Sete em 10 e-consumidores ainda são considerados 'light users'

Maior parte dos brasileiros fez até duas compras seis meses; compradores priorizam itens de maior valor agregado.

Conjuntura / 11:38 - 31 de jul de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

A maior parte dos consumidores virtuais ainda utiliza as plataformas digitais para necessidades pontuais. No primeiro semestre desse ano, os light users (que fizeram até duas compras virtuais no período) somaram 77% da base de consumidores do Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em comércio eletrônico. Os 23% restantes, considerados heavy users, fizeram pelo menos três compras no período, com uma média geral de nove pedidos no semestre.

"Em ambos os grupos, as mulheres são responsáveis pela maior quantidade de pedidos realizados. Por outro lado, apesar de comprarem menos, os homens investem em itens de maior valor agregado, que geram tíquete médio maior em relação ao público feminino", afirma André Dias, diretor-executivo do Compre&Confie.

Em números, as mulheres foram responsáveis por 55% do total de pedidos dentro do grupo de light users e gastam em média R$ 810 por compra. Enquanto isso, os homens gastaram R$ 1.033 por pedido nesse período.

No nicho dos heavy users, a participação feminina é ainda maior: ao todo, elas foram responsáveis por 60% do total de pedidos realizados e o gasto total no período foi de R$ 3.801. A participação masculina foi responsável pelos 40% restantes e o valor total gasto nas compras foi de R$ 5.029 na primeira metade deste ano.

"Existe bastante espaço para o comércio eletrônico se expandir. A gente acredita que os consumidores devem ganhar cada vez mais confiança nos próximos anos e, com o aumento da oferta de produtos de bens não duráveis, a frequência de compra deve aumentar cada vez mais".

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor