom desconto na tabela.”

 

Integrada

A Sinopec, principal empresa de petróleo, energia e substâncias químicas da China, colocou em operação o maior porto petroquímico do país, na Refinaria Zhongke, que faz parte do modelo de produção “terminal na frente, usina atrás”.

O Porto faz parte do Complexo Integrado de Refinaria e Petroquímica de Zhanjiang. Após sua conclusão, é previsto que o faturamento da refinaria excederá 60 bilhões de iuans (quase R$ 50 bilhões) e ajudará no desenvolvimento da cadeia industrial de downstream (refino e distribuição), beneficiando o desenvolvimento econômico da área onde está instalada.

O investimento estará concluído em julho, em plena crise da indústria de petróleo, o que só reforça a tecla que a coluna tem batido: a atuação em refino, distribuição e petroquímica representa um colchão de garantia das empresas petrolíferas em momentos de preço do óleo baixo.

 

Balbúrdia

As universidades federais brasileiras conduzem mais de 800 pesquisas sobre a Covid-19. Imagina se tivessem verbas.

 

Rápidas

O IAG – Escola de Negócios da PUC-Rio promove o webinar “Covid-19, Finanças das Empresas e Mercados Financeiros: O que podemos esperar?”, nesta quarta, às 19h, pelo canal do IAG no YouTube *** A Associação dos Advogados (Aasp) reúne em um webinar gratuito nesta terça-feira, às 14h30, quatro advogados e professores para falarem sobre o momento atual da mediação e negociação no Direito de Família. Inscrição aqui *** Na sua primeira live da semana no Instagram, o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) promoverá debate sobre “A Agenda 2030, a pandemia e o cooperativismo no século XXI”, nesta terça-feira, às 16h, no perfil @iabnacional. Na quarta, mesmo horário, o tema é “Defesa da Constituição e do estado democrático de direito em tempos de Covid-19” *** A Associação Brasileira de Recursos Humanos entra em sua oitava semana de transmissões ao vivo com executivos e especialistas debatendo como enfrentar o impacto do coronavírus nas organizações. Os encontros poderão ser acompanhados pelo Instagram em @abrhbrasil, na terça e na quinta-feira. Os conteúdos anteriores estão no canal no YouTube.

 

 

 

 

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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