Sem incentivo, sem emprego

Rio de Janeiro / 21:45 - 5 de dez de 2016

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Fim do desconto nos impostos pode fechar 45 mil empregos no Rio, diz Firjan [caption id="attachment_561914" align="alignleft" width="300"]Barbosa: ano que vem será ainda mais difícil Barbosa: ano que vem será ainda mais difícil[/caption] A perda dos incentivos fiscais às indústrias do Rio de Janeiro causa riscos de demissões em 89,6% delas. O dado foi apresentado nesta segunda-feira, durante o seminário “O Rio Precisa de Incenti-vos - incentivar a indústria é incentivar o Rio”, organizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e pela seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). Cerca de 45.022 postos de trabalho podem ser fechados com o fim dos incentivos, segundo a pesquisa, que ouviu 199 indústrias que recebem incentivos em todo o estado. Segundo a Firjan, sem desconto nos impostos, mais da metade das empresas (52,6%) deverão fechar suas portas no estado: 60,5% irão embora do Rio de Janeiro e outras 39,5% irão fechar definiti-vamente. A pesquisa prevê, ainda, a intenção das indústrias de cancelar R$ 42 bilhões de investimentos programados pelas indústrias para os próximos três anos, caso os incentivos fiscais sejam cancelados. O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, abriu o seminário, juntamente com o presidente da Comissão de Assuntos Tributários da OAB-RJ, Mauricio Faro. Participam, entre outros, os deputados estaduais Luiz Paulo (PSDB), presidente da Comissão de Tributação e Controle da Assembleia Legislativa; Pedro Fernandes (PMDB), presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Alerj; e o promotor Vinicius Leal Cavalleiro, do Ministério Público Estadual (MP-RJ). Na avaliação do secretário estadual de Fazenda do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Gustavo Barbosa, o próximo ano será ainda mais duro para a economia fluminense e, se nada for feito, o déficit do estado poderá saltar para R$ 52 bilhões ao final de 2018. Barbosa admitiu que o governo fluminense ainda busca recursos para fechar a folha de novembro e que não tem previsão para o pagamento de dezembro de servidores da ativa, aposentados e pen-sionistas. O quadro das finanças do estado passa por “sérias dificuldades”, segundo o secretário. “Se nada for feito de imediato, até dezembro de 2018 o déficit do estado será de R$ 52 bilhões. Só em 2017, chegaremos a um déficit de R$ 16 bilhões, isso sem falar dos R$ 17,5 bilhões, que é o déficit previsto para este ano”, afirmou.

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