Sem refrigerante

Orientar os produtores a fecharem as suas fábricas temporariamente até que a questão do Sistema de Controle de Bebidas (Sicobe) seja resolvida é uma das propostas que estará na mesa da reunião desta quinta-feira que a Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) realizará em São Paulo. O encontro vai discutir estratégias de atuação junto à Secretaria da Receita Federal e ao Ministério da Fazenda para pressionar as autoridades tributárias a resolverem a questão do Sicobe, que está parada há 16 meses.
Segundo o presidente da entidade, Fernando Rodrigues de Bairros, a idéia é fazer um protesto nacional contra a taxa de fiscalização para custear o controle da produção de bebidas que implica R$ 0,03 por unidade para todos os fabricantes do setor.

Brechas
A repercussão, inclusive na imprensa internacional, da campanha “Cala a boca, Galvão!”, deflagrada via Twitter, obrigou a TV Globo e seu principal locutor a tentarem produzir novos sentidos para o protesto bem-humorados dos internautas. Mais do que isso mostrou que, apesar de território extremamente fragmentado, a Internet é, ao menos em certas circunstâncias, uma ameaça à sustentação dos discursos da mídia hegemônica. Isso não significa, obrigatoriamente, maior ou menor democratização da informação no país, até porque essa é uma questão dependente da capacidade de apropriação dos diferentes atores sociais. O episódio, no entanto, sinaliza para uma maior dificuldade para a mídia homogênea acostumada a se arvorar na única responsável pela produção de sentidos e do imaginário dos brasileiros a manter esse poder.

Gorou
O episódio Galvão Bueno também mostra, para aqueles como o ministro Gilmar Mendes, que, na qualidade de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), comparou o papel do jornalista ao do cozinheiro, o risco de as redes sociais, ao substituírem o jornalismo pela ficção e por boatos, servirem comida estragada aos leitores.

Verde
Com quatro anos de existência, o projeto de educação ambiental Escola Verde, da Bayer, comemora a participação de 25 mil visitantes, entre crianças, jovens e professores de escolas municipais de Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O projeto tem como objetivo estimular a conscientização ambiental de estudantes do ensino fundamental da rede pública da região. Guiados por um biólogo, grupos de até 50 pessoas percorrem uma trilha ecológica, localizada em uma área verde de mais de 170 mil m² ao lado do Parque Industrial da empresa em Belford Roxo (RJ). Durante o passeio de quatro horas, os participantes têm contato com a vegetação nativa da região e aprendem como preservar o meio ambiente.

Gol contra
A reação dos “jornalões” brasileiros à decisão do presidente Lula de sancionar o reajuste de 7,7% para os aposentados que recebem acima de dois salários mínimos ajudar a entender que não apenas a Internet explica o processo de emagrecimento de alguns diários. Com visões de mundo antagônicas às de seus leitores, esse tipo de imprensa, não raro, se põe em situações em que seu apego aos seus dogmas a coloca em campo oposto ao da audiência. Lateralmente, ainda, joga água no moinho do presidente Lula e da candidata do PT a presidente, Dilma Housseff, ao apresentar Lula como um líder capaz de contrariar os interesses de burocratas sem votos para ficar do lado dos aposentados, o que, aliás, como revela o veto deste ao fim do fator previdenciário, está longe de ser realidade.

Chuta, mas não esculacha
Criticada por jogadores de todos os países, a Jabulani – a bola da Copa do Mundo 2010 – mereceria o direito à réplica. Afinal, quando vão aparecer, neste mundial, jogadores que consigam dominar a bola, dar um passe superior a três metros ou acertar uma cobrança de falta? Até agora, apenas Maradona demonstrou intimidade com “la pelota” – mas ele não joga mais.

Jogão
Fãs de futebol – não esse estranho esporte que está sendo jogado na África do Sul – sonham por uma partida exibição que reunisse comentaristas e técnicos que viajaram para trabalhar na Copa. Pelé, Maradona, Beckenbauer, Zico, Beckham, Edmundo e até Neto, mesmo alguns quilos acima do peso e anos após deixarem os gramados, dariam um show.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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