Silêncio

É estranho, para não dizer comprometedor, o silêncio do Banco Central a respeito do que vem sendo apurado na CPI dos Correios. Suspeitas relações entre bancos e clientes, empréstimos sem garantia ou aval, movimentações de fantásticas somas de dinheiro sem procedência conhecida – a lista é grande e a única vez em que o BC apareceu no noticiário foi por ter feito corpo mole na entrega dos documentos que comprovam a maracutaia armada em Brasília e operada nas agências bancárias.

Castelo de areia
“Medida pelo aumento nos valores dos ativos nos últimos cinco anos, o boom imobiliário global é a maior bolha financeira da história. Quanto maior o boom, maior o estouro”, alertou a revista britânica The Economist. A bolha, inflada pelos juros negativos dos EUA, tem ajudado a manter a aparente prosperidade norte-americana e em outros países, como Inglaterra.
O economista Dean Baker, do Center for Economic and Policy Research de Washington, explica: “Nos últimos oito anos, os EUA têm experimentado um aumento inusitado nos preços dos imóveis, que criou uma bolha de riqueza de US$ 5 trilhões. Assim como a bolha de ações do final da década de 1990, essa alta de preços imobiliários não pode ser explicada pelos fundamentos da oferta e da procura. É uma bolha especulativa que, inevitavelmente, sofrerá um colapso e quase certamente lançará a economia em uma recessão quando isso ocorrer.”
Na década de 1980, bolha mais modesta teve que ser assumida pelo governo Reagan, no caso conhecido como Escândalo do Save and Loans. O estouro da atual bolha pode derrubar o PIB dos EUA em 3,6% a 4,5%

Concertos
A Orquestra Sinfônica Brasileira (Fundação OSB) conseguiu patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela Lei Rouanet, para os Concertos para a Juventude da Temporada Artística 2005. A OSB vai receber R$ 650 mil para concertos no Rio e São Paulo, além da realização do Concurso Nelson Freire, para jovens instrumentistas.

Crise
A maioria das empresas, em especial as pequenas e médias, costuma demorar para adotar uma estratégia de recuperação quando enfrenta uma crise. “O colapso financeiro de uma empresa geralmente é precedido por sinais de carência em estágios progressivos de dificuldades”, afirma Fábio Bartolozzi Astrauskas, diretor da Siegen, empresa de consultoria especializada na recuperação de empresas em crise financeira.
De acordo com Astrauskas, os principais sinais de carência gerencial são: gestão tipicamente familiar, pouco conhecimento por parte da empresa de marketing e/ou finanças, ausência ou excesso de delegação de poderes, alto índice de rotatividade dos empregados ou funcionários muito antigos, sobrecarga na agenda dos executivos, constantes decisões de alto risco, excesso de reuniões, reuniões com alto grau de tensão e desentendimentos e constantes interrupções nas atividades gerenciais para cuidar de assuntos urgentes.

Mais crise
Responsável pelo volume regional de mais de 13 milhões de caixas vendidas, totalizando um faturamento anual de U$ 650 milhões, além de mais de U$ 100 milhões de lucro operacional, o presidente para a América Latina da Allied Domecq Spirits & Wine , Amador de Carvalho, apresentará, no próximo dia 25, no Ibmec-RJ, a palestra “Saindo da crise: o case de sucesso de uma multinacional na Argentina”. Em sua palestra, Armando contará um pouco sobre seu desafio de transformar uma empresa praticamente falida em líder de mercado, durante a crise econômica por que a Argentina passava em 2000. Informações e inscrições: (21) 3284-4000, pelo site www.ibmec.br/rj ou e-mail contactcenter@ibmercrj.br

“Timing”
Sobre possível negociação entre oposição e governo para achar uma saída para a crise, o governador de Minas, Aécio Neves, foi taxativo: “Neste momento, não tem acordo nenhum em curso.” Já mais adiante, com as investigações chegando perto do ninho tucano, quem sabe?

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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