Semana do Brasil perdeu força no varejo em 2021

Evento nacional de promoções terá como foco a queima de itens de menor giro.

A edição de 2021 da Semana do Brasil perdeu o engajamento no varejo, principalmente no segmento de eletroeletrônicos. Levantamento da GfK aponta que parte do problema é o desbalanceamento de estoques no curto prazo, principalmente com a falta dos “best sellers” e o acúmulo de itens de menor giro. Com isso, a previsão é que os varejistas foquem em ações próprias, de menor impacto, para reduzir inventários de itens de menor giro. Fernando Baialuna, diretor da unidade de negócios e de varejo da GfK, analisa que quase todos os grandes varejistas consideram acompanhar vendas e, se for o caso, ativar ações oportunas e pontuais, mas sem planejamento prévio. “Os varejos regionais demonstraram maior interesse em aderir interesse em aderir ao evento para estimular as vendas na semana da pátria também no mês de setembro, porém, eles são os que mais sofrem para manter um fluxo saudável dos estoques e terão como objetivo a queima de estoque dos produtos que estão parados nas prateleiras.”

Sobre o futuro da Semana do Brasil, a previsão é que a data ganhe novo fôlego em 2022. “Mesmo em meio aos desafios que se apresentam, será o ano do bicentenário da independência do país, o que poderá alavancar novamente as vendas no período”, completa Baialuna.

A GfK acompanha, semanalmente, a movimentação das vendas do varejo por todo território nacional. Segundo os dados apresentados pela consultoria, as duas semanas que integram o período promocional da Semana do Brasil, ficaram 3% e 11% acima da média anual em 2019, mas a análise das curvas semanais perante 2018 deixa claro que houve um impacto positivo. Em 2020, as semanas têm crescimento ainda maior em relação à média anual, mas é necessário levar em conta o impacto da pandemia. No setor de eletro, as semanas do evento crescem acima da média, mas o impacto de 2019 (+13.6pp) foi maior que 2020 (+9.0pp).

Já o Dia dos Pais fez o comércio eletrônico faturar: de acordo com relatório elaborado pela Neotrust, o varejo digital faturou R$ 6,2 bilhões entre 24 de julho e 7 de agosto, alta de 15,99% em relação ao ano passado.

Além do incremento nas cifras, a quantidade de pedidos online neste ano também teve alta. Em 2021, a data gerou 13,9 milhões de compras, montante 4,28% maior no comparativo com a mesma data em 2020. Na mesma linha de aumento, os brasileiros também gastaram mais: com o valor de R$ 449,14, o tíquete médio teve aumento de 11,23%.

Na hora de pagar, o cartão de crédito segue como o meio preferido dos brasileiros para efetuar suas compras: no Dia dos Pais, 79% dos pedidos foram pagos com esta opção. Em seguida, os boletos bancários aparecem em 9% dos pedidos e, por fim, o PIX foi utilizado em 2% das compras. Outros meios de pagamento também somaram 10% do

Leia também:

Cesta de despesas básicas das famílias aumenta 33% em 12 meses

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigos Relacionados

JBS tem governança fraca, mas perfil de negócio forte

JBS tem governança fraca, mas perfil de negócio forte

Brasil corre risco de desabastecimento de diesel

Alerta foi feito inclusive pela direção da Petrobras

Queda na indústria atinge todos os grupos de intensidade tecnológica

Perdas no primeiro trimestre de 2022 vão de 2,3% a 8,7%.

Últimas Notícias

B 3 lança novos produtos para negociação de estratégias de juros

Operações são estruturadas de contratos futuros de DI, DAP e FRC

JBS tem governança fraca, mas perfil de negócio forte

JBS tem governança fraca, mas perfil de negócio forte

Brasil corre risco de desabastecimento de diesel

Alerta foi feito inclusive pela direção da Petrobras

Lucros das empresas subiram 55% no primeiro trimestre

Em abril, quase metade das categorias de trabalhadores não conseguiu repor inflação.

PIB dos EUA cai mais que previsto, porém inflação perde ritmo

Recessão não está descartada, segundo analistas.