Sete em 10 passaram a poupar mais por conta da pandemia

Segundo estudo, 28% estão avaliando trocar de plano de saúde e 59% revelaram possuir dívidas, a maioria com cartão de crédito.

Incertezas sobre o futuro e medo dos desdobramentos da pandemia da Covid-19. Essas são as principais causas que levam mais brasileiros a poupar, detectada em pesquisa realizada no mês de fevereiro pela Toluna. Entre os entrevistados, 70% confirmaram que passaram economizar mais por conta do vírus da Covid-19.

Já entre os principais motivos para segurar o dinheiro está em primeiro lugar o medo do futuro (65%), seguido pela preocupação com possíveis despesas médicas (32%). Já 26% das pessoas entrevistadas revelaram que passaram a economizar durante a quarentena, pois não tiveram como gastar com despesas de lazer, como restaurantes e viagens.

Além disso, muitos dos entrevistados (39%) concordam que a pandemia atrapalhou completamente qualquer tipo de planejamento financeiro, enquanto apenas 3% afirmaram que o coronavírus em nada interferiu seus planos econômicos.

Para os entrevistados, janeiro é o mês que mais gera sensação de ser pressionado por gastos: 33% disseram que o primeiro mês do ano causa enorme sufoco no orçamento, enquanto 30% disseram que se sentem tensionados por gastos em todos os meses do ano.

As despesas que mais pesam no orçamento, segundo a pesquisa da Toluna, são: contas para manter a casa, como luz, gás, condomínio (44%) e mercado (42%). 34% dos entrevistados afirmaram que gastam mais com escola e plano de saúde do que com outras despesas nesse período.

Uma enorme parte dos entrevistados (79%) concordaram, também, serem abusivos os aumentos perpetrados pelos planos de saúde no último ano. E 28% estão avaliando uma possível troca de operadora de planos para amenizar os gastos.

Paradoxalmente ao desejo de poupar detectado pela pesquisa, 59% dos entrevistados revelaram possuir dívidas, sendo a maioria com cartões de crédito (58%), seguido por bancos (38%) e financiamentos (31%). Para 18% dos que responderam à pesquisa, 40% dos seus ganhos estão comprometidos com dívidas.

Ainda segundo o levantamento, 29% dos que responderam ao questionário afirmaram que investem seu dinheiro em bancos, enquanto 16% em bancos mais plataformas específicas.

A pesquisa foi realizada nos dias 3 e 4 de fevereiro, com 820 pessoas (45% homens e 55% mulheres) das classes A, B e C, segundo critério de classificação de classes utilizado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), em que pessoas da classe C2 tem renda média domiciliar de R$ 4.500 por mês. Estudo feito com pessoas acima de 18 anos, de todas as regiões brasileiras, com 3 pontos percentuais de margem de erro e 95% de nível de confiança.

Já estudo da NZN Intelligence, também no período da pandemia, os brasileiros decidiram apostar em investimentos, coisa ainda pouco explorada no país. Segundo eles, 80% dos entrevistados começaram algum tipo de investimento nesse período.

Com um cenário de investimento tão em alta, o fator da pandemia foi decisivo para essa iniciativa: 34% afirmaram que o cenário favorável foi o principal fator para a decisão, enquanto 30% apontaram o consumo de conteúdo relacionado a investimentos como principal motivo. Entre os outros motivos que os levaram a investir durante a pandemia, 34.6% por conta do cenário favorável para investimento e 31.3% por terem maior tempo em casa.

Apesar de essa ser a tendência entre os brasileiros, é necessário saber onde e quanto investir, por isso, a pesquisa e estudo sobre o tema é fundamental para garantir sucesso nessa jornada, isso por existir diversos tipos de investimentos. Com isso, 44% começaram a investir na Bolsa, 30,4% CDI ou CDB e 23% no tesouro direto. Já na poupança, 18.9% investiram nessa modalidade.

Ainda de acordo com a pesquisa, 23% dos entrevistados não investiram durante a pandemia, mas pretendem fazê-lo após esse período, 37% devem aplicar na Bolsa de Valores e 33%, em CDI ou CDB. Também segundo o levantamento, 59% aumentaram a utilização de aplicativos de bancos durante a pandemia, o que ressalta a consolidação da internet banking entre as pessoas, facilitando o acesso às contas bancárias sem precisar sair de casa.

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