Senado dos EUA aprova lei para expulsar chinesas de Wall Street

Companhias estrangeiras terão que cumprir auditoria com ingerência de órgão norte-americano.

Acredite se Puder / 16:24 - 21 de mai de 2020

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Poucos dias depois de a Nasdaq aumentar as restrições para os novos IPOs, o Senado norte-americano aprovou um projeto de lei que obriga as empresas chinesas a seguirem as regras de contabilidade do país e, caso não aceitem, serão expulsas das bolsas norte-americanas. Agora, será encaminhado para a aprovação da Câmara dos Representantes e depois irá para a sanção de Donald Trump. A nova legislação exige que uma empresa seja impedida de ser cotada numa bolsa de valores dos Estados Unidos se não cumprir as auditorias do conselho de contabilidade durante, pelo menos, três anos consecutivos. As auditorias têm de ser feitas pelo Public Company Accounting Oversight Board (PCAOB), o órgão sem fins lucrativos que supervisiona as empresas americanas que querem entrar na bolsa norte-americana.

O Holding Foreign Companies Accountable Act, um projeto de lei submetido a votação pelo senador Kennedy, exige que as empresas divulguem se pertencem ou se são controladas por um governo estrangeiro de forma direta ou indireta. O parecer foi votado favoravelmente de forma unânime por democratas e republicanos. Atualmente, as empresas norte-americanas que pretendam fazer um IPO (oferta pública inicial) têm de se submeter às auditorias e controlo por parte da PCAOB. Já a China rejeitou que as suas empresas seguissem a lei imposta às congêneres norte-americanas. O Dodd-Frank Act, lançado na ressaca da grande crise financeira de 2008, para regular os mercados financeiros, permitia às empresas oriundas de Pequim escapar à legislação pela qual tinham de passar as cotadas dos Estados Unidos.

Donald Trump já manifestou seu apoio a uma supervisão mais rigorosa das empresas chinesas cotadas nos Estados Unidos. Larry Krudow, conselheiro da Casa Branca, acha que a pressão é necessária para garantir a segurança nacional, pois muitas dessas empresas já estiveram envolvidas em escândalos e custaram muito dinheiro aos investidores, devido à falta de transparência. O ministério dos Negócios Estrangeiros da China expressou a sua “forte indignação e condenação” e prometeu responder ao avanço dos Estados Unidos.

 

Shoppings de ricos recuperarão mais rapidamente

O efeito do isolamento será maior nos shoppings que atendem o público de menor renda, pois a recuperação será mais lenta. Para os analistas do Bradesco BBI os dominantes, como o Aliansce Sonae, são resistentes aos períodos mais difíceis, embora a empresa também possui empreendimentos que atendem clientes com menos restrição de renda. A Aliansce Sonae assinou 71 novos contratos de leasing durante o primeiro trimestre e até 15 de abril, quando o setor já estava paralisado, Seus resultados foram afetados pelo desconto de 50% nos aluguéis de março, além de um aumento da despesa com provisões, já vislumbrando o aumento da inadimplência. No primeiro trimestre a companhia obteve lucro de R$ 103,9 milhões, maior 82% que o de igual período do ano passado.

 

Cyrela subiu mais de 7% por causa do Itaú

As ações da Cyrela subiram mais de 7% e passaram dos R$ 15, tudo por causa da magia dos analistas do Itaú BBA que, num relatório bem confuso, chegaram a um preço alvo de R$ 20,30, com possibilidade de valorização de 50%, antes do comportamento no pregão desta quinta-feira. Além disso, elevaram os papéis da construtora Cyrela de neutro para compra. A Comissão de Valores Mobiliários deveria prestar mais atenção para esse tipo de relatório. Até agora, inclusive nos do Itaú, consta que as vendas serão fracas no segundo trimestre, pela seguinte razão: os stands estão fechados. No caso da Cyrela apontam que a empresa registra uma recuperação gradual das vendas e planeja, após o período de isolamento social, fazer lançamento de dois projetos voltados para o segmento de renda média. Isso não é motivo suficiente para fazer ua ação subir. A revisão do Itaú BBA já leva em conta o cenário da crise causada pela pandemia do coronavírus. Na avaliação dos analistas, a Cyrela está mais preparada para enfrentar um momento de crise, com uma atuação mais diversificada.

 

Via Varejo: meu pirão primeiro

Tudo indica que a Via Varejo não ficou satisfeita com a manifestação do Grupo Pão de Açúcar que se acha no direito de receber R$ 500 milhões da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins. Em fato relevante deixou claro que vai calcular a compensação dos tributos feitas até junho de 2010 e só será repassada à CDB após devida apuração. Os valores do imposto apurados após essa data serão contabilizados unicamente pela Via Varejo, no valor aproximado de R$ 374 milhões. Essa contabilização deverá ser feita no segundo trimestre. Xiiii

 

Braskem e Petrobras não chegaram a conclusão

A Braskem vai fornecer nafta para a Petrobras até o final deste ano. Os contratos para fornecimento de eteno e propano terminam em janeiro de 2021. Tudo indica que serão renovados, mas ninguém sabe em quais condições. Os analistas já podem dar pitacos sobre a petroquímica?

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