Shoppings: menos sacolas e mais entretenimento e serviços

Shopping não será mais um destino de aquisição de produtos e sim uma nova forma de usufruir dos serviços.

Nesta semana, os shoppings brasileiros retomaram 100% das suas operações, em um cenário complexo no qual a vacinação chegou apenas a 7,2% (2 doses, fonte Our World in Data, 8/5/2021) da população brasileira, lidar com a incerteza econômica do país será um dos principais desafios para estas companhias.

Outro, que deve impactar também o cenário pós-pandemia, será lidar com um consumidor diferente, que encontrou nos aplicativos, marketplace e e-commerce aliados para satisfazer seus desejos de consumo na pandemia.

Segundo Arthur Igreja, especialista em inovação e tendências, o shopping não será mais um destino de aquisição de produtos e sim uma nova forma de usufruir dos serviços.

Em entrevista ao Monitor Mercantil, ele explica quais serão as novas tendências neste segmento do varejo:

Atualmente muitos shoppings contam com soluções de venda via marketplace ou aplicativo. Acredita que o consumidor deve voltar ao shopping focado na compra de produtos ou apenas para usufruir de serviços?

O consumidor volta com certeza, mas com um comportamento diferente. Ele retorna para passear, se distrair, mas não tanto para comprar ou ficar em filas. Pode conhecer produtos e em alguns casos até efetivar a compra nas lojas, mas acredito que veremos cada vez menos pessoas caminhando com sacolas. As lojas vão servir como uma espécie de mostruário para motivar a compra via internet ou aplicativo. O shopping passa a ser um local de serviços, de entretenimento, demonstração de produtos.

Que outras tendências devem surgir no setor de shoppings nesta retomada?

A primeira mudança será no perfil das lojas, as que são destinadas para produtos básicos vão precisar adequar seu tamanho, ter espaços menores, facilitando a compra pela internet. Enquanto as lojas que tenham produtos que oferecem uma experiência de compra, por exemplo, lojas de luxo, onde o cliente quer degustar e ir na loja, devem ainda manter seus espaços. Veremos mudanças no layout e categorias dentro dos shoppings.

A segunda mudança será um uso mais intensivo da tecnologia e da venda omnichannel. Atualmente poucos shoppings dominam esta interação social e estão estagnados nas estruturas físicas.

De que forma o uso de aplicativos próprios pode favorecer os shoppings?

Vai depender do propósito do aplicativo. Já existem opções para a praça de alimentação ou encontrar coisas dentro do shopping, mas acredito que os consumidores querem mais serviços em menos aplicativos. Alguns varejistas, como Magalu, Mercado Livre, que não são shoppings, conseguiram atrair a atenção dos consumidores.

Seria importante que o shopping tivesse um aplicativo que crie experiências mesmo quando o consumidor não está no local, com push de ofertas. Até o momento, as operadoras estão usando mal a tecnologia, precisam melhorar suas estratégias para atrair consumidores.

O brasileiro mudou sua percepção sobre os shoppings? Antes eram considerados locais de lazer muito seguros…

A pandemia mudou a visão deste consumidor, que muitas vezes vai priorizar lugares abertos e amplos; o shopping é um lugar fechado, com ar condicionado e ainda remete a ideia de proliferação do vírus. Essa percepção precisará mudar apesar das medidas sanitárias já existentes

Como ficam os shoppings nesta retomada?

O impacto financeiro é inegável, acredito que seja um momento de grande provação para as companhias, mas, ao mesmo tempo, permitirá que sejam melhores, investindo em tecnologia, experiências mais seguras. No final das contas, a crise vai fazer bem para as operadoras; quem sobreviver vai sair fortalecido.

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