Sensação

A preocupação com a violência, que assaltou a mídia carioca, ainda não tira o sono da maioria dos turistas estrangeiros que passaram o Carnaval no Rio: 42% avaliaram como excelente ou muito boa a segurança na cidade e 30% acharam boa. Porém, 19% classificaram a segurança como ruim e 9%, muito ruim. Os números constam de pesquisa feita na Zona Sul com 400 turistas estrangeiros, coordenada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner.

Caro até em dólar
Quase um em cada quatro visitantes estrangeiros é norte-americano (24%). Seguem os alemães (15%), portugueses (13%), franceses (11%) e espanhóis (9%). O principal ponto negativo apontado foi a população de rua (34%). Depois vieram segurança (28%) e informação turística (21%). Sobrou também para os salgados preços no Sambódromo, ponto negativo citado por 14% dos entrevistados (65% dos 400 estrangeiros estiveram na passarela). Taxis, destaque desfavorável em outros carnavais (e outras pesquisas), desta vez ficaram com apenas 3% das citações.

Continua lindo
Os pontos positivos foram animação nas ruas (30%), população anfitriã (25%), limpeza da cidade (20%), condições climáticas (15%) e natureza exuberante (10%).

Sempre a China
Apesar da retração econômica geral, os gastos das operadoras de rede em equipamentos de telecomunicações na região Ásia-Pacífico vão ter um aumento, ainda que discreto, nos próximos 24 meses. O principal motivo é a implantação de redes 3G na China, de acordo com relatório da Pyramid Research (www.pyr.com).

Para elas
De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, do Instituto Pró-Livro, 55% dos leitores brasileiros são mulheres. Elas lêem mais do que os homens – 5,3 livros por ano, contra 4,7 -, exceto livros dos gêneros história, política e ciências sociais. Para lembrar isso no Dia Internacional da Mulher, a Primavera Editorial sugere presentes como La Llorona (de Marcela Serrano), 31 Profissão Solteira (Claudia Aldana) e Solstício de Verão (Edna Bugni).

Justiça
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou provimento a recurso de advogados terceirizados do BNDES, o que deu ganho de causa aos funcionários do banco demitidos no início do Governo Collor, que comandou perseguição para afastar os “elementos indesejados” que, entre outras coisas, resistiam ao processo de doação (denominada eufemisticamente de “privatização”) das empresas públicas.

Novidades
As tendências do varejo discutidas na NRF (National Retail Federation) serão apresentadas aos comerciantes paulistas por profissionais que estiveram na feira no dia 3 de março, das 8h30 às 12h30, na Associação Comercial de São Paulo (R. Boa Vista, 51 – 11º andar). Mais informações pelo telefone (11) 3244-3535 ou e-mail [email protected]

Demite e esfola
A prevalecer a linguagem da mídia assombrada com a proporção da crise, empresas, pelo mundo afora, além de demitirem milhões de trabalhadores, ainda os submetem a processos de sevícias e, até, tentativas de homicídio. É o que se depreende de títulos, como “Empresa X corta mais 500”, “Companhia Y elimina mais 1 mil” e que tais, sempre na linha do extermínio.

Renomeações
Toda esse malabarismo de linguagem para tentar mitigar as tragédias decorrentes das políticas neoliberais. De acordo com a gramática dessa falida ideologia, pessoas não são demitidas, são enxugadas. Demissão é uma palavra aposentada, foi substituída por corte. Ou seja, as consequências sociais e políticas decorrentes da crescente concentração de renda são esvaziadas de sentidos e/ou apresentadas como efeitos colaterais. A extensão e a profundidade da crise, no entanto, provocam uma mudança também nos dicionários da economia.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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