Setembro teve aumento de preços na alimentação em domicílio

Segundo analista, fator considerou a alta dos preços ao produtor agrícola impulsionada pelo aquecimento da demanda chinesa.

Opinião do Analista / 15:52 - 9 de set de 2020

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Nossa expectativa - Em setembro, poderemos ver a continuação de um aumento de preços na alimentação no domicílio, considerando a alta dos preços ao produtor agrícola impulsionada pelo aquecimento da demanda chinesa. No entanto, o repasse para os preços dos alimentos do lado do consumidor é limitado pela demanda relativamente fraca. Além disso, pode haver alguma deflação residual da educação ainda refletindo os vários descontos concedidos pelas instituições de ensino desde março. Por fim, há a suspensão do reajuste dos planos de saúde. Neste último, o IBGE terá que ajustar o erro de cálculo de maio até agosto de 2020 (foi contabilizado como 0,60% ao mês, mas deve ser 0,00%), então em setembro deverá haver uma queda de 2,40% e, então, de outubro a dez/20 seria o efetivo 0,00%.

O núcleo da inflação permanece em níveis baixos e, para os próximos meses, o IPCA tende a ficar em patamares moderados entre 0,15% e 0,40%. A recuperação da demanda doméstica é gradual e não há preocupação com uma inflação generalizada. O IPCA para todo o ano deve ficar em + 1,7%, portanto, bem abaixo da meta central de 4% e também abaixo do piso de 2,5% do centro da meta.

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Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc. (MUFG)

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