Sem álibi

“O Brasil quer mudar. Mudar para crescer, incluir, pacificar. Mudar para conquistar o desenvolvimento econômico que hoje não temos e a justiça social que tanto almejamos. Há em nosso país uma poderosa vontade popular de encerrar o atual ciclo econômico e político. Se em algum momento, ao longo dos anos 90, o atual modelo conseguiu despertar esperanças de progresso econômico e social, hoje a decepção com os seus resultados é enorme. Oito anos depois, o povo brasileiro faz o balanço e verifica que as promessas fundamentais foram descumpridas e as esperanças frustadas.”
O texto acima é o início da “Carta aos brasileiros”, assinada pelo candidato Lula, em junho de 2002. Por sua atualidade, demonstra que as promessas feitas não foram cumpridas. Por sua leitura, menos superficial, conclui-se ser argumento frágil apresentá-la como álibi para adesão do governo petista à herança maldita tucana.

Não avisou
Apontado como trecho confirmatório da adesão prévia de Lula às propostas neoliberais – uma espécie de “eu avisei antes” – a parte do documento em que o candidato promete respeitar os contratos, além de genérica, não é articulada com ameaças de impor sacrifícios ao setor produtivo, como o aumento do superávit primário (economia para pagar juros) para garantir a continuidade da farra do sistema financeiro: “Premissa dessa transição será naturalmente o respeito aos contratos e obrigações do país. As recentes turbulências do mercado financeiro devem ser compreendidas nesse contexto de fragilidade do atual modelo e de clamor popular pela sua superação”, limita-se a afirmar o manifesto.

Modelo insustentável
Na “Carta aos brasileiros”, Lula, porém, não se limitava a prometer que cumpriria contratos. Ele atribuía a instabilidade no mercado financeiro, não apenas à ação dos especuladores, como, principalmente, à fragilidade inerente ao modelo tucano. Portanto, longe de servir de álibi para aprofundar a política econômica tucano, o documento servia de alerta sobre a urgência de mudá-lo: “À parte manobras puramente especulativas, que sem dúvida existem, o que há é uma forte preocupação do mercado financeiro com o mau desempenho da economia e com sua fragilidade atual, gerando temores relativos à capacidade de o país administrar sua dívida interna e externa. É o enorme endividamento público acumulado no governo Fernando Henrique Cardoso que preocupa os investidores.”

DNA
A presidente da Mac Laren Oil, Gisela Mac Laren, fez questão de agradecer ao Governo do Rio pelo apoio que tem dado ao setor, especialmente o secretário de Energia e Indústria Naval, Wagner Victer. Para Gisela, Victer possui um conhecimento profundo das necessidades do segmento e trabalha na defesa dos interesses do setor. “Tenho plena consciência que a atividade da indústria naval no país não estaria vivendo o momento que vive hoje sem a iniciativa do secretário. A partir do momento em que Victer assumiu a secretaria, fez com que o país reconhecesse a importância do setor”, concluiu.

Tratamento
O estaleiro Mauá-Jurong assinou contrato com a concessionária Águas de Niterói para a construção de uma rede de coleta de esgoto que irá ligar as instalações do estaleiro até a estação de tratamento de esgoto de Toque-Toque, no Centro de Niterói. O valor do contrato gira em torno de R$ 1 milhão. A rede entrará em funcionamento dentro de 120 dias. O Mauá-Jurong é o primeiro estaleiro no Rio a ter essa iniciativa.

Múltiplo
Valmir Fernandes, presidente da rede Cinemark Brasil, teve o desafio de introduzir no mercado nacional o conceito de multiplex. A rede, líder de mercado, recebe cerca de 30 milhões de clientes por ano em suas mais de 300 salas de cinema, espalhadas pelo país. Na palestra “Reinventando a roda: como inovar em mercados tradicionais”, Fernandes pretende mostrar como inseriu no Brasil o conceito de salas de exibição de cinema em multiplex. A palestra será dia 29, às 19h, na Firjan (Av. Graça Aranha, 1 / 2º andar – Centro) Informações e inscrições: (21) 3284-4000.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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