Semana começa com preocupações sobre emissões do Tesouro

No exterior, sucessão na Suprema Corte dos EUA também é motivo de atenção.

Opinião do Analista / 12:56 - 21 de set de 2020

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O que pode impactar o mercado hoje - Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 1,8%, aos 98.290 pontos, e terminou a semana praticamente estável, com leve variação negativa de 0,08%.

Nessa segunda-feira, mercados globais amanhecem em queda. Nos EUA (-1,8%), ações de tecnologia caem após China (-1%) ameaçar retaliação às empresas americanas. Na Europa (-2,7%), a possibilidade de um novo confinamento pesa nos papéis, juntamente com alegações de lavagem de dinheiro por grandes bancos.

Em política internacional, o falecimento da mais antiga juíza da Suprema Corte dos EUA, Ruth Bader Ginsberg, foi destaque do noticiário político internacional do fim de semana. Os juízes do colegiado são nomeados de forma vitalícia, à vista disso, a morte abre uma nova vaga a ser preenchida. Donald Trump promete anunciar uma candidata ainda nesta semana, no entanto, com apenas 43 dias até as eleições no país, há pouco tempo para que ela seja confirmada pelo Senado. Já na seara das relações externas, os EUA unilateralmente restabeleceram as sanções da ONU contra o Irã.

No Brasil, destaque no noticiário local para sinais de dificuldade por parte do Tesouro Nacional para o financiamento da dívida pública brasileira. Técnicos do governo relatam que está cada vez mais difícil colocar papeis com vencimentos longos no mercado para cobrir o rombo fiscal e refinanciar a dívida. Por enquanto, o colchão de liquidez (reserva prudencial no balanço do Banco Central) está sendo o suficiente, mas desafios podem emergir no médio-longo prazo.

Na política, expectativa para relatório do senador Márcio Bittar (MDB-AC) nessa semana para ver o espaço fiscal que o governo poder abrir em 2021, que pode ficar entre R$ 20 bi e R$ 30 bi. Vale manter no radar ainda a tentativa de instalação da CMO na terça-feira e como será a condução dos trabalhos na Câmara após o presidente da Casa, Rodrigo Maia, ter sido diagnosticado com coronavírus.

Na agenda de indicadores da semana, destaque no Brasil para o IPCA-15, além da ata do Copom,  do relatório trimestral de inflação e de dados de arrecadação federal referentes ao mês de agosto. No exterior, teremos falas dos presidentes do Fed, BCE e BoJ. Vale ressaltar que o Banco Central da China começou a semana decidindo manter inalteradas suas taxas de juros. A chamada LPR de um ano permaneceu em 3,85% e a LPR para empréstimos de cinco anos ou mais longos ficou em 4,65%.

Finalmente, em empresas, iniciamos cobertura das ações da d1000 (DMVF3) com recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 20,5/ação para o final de 2021, implicando um potencial de alta de 105% para as ações. Após seu recente IPO, a companhia está bem capitalizada e pronta para acelerar o ritmo de crescimento. Estimamos um crescimento anual médio entre 2019 e 2023 de +17% em receita e +50% em Ebitda. Nos níveis atuais vemos as ações sendo negociadas a um múltiplo de 14,8x P/L em 2021 - um desconto de 40% em relação à média da nossa cobertura de varejo.

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