Setor de serviços fechou 2019 com crescimento de 1%

Segundo IBGE, é a primeira alta do setor desde 2014; dados são da Pesquisa Mensal de Serviços.

Conjuntura / 12:17 - 13 de fev de 2020

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O volume do setor de serviços fechou 2019 com uma alta de 1%. Essa é a primeira alta do setor desde 2014, já que os serviços tiveram quedas consecutivas entre 2015 e 2017 (acumulando perda de 11%) e fecharam com estabilidade em 2018.
A receita nominal teve crescimento de 4,5%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Essa alta é importante, mas ainda está longe de alcançar o melhor resultado no setor de serviços", avalia o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.
Os principais responsáveis pelo crescimento foram os serviços de informática e comunicação, que tiveram avanço de 3,3%, puxado pelo bom desempenho das atividades de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na internet, pelo desenvolvimento e licenciamento de softwares e pela consultoria em tecnologia da informação.
O segmento de outros serviços teve a maior alta (5,8%) e o segundo principal impacto no setor de serviços como um todo, puxado pelas atividades de corretoras de títulos e valores mobiliários.
Também tiveram alta os serviços prestados à família (2,6%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (0,7%). O único segmento com queda foi o de serviços de transportes, auxiliares de transporte e correios (-2,5%).
Em dezembro, o setor de serviços teve queda de 0,4% no volume e alta de 0,3% na receita nominal, em relação a novembro. Já na comparação com dezembro de 2018, foram observadas altas de 1,6% no volume e de 4,5% na receita nominal.
Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor registrará crescimento de 2,1% em 2020. "A expectativa é que a fraca base comparativa dos últimos anos, associada à expectativa corrente de maior crescimento econômico em 2020, crie condições para a queda dos juros na ponta e a reação do emprego. O processo de retomada dos investimentos será fundamental para que as atividades envolvidas na PMS apresentem avanço pelo segundo ano seguido", observa o economista da CNC, Fabio Bentes.

Ainda segundo ele, "pela primeira vez desde 2003/2004, a inflação dos serviços fechou o ano abaixo do IPCA por dois anos consecutivos. Nesse sentido, a desaceleração dos preços dos intangíveis foi um fator relevante para a retomada do avanço do nível de atividade", acrescenta Bentes.

 

Com informações da Agência Brasil

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