Servidores do INSS entram em greve

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Agência do INSS (foto de Marcelo Camargo, ABr)
Agência do INSS (foto de Marcelo Camargo, ABr)

Os servidores públicos federais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciam greve por tempo indeterminado em todo o Brasil a partir desta terça-feira. A categoria decidiu após meses de negociações com o governo federal, e que não indicaram melhora nas condições de trabalho e remuneração dos servidores.

A decisão foi referendada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT) após a deliberação da Plenária Nacional da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), ocorrida em 30 de junho.

Os servidores participaram de três rodadas de negociações na Mesa Específica do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), mas o governo rejeitou todas as reivindicações da categoria e incluiu medidas que fragilizam a carreira do Seguro Social. A última dessas reuniões ocorreu em 3 de julho.

De acordo com a presidenta da CNTSS e também secretária Nacional do Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Reis Nogueira, o governo não respondeu às reivindicações da categoria e propôs o congelamento da Gratificação de Atividade Executiva (GAE) e o alongamento da carreira de 17 para 20 padrões e 4 classes, rebaixando os vencimentos de entrada das primeiras classes/padrões e desvalorizando a carreira.

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“Nos últimos seis anos não tivemos reposição de servidores, ao mesmo tempo que muitos estão se aposentando. Isso está criando um gargalo indissolúvel, e temos dialogado intensamente sobre isso com o governo. Esse diálogo travou quando o governo propôs o congelamento das gratificações”, afirma a dirigente.

Segundo os servidores, o sucateamento do INSS – o que levou em 2022 a uma contingência de atendimentos e enormes filas -, com falta de pessoal, sistemas inoperantes e falta de equipamentos, impacta diretamente nas condições de trabalho e no atendimento à população. Esse também é um ponto da pauta de reivindicações.

Reivindicações

As reivindicações dos servidores são: Reconhecimento da Carreira do Seguro Social como parte do núcleo estratégico do Estado, semelhante às carreiras de auditoria e fiscalização; Plano de recomposição remuneratória; Contra o congelamento da GAE; Cumprimento do Acordo de Greve de 2022; Contra o fim do teletrabalho; Implementação da NT13; Nível superior como critério de ingresso para técnicos do seguro social; Reorganização dos processos de trabalho e programas de gestão, além de melhores condições para atendimento das demandas da população.

A paralisação pode afetar a análise da concessão de benefícios como aposentadoria, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC), atendimento presencial (exceto perícia médica e análise de recursos e revisões de pensões e aposentadorias, inclusive a “Operação Pente-Fino” do governo, que visa revisar benefícios concedidos).

Com a iminência da greve, o Ministério da Gestão e Inovação agendou uma reunião também para esta terça-feira (16), às 10h, com os servidores. Maria Julia acredita que essa nova rodada de negociação será decisiva para o futuro da greve.

Com informações da CUT

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