Sexta-feira gorda

As exceções à política de aperto do cinto do ministro Antônio Palocci não se restringem ao sistema financeiro. Funcionária, concursada, da Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), a médica sanitarista Margareth Rose Silva Palocci acaba de receber um up grade no seu contracheque. Vai trocar a “merreca” de R$ 1.120,27 por um salário de R$ 4.850 como assessora da presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A nomeação da mulher do ministro Palocci foi publicada no Diário Oficial da União da sexta-feira retrasada.

Frota
A conservação dos carros brasileiros melhora ano a ano. Pelo menos é o que indica pesquisa de inspeção e segurança veicular feita pelo Centro de Tecnologia da Unicamp, através do Departamento de Normalização e Inspeção (DNI). São verificados carros que sofreram sinistros de média monta (colisão, danos etc.), em São Paulo. Realizada desde 1995, a pesquisa mostra que 73% dos 1.187 veículos passaram na primeira inspeção. No primeiro ano em que foi realizada, apenas 12% dos automóveis foram aprovados. Esse percentual vem melhorando ano a ano – em 2000 a aprovação atingiu 51% dos carros e em 2001, 62%. Desde que a Unicamp começou o trabalho para verificar as condições de manutenção da frota brasileira, foram inspecionados 12.002 veículos. A conclusão da pesquisa, porém, é de que a conservação ainda é um item preocupante, já que os veículos avaliados haviam acabado de deixar uma oficina e, teoricamente, tinham sido revisados. Mesmo assim, a Unicamp assinala a maior conscientização do motorista.

Praia e samba
Quase 80% dos turistas que visitaram o Rio de Janeiro no Carnaval tinha entre 20 e 50 anos de idade e mais da metade preferiu a praia como principal ponto turístico, seguido pelo Corcovado e pelo Sambódromo. De acordo com pesquisa divulgada pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio), 388 mil visitantes estiveram na cidade, sendo que 52,07% eram brasileiros e 47,93% estrangeiros. O turista norte-americano, segundo a pesquisa, ainda é o que mais vem ao Brasil: 12,86%. São Paulo lidera a classificação nacional, com 27,26%. A maioria dos turistas, 70,29%, disse que pretende voltar à cidade no próximo carnaval; 72,13% hospedaram-se em hotéis ou pousadas, que tiveram praticamente 100% de lotação no período. Os turistas deram nota 7 para segurança e 6,7 para limpeza urbana, serviços que receberam os menores conceitos. Cada turista gastou, nos quatro dias de carnaval, cerca de R$ 1,8 mil.

Imagem
Mais de 60% dos turistas estrangeiros que estiveram no Rio de Janeiro durante o Carnaval voltariam à cidade; apenas 18,9% disseram que não retornariam. Os resultados constam de pesquisa informal feita pelo professor Bayard Boiteux, diretor da Escola de Turismo da UniverCidade e que de certa forma corroboram a pesquisa da Fecomércio. Foram entrevistados 350 turistas na Zona Sul do Rio. Somente 40% tomaram conhecimento da onda de violência que voltou com força nos meios de comunicação. Dos que conheciam o assunto, 70% alegaram que ficaram temerosos. Do total dos entrevistados, 37,6% disseram que a cidade é um destino seguro; 49,3% responderam que todas as grandes cidades são perigosas; e 13,1% disseram que não. Boiteux lembra que os impactos das informações negativas acontecem a médio e longo prazos, o que significa que o Rio deve partir imediatamente para uma grande campanha nos principais mercados emissores.

Outro tom
As críticas internas de petistas e outros eleitores de Lula à política econômica malocciana ganharam ritmo de samba durante o Carnaval. O Barbas, bloco fundado pelo jornalista petista Nelson Rodrigues Filho, desfilou com dois sambas, um contra e outro a favor do governo. O primeiro terminava ironizando a “tortada” recebida pelo presidente nacional do PT, José Genoino, durante o III Fórum Social Mundial: “E quem diria, um guerrilheiro do Araguaia, que é bombeiro sem patente, e ainda levou torta na cara”.

Segunda divisão
A Cerj voltou a atravessar o samba durante a folia. No sábado de Carnaval, moradores de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, sofreram um corte de luz às 19h. A exemplo do ocorrido na passagem de fim de ano, a energia elétrica demorou intermináveis horas para ser restabelecida.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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