Levantamento da plataforma GetNinjas revela que o setor de eventos registrou um crescimento entre fevereiro e março de 2026, com destaque para categorias que aliam inovação e conveniência.
No topo da lista de tendências está o serviço de ônibus-balada, que registrou um salto de 45% na procura nacional. O formato, que transforma veículos em pistas de dança itinerantes para aniversários e eventos corporativos, tem se destacado como uma escolha para quem busca celebrações diferenciadas.
A busca por suporte especializado também apresentou alta significativa. A categoria de organização de eventos cresceu 32% no período, indicando que o consumidor está investindo mais no planejamento técnico de suas comemorações. Complementando o cenário, a procura por profissionais de animação de festas subiu 16%, reforçando a retomada das festas presenciais e infantis em todo o país.
O aquecimento do setor de eventos também dialoga com o rejuvenescimento da base de profissionais da plataforma. Com a Geração Z ocupando espaço crescente no mercado de serviços, categorias criativas e dinâmicas como as ligadas a eventos tornam-se portas de entrada para jovens empreendedores que buscam independência financeira através da economia do compartilhamento e da prestação de serviços por aplicativos.
Escassez de mão de obra no segmento intensifica e pressiona retenção de profissionais
A escassez de mão de obra nos serviços tem-se agravado em meio ao aquecimento do mercado de trabalho, elevando a dificuldade de retenção de profissionais. O setor abrange 57% dos empregos formais no país e responde por cerca de 70% do Produto Interno Bruto, o que amplia os impactos da falta de trabalhadores sobre a atividade econômica. Ao mesmo tempo, indicadores revelam vínculos mais curtos e aumento da rotatividade, mesmo diante do crescimento expressivo das contratações.
Estudo do Conselho de Serviços da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) mostra que um dos principais sinais desse quadro é a queda no tempo médio de permanência no emprego. Entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2026, o indicador recuou 6,8 meses no Brasil (-27%) e 6,3 meses em São Paulo (-27,2%), evidenciando relações de trabalho mais breves e maior dificuldade das empresas para manter seus quadros.
Apesar disso, o volume de admissões avançou em torno de 80% no período analisado, indicando um mercado aquecido, porém mais instável. Na prática, as empresas estão contratando mais, mas têm mais dificuldades para reter trabalhadores, o que eleva custos operacionais, exige investimentos contínuos em treinamento e afeta a produtividade.
De acordo com o estudo, no Brasil, a redução no tempo de permanência nas empresas foi generalizada entre diferentes faixas etárias, mas mais intensa entre trabalhadores de 50 a 64 anos, grupo que apresentou as maiores quedas em termos absolutos e relativos. O movimento reflete mais mobilidade no mercado, em especial entre profissionais mais experientes, que encontram mais oportunidades e passam a trocar de emprego com mais frequência.
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