Senado limita poderes de guerra de Trump

Votação no Senado para limitar guerra de Trump na Venezuela teve adesão de 5 senadores republicanos e voltará ao plenário na próxima semana.

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Capitólio dos EUA com a faixa "Stop" 9pare) na frente
Capitólio (foto de Hu Yousong, Ag. Xinhua)

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira uma resolução que visa limitar a capacidade do presidente dos EUA, Donald Trump, de realizar novas ações militares contra a Venezuela.

A medida ocorreu dias depois de o governo Trump ter lançado um ataque militar em larga escala na Venezuela, em 3 de janeiro, sequestrando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa e levando-os para Nova York, o que gerou condenação e preocupação em todo o mundo.

O placar da votação foi de 52 a 47, com cinco senadores republicanos juntando-se a todos os democratas em apoio à medida. Espera-se que a resolução seja aprovada em plenário no Senado na próxima semana.

A medida exige “a retirada das Forças Armadas dos Estados Unidos de hostilidades dentro ou contra a Venezuela que não tenham sido autorizadas pelo Congresso”.

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Tim Kaine, um democrata da Virgínia, apresentou a resolução no mês passado, depois da revelação que o governo Trump teria matado duas pessoas que sobreviveram ao ataque inicial de navio de guerra dos EUA no Caribe, em 2 de setembro de 2025.

A legislação foi copatrocinada pelo senador republicano Rand Paul, pelo líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, e pelo senador democrata Adam Schiff.

“A indicação do governo é que isso não vai durar alguns dias ou algumas semanas, provavelmente serão alguns anos de ocupação e envolvimento dos EUA neste país”, disse Kaine na quarta-feira no plenário do Senado. “Isso não é um mandado de prisão. É muito maior do que isso”, completou, referindo-se à operação dos EUA para depor Maduro à força.

“Acho que bombardear uma capital e remover o chefe de Estado é, por todas as definições, guerra”, disse Paul, o único copatrocinador republicano da resolução, na terça-feira.

No entanto, muitos legisladores republicanos defenderam a ação militar do governo Trump, embora a Casa Branca não tivesse informado o Congresso com antecedência nem tentado obter sua aprovação, argumentando que os ataques com barcos e a operação contra Maduro estavam dentro da autoridade constitucional do presidente.

Os democratas do Senado não conseguiram avançar com duas tentativas semelhantes no ano passado.

Com informações da Agência Xinhua

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