Sem estresse nos testes

Internacional / 20:03 - 10 de out de 2016

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Deutsche teve ajuda do BCE Os resultados dos testes de estresse que o Banco Central Europeu (BCE) vem fazendo desde a crise de 2008 sempre tiveram contestações. A revelação feita pelo jornal britânico Financial Times de que o Deutsche Bank teve um tratamento especial nos testes do final do ano passado reacenderam as críticas. De acordo com a publicação, o BCE autorizou o banco alemão a incluir a venda da posição que tinha no banco chinês Hua Xia, no valor de US$ 4 bilhões. Ocorre que o negócio ainda não estava concluído quando o teste foi feito. Aliás, até hoje não foi fechado, e mesmo ao final de 2016 a conclusão da venda não é certa. O Financial Times destaca que, mesmo excluindo o negócio, o Deutsche terminaria os testes acima do padrão exigido pelo BCE. O problema é que o banco alemão tem sofrido uma sucessão de reveses, que colocam em dúvida a capacidade de atuar no mercado. O mais recente deles foi a multa que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pretende aplicar, de US$ 14 bilhões, ainda por conta de títulos hipotecários (crise do subprime). Em maio passado, a coluna Fatos & Comentários mostrou que o portfólio de derivativos “de balcão” (OTC) da instituição alemã tem valor de face de aproximadamente 55 trilhões de euros – cerca de 20 vezes o PIB alemão e quase seis vezes o de toda a Zona do Euro. É um dos bancos do mundo mais expostos às turbulências financeiras.

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