Semestre teve 132,6 milhões de compras virtuais, alta de mais de 70%

Quarentena impulsiona varejo digital com 132,6 milhões de compras virtuais no primeiro semestre.

Conjuntura / 10:58 - 12 de ago de 2020

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A chegada do coronavírus trouxe crescimento recorde para o comércio eletrônico e brasileiro, de acordo com relatório apresentado pela Neotrust/Compre & Confie. No primeiro semestre deste ano, foram realizadas 132,6 milhões de compras virtuais, aumento nominal de 73,4% em relação ao mesmo período de 2019.

O faturamento do setor no período foi de R$ 53,4 bilhões, valor 66,1% maior do que o registrado no primeiro semestre do ano passado.

"A necessidade em manter o isolamento social, especialmente a partir de março, influenciou esses resultados em patamares tão elevados. Empresas de todos os portes tiveram de se adaptar à nova realidade e consumidores perceberam no varejo digital uma alternativa eficaz para continuarem comprando com segurança e conveniência", explica André Dias, CEO da Neotrust.

Ainda de acordo com o estudo, 29,5 milhões de pessoas fizeram ao menos uma compra nesse período, um crescimento significativo em relação aos 19,7 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Ao analisar o perfil de consumidores, é possível perceber que a maior parte dos compradores é formada por mulheres (correspondem a 55,8% do total observado este ano), ante 44,2% de homens.

Em relação à faixa etária, a maior parte dos consumidores tem entre 36 e 50 anos (32,4%). Em seguida, estão os que têm entre 26 e 35 (30,8%) e aqueles de até 25 anos (21,3%). Por último, 15,5% estão acima dos 51 anos.

Em média, consumidores fizeram cinco compras no primeiro semestre deste ano (ligeira alta em relação às quatro observadas no ano passado). O gasto médio por pessoa foi de R$ 1.654, valor ligeiramente mais alto do que o do ano passado, de R$ 1.443.

As categorias mais compradas nesse período foram: moda e acessórios (escolhida por 14,8 milhões de consumidores), telefonia (com 8,2 milhões de compradores) e eletrodomésticos (5,8 milhões). Em quarto e quinto lugar estão: informática (5,6 milhões) e eletrônicos (5,2 milhões).

Análise do tíquete médio de cada categoria mostra que telefonia é a campeã, com R$ 2.076; em seguida, estão eletrodomésticos, com R$ 1.632; e eletrônicos, com R$ 1.512. Informática, com R$ 1.268; e moda e acessórios, com R$ 449, ocupam as últimas posições do Top-5, respectivamente.

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