Sem monopólio

Está disponível no site da Secretaria da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) a versão Java do programa do Imposto de Renda para a Pessoa Física 2004, que possibilita o uso dos sistemas operacionais para as plataformas Linux, Mac e OS, além do Windows, e uma versão de uso geral para todos os sistemas operacionais. O supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, lembra que, ao ser criada nova declaração, o programa mostra o modelo completo, mas exibe um quadro comparativo do resultado do imposto a pagar ou a restituir nas declarações completa e simplificada. A nova versão tem limitações: não poderá ser usada por contribuintes que tenham obtido em qualquer mês de 2003 ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeitos à incidência do imposto ou que tenham realizado operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros ou assemelhados; nem poderá ser utilizada para declarações ligadas à atividade rural em 2003 ou em anos anteriores.

Pinguim
O Senado Federal começou o processo para adoção de software livre. O prazo para a migração é de no máximo três anos. O Senado espera economizar bastante – só no último contrato fechado com a Microsoft, informa a Agência Senado, o órgão deve pagar R$ 3,5 milhões pelo uso dos programas da maior empresa de informática do mundo.

Justiça
Nota publicada nesta coluna, em fevereiro, sobre o sub-chefe da Assessoria Parlamentar do Planalto, Alon Feuerwerker, informava que ele fora processado por falsidade ideológica pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Na verdade, o processo fora por exercício ilegal da profissão, como informava mais adiante a nota. Feuerwerker também processou o sindicato, por calúnia e difamação. Os dois processos foram retirados após acordo na Justiça. Que, aliás, continua sem uma decisão final sobre a exigência de diploma para jornalistas.

Concentração
Ninguém se espante se pipocarem notícias atacando (novamente) o presidente do BNDES, Carlos Lessa. É que o banco acaba de enviar ao ministro Gushiken a proposta do banco para financiar o setor de comunicação. Se aprovada, nenhum grupo poderá ficar com mais de 25% do total da verba que o BNDES colocará à disposição.

Distância
Por que muitas empresas boas não conseguem investimentos? Por que muitos empreendedores acham que os fundos não entendem os seus negócios? Por que muitos investidores reclamam da dificuldade em encontrar bons negócios? As respostas – nem sempre simples – a estas perguntas estarão na palestra que o administrador de portfólios de investimento Fernando Camargo Luiz fará no Meliá Office Park (R. Verbo Divino 1323, Chácara Santo Antônio, São Paulo – SP) amanhã, às 19h30m. Inscrições em www.clubedoempreendedor.com.br ou (11) 5181-6080.

Revoada
Além da mobilização para abafar a criação de CPIs no Congresso, o caso Waldomiro provocou outros efeitos colaterais no PT. Alegando estar decepcionado com muitos petistas convocados para o governo, o partido está recrutando militantes em todo o país para trazer sangue novo ao trabalho em Brasília.

Nova direção
Depois que Zeca Pagodinho trocou a Schincariol pela Brahma e o PT o desenvolvimento pela financeirização, já se especula que o novo garoto-propaganda petista será uma variação do Barbudo do Bameridus.

Gol contra
A derrota do Partido Popular (PP) de José María Aznar tem várias causas: da sua política econômica impopular, responsável pelos maiores índices de desemprego da Europa, ao alinhamento automático com os Estados Unidos, que indigna os espanhóis e atrapalha os seculares negócios do país com os árabes. No entanto, acima de tudo mostra que a capacidade de iludir a opinião pública com a atribuição de autorias convenientes de atentados “anônimos” tem fôlego curto.

Referências
Em tempo, será que o PFL vai continuar repetindo que seu paradigma internacional ainda é o PP?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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