Será que a montanha pariu um rato?

Pessoas bem relacionadas em Brasília, em contato com a coluna, afirmam que as bases do Governo Temer estão mais frágeis que nunca. Há até quem aposte na queda antes do final do semestre. Mas a Lista de Janot não é garantia de que as investigações atingirão núcleos importantes de partidos que não o PT. Primeiro, porque a Procuradoria-Geral da República não é conhecida por sua velocidade. Segundo, porque o Supremo não é pródigo em condenações daqueles protegidos pelo foro privilegiado. Há, ainda, a questão da opção: quem a PGR vai denunciar primeiro, após o STF aceitar o pedido de investigação? Basta ver o contraste entre a morosidade com que tucanos do naipe de Aécio Neves são tratados e a celeridade quando o assunto envolve petistas.

Ainda que com todos os senões, o estrago no governo e na classe política está feito. Não é pequeno e deve ficar maior quando os vazamentos seletivos forem substituídos pela ampla divulgação das delações da Odebrecht. A reunião ministerial em Curitiba, alerta lançado por esta coluna, não acontecerá, com os ministros protegidos por Temer e pelo foro privilegiado. Mas fica claro para a população que hoje Legislativo e Executivo (Judiciário está comodamente protegido de delações) são comandados por pessoas que representam o pior da política. Os efeitos disso serão sentidos em 2018. Ou antes.

O que é ruim a gente esconde

A grande mídia adotou o comportamento de tentar esvaziar as manifestações contra a reforma da Previdência. Ao contrário dos movimentos chapa-branca pelo impeachment, em que chamadas ao vivo convocavam para atos ainda vazios, a tônica foi dar destaque a transtornos no trânsito ou a tumultos.

Desde as 9h, sites e TVs falavam que a greve dos metroviários de São Paulo estava sendo encerrada e os serviços retomados. No meio da tarde, o discurso era o mesmo, contrastando com a realidade de poucas linhas e trens disponíveis.

Com as manifestações maiores que o desejado, os jornalões tiveram que se render e abrir espaço para os protestos.

Muita calma nesta hora

A Associação Brasileira de Empresas de Soluções de Telecomunicações e Informática (Abeprest), que congrega mais de 40 empresas do setor, defende a tramitação célere no Senado do Projeto de Lei 79/2016, que muda a Lei Geral das Telecomunicações, para adaptação da modalidade de outorga de serviço de telecomunicações de concessão para autorização.

O tema é pra lá de polêmico. Os opositores afirmam que a mudança representará uma transferência de patrimônio estimado em R$ 100 bilhões para as empresas de telefonia (a Anatel diz que o valor atual é bem menor, de uns R$ 20 bilhões – nada desprezível – mas reconhece que só fará os cálculos depois da aprovação da lei).

O presidente do Senado, Eunício de Oliveira, afirmou que só pautará este projeto depois do julgamento final do Supremo Tribunal Federal sobre o mandado de segurança apresentado por senadores da oposição. No início de fevereiro, o ministro do STF Luis Roberto Barroso determinou, em caráter liminar, que o projeto enviado à sanção presidencial fosse devolvido ao Senado.

Custo da saúde

O presidente do Conselho da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin, afirmou que é importante o investimento em qualidade no setor e que é necessário que se discuta o financiamento da saúde no país que, para ele, é vital para o desenvolvimento de um setor mais acessível. “A saúde das pessoas deve ser a soma de todas as ações que fazemos no setor”, afirmou Balestrin, durante a 1ª edição do Hospital Summit, evento sobre gestão hospitalar, realizado em São Paulo.

Salto alto

A coach Alexandra Zainun reuniu um time de especialistas para ensinar técnicas para que empresárias sejam bem-sucedidas em situações em que podem se sentir inseguras. Trata-se do 9º Encontro de Mulheres Empreendedoras, organizado pelo #EuSaltoAlto, que acontecerá dia 29 de março, das 14h às 17h, na Barra da Tijuca (RJ). A inscrição é pelo site https://goo.gl/Ha9Kvs. O evento alcança outras cidades. Em 12 de abril, chegará a Ribeirão Preto (SP).

Homenagem

O diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa, foi homenageado na solenidade em comemoração aos 15 anos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), realizada nesta terça-feira, em Brasília. O executivo, que está à frente da Associação de Terminais Portuários Privados desde a fundação da entidade, em 2013, foi agraciado em virtude da sua gestão como diretor da Agência no período de 2006/2010.

Rápidas

A Algar Tech anunciou Marcelo Ferreira como o vice-presidente de Marketing e Vendas *** Neste domingo, às 16h, o Caxias Shopping (RJ) apresenta o espetáculo infantil Bicho Sabido, com histórias e contos populares brasileiros e africanos *** O Encontro de Games volta ao Shopping Jardim Guadalupe (RJ) neste domingo, das 14h às 20h, com disputas e batalhas de tabuleiro.

Artigo anteriorTorture os números
Próximo artigoQuebra de contrato
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Batendo palma para maluco dançar

CPI precisa ser ágil para não deixar governistas propagarem mentiras impunemente.

Cristiano Ronaldo, Coca-Cola e Nelson Rodrigues

Atitude do craque português realmente derrubou ações da companhia de bebidas?

Empresa pode dar justa causa a quem não se vacinar?

Advogado afirma que companhias são responsáveis pela saúde no ambiente de trabalho.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Ford Escort de Lady Di em leilão

Carro usado pela princesa deve ser vendido por R$ 210 mil a R$ 280 mil.

Produção industrial cresceu em maio, após queda em abril

Intenção de investimento aumentou em junho em relação a maio e segue acima da média histórica.

Marrocos espera crescimento de 5,3% em 2021

BC do país estima avanço da economia neste ano; receita com turismo vêm caindo; inflação acelerou, mas está controlada.

Pacientes com Covid têm dificuldades a benefício por incapacidade

Nesta terça, Bolsonaro vetou PL aprovado pelo Congresso que dispensa carência do INSS para novas doenças.

Sauditas vêm visitar regiões cafeeiras do Brasil

Brasileiros convidaram os compradores árabes para visitar as lavouras locais no próximo ano.