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Além das ácidas críticas à política econômica do governo, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha, chamou atenção por desfilar ontem, pelo Rio de Janeiro, sem o broche do partido que os petistas costumam ostentar na lapela.

Che Rabello
Dono da RC Consultores, o economista Paulo Rabello de Castro, da RC Consultores, alertou para a insanidade de produzir superávits primários (economia para pagar juros) cada vez maiores se os juros mantém a dívida interna crescendo. A crítica foi feita no seminário Crescimento Econômico e Emprego, promovido pelo PSDB, ontem, no Rio. Rabello, um dos liberais mais ortodoxos do país, defendeu uma política de pleno emprego, a redução radical nos juros e citou até trechos do filme Diário na motocicleta, de Walter Salles Jr., para elogiar a “audácia prudente” de Che Guevara. Afirmando que a atual política econômica é defendida por “neoentreguistas para agradar a João e Maria no exterior”, Castro, pediu ainda a implantação de um “parlamentarismo qualquer” que retire o governante que não consiga fazer o país crescer no mínimo 4,5%.

Surrealismo tucano
Confuso com a pauta inusitada do seminário tucano – crescimento e emprego – o deputado federal Eduardo Paes (PSDB-RJ), mediador dos debates, chamou seu próprio partido de PFL, antes de passar a palavra ao ex-ministro Mendonça de Barros. José Serra, que riu amarelo do ato falho de Paes, ouviu de Mendonça de Barros que seu “pequeno índice de rejeição” na disputa pela prefeitura de São Paulo se deve à oposição do povo à atual política econômica. Segundo Barros, o povo identifica o partido de Marta Suplicy à política que faz a alegria dos banqueiros.

Submarino alemão
A Alemanha é o segundo maior importador do mundo, tendo comprado, em 2003, cerca de US$ 538 bilhões do exterior, mais 10% em relação ao ano anterior. De olho nesse mercado, que também é um importante pólo estratégico para distribuição de produtos, por sua localização no centro da Europa e proximidade de todos países da União Européia, o Sebrae,  a Federação das Associações Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) e a Câmara Brasil-Alemanha promovem, hoje, às 9h30m, no salão nobre da Federasul, o II Seminário Destino Exportador Alemanha.
Segundo a diretora de Treinamentos e Comércio Exterior da Câmara Brasil-Alemanha, Débora Creutzberg, das exportações do Rio Grande do Sul, apenas 4% são dirigidas para a Alemanha: “Buscam-se os mercados da América Latina e Estados Unidos e se esquece das grandes potencialidades da Alemanha”, alerta Débora.
Em 2003, o SebraExport no Rio Grande do Sul possibilitou US$ 145,3 milhões em exportações para micro e pequenos empreendimentos, com 237 empresas atendidas, 76 mercados conquistados e geração de 1.330 empregos.

Na pauta
Toma posse hoje, às 10h, no Senado, a nova diretoria da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra). Fundada em 1967, em plena ditadura, a entidade teve como primeiro presidente o fazendeiro e engenheiro agrônomo José Gomes da Silva, ministro da Reforma Agrária do governo Sarney. A entidade será encabeçada por outro destacado defensor da reforma agrária, o ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio, que ajudou a elaborar o II Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA) para o governo Lula. O objetivo da nova diretoria é tirar o plano do papel. O senador Cristovam Buarque (PT-DF) é um dos que confirmou presença na posse da Abra.

Pró-indústria
A governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, e o presidente do BNDES, Carlos Lessa, são alguns dos homenageados que recebem hoje do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, a Medalha do Mérito Industrial do Rio de Janeiro. É um reconhecimento aos serviços prestados à indústria fluminense e brasileira. Também recebem a medalha os empresários Carlos Augusto Di Giorgio Sobrinho, da Indústria Gráfica J. Di Giorgio; Ludovico Landau Remy, da Werner Fábrica de Tecidos; James Cobb Strickland, da Indústria Sinimbu; e José Boechat Borges, da Fábrica Boechat.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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