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domingo, janeiro 17, 2021

Sem órbita

Se o Brasil não enviar satélites ao espaço até 2013, poderá perder importantes posições orbitais de interesse do país e deverá recorrer a satélites estrangeiros, uma dependência externa prejudicial à sua soberania e defesa. O alerta foi feito pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) e pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telecom), que realizam na próxima sexta-feira, de 9h às 13h, o seminário “Satélites Impulsionando o Desenvolvimento do País”. A entrada é franca (R. da Candelária, 9 – Subsolo, Centro – Rio de Janeiro/RJ).

Falta
Os juízes do Rio têm enfrentado dificuldades no julgamento de processos de crimes financeiros que envolvem dados de computadores apreendidos. É que a polícia fluminense não dispõe de um equipamento especial para periciar esses computadores. Só em um processo que tramita na justiça existem 400 horas de gravação que ainda não foram periciadas. Pelos meios tradicionais, a investigação em apenas um HD pode levar anos. O corregedor geral de Justiça, Roberto Wider, reuniu-se com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, em busca de solução desses problemas. Segundo o desembargador Wider, “temos hoje na Justiça um problema que não depende da Justiça”.

Futuro do patrimônio
É de apreensão o clima entre os funcionários do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura, diante do receio de desmonte do órgão, responsável desde 1937 por cuidar do patrimônio cultural do país. O motivo é a criação, no apagar das luzes de 2008, do Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram). Os funcionários divergem do plano de reeestruturação do Iphan enviado pelo Ministério da Cultura ao Ministério do Planejamento e que, entre outros itens, “desaparece” com a Gerência de Proteção

Competências
A Prefeitura de Luís Correia, cidade litorânea do Piauí, queixa-se da ação do Instituto Chico Mendes e do Ibama no estado contra várias fazendas de produção de camarão(carnicicultura), em ações que resultaram em multas de cerca de R$ 1 milhão. A prefeitura reclama que os dois órgãos desrespeitam a competência para licenciamento, que é da Secretaria estadual de Meio Ambiente, segundo lei estadual, referendada pelo Tribunal Regional Federal (TRF).

Vem de longe
“Que tipo de globalização temos hoje? Uma globalização neoliberal; muitos de nós a chamamos assim. Ela é sustentável? Não. Poderá subsistir por muito tempo? Absolutamente não. Por séculos? Categoricamente não. Durará apenas décadas? Sim, só décadas. Porém mais cedo do que se imagina terá que deixar de existir.
Será que eu acredito que eu sou uma espécie de profeta ou de adivinho? Não. Conheço muito de economia? Não. Quase absolutamente nada. Para afirmar o que eu disse basta saber somar, diminuir, multiplicar e dividir. O que aprendem as crianças na escola primária.”
A previsão não foi feita por algum novo profeta do mercado financeiro recém-convocado à realidade pelo desmoronamento do sistema financeiro internacional. Foi feita pelo então presidente de Cuba, Fidel Castro, na primeira edição do Encontro de Economistas, realizado na ilha, em…janeiro de 1990.

É a crise!
No mesmo seminário, Fidel admitiu ignorar como se produziria a transição do neoliberalismo para um novo sistema, o que não o impediu de levantar algumas hipóteses: “Mediante grandes revoluções violentas ou grandes guerras? Parece improvável, irracional e suicida. Mediante profundas e catastróficas crises? Infelizmente é o mais provável, quase  inevitável, e transcorrerá por vias e formas de luta muito diversas.”

Nova realidade
Injustiça social, desemprego, falência dos sistemas públicos de saúde e educação, dependência energética. Problemas como esses, que fazem parte da rotina dos presidentes de países pobres, são apontados por John R. Talbott, em seu livro Obamanomics (Editora ARX, 256 páginas, R$ 34,90), como os principais desafios que Barack Obama terá de enfrentar à frente dos Estados Unidos. Talbott é autor de The Coming Crash in the Housing Market (“a quebra iminente do mercado imobiliário”, ainda não editado em português).

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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