Silva e Luna: Garantir maior retorno possível de capital empregado

Ao tomar posse nesta segunda-feira como presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna disse que não há dúvidas de que, entre os principais desafios, estão tornar a estatal cada vez mais forte, trabalhando com visão de futuro, segurança, respeito ao meio ambiente, aos acionistas e à sociedade para garantir o maior retorno possível ao capital empregado.

Silva e Luna foi confirmado para o cargo que vinha sendo ocupado pelo economista Roberto Castello Branco no último dia 16. A decisão foi formalizada pelo Conselho de Administração da empresa, que o elegeu, além de aprovar outros nomes para compor a Diretoria Executiva.

Também tomaram posse Rodrigo Araujo Alves como diretor-executivo financeiro e de Relacionamento com Investidores; Cláudio Rogério Linassi Mastella, diretor-executivo de Comercialização e Logística; Fernando Assumpção Borges, diretor-executivo de Exploração e Produção; e João Henrique Rittershaussen, diretor-executivo de Desenvolvimento da Produção. Foram reconduzidos Nicolás Simone, como diretor-executivo de Transformação Digital e Inovação; Roberto Furian Ardenghy, diretor-executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade; e Rodrigo Costa Lima e Silva, diretor-executivo de Refino e Gás Natural.

Sugestões e temas

No último dia 16, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos já tinham elaborado um conjunto de sugestões e temas para serem conversados com o novo presidente. “Esperamos que a nova administração da empresa esteja aberta à comunicação com os petroleiros. A nova gestão precisa dialogar mais com os trabalhadores e trabalhadoras e com o movimento sindical. Há necessidade de a companhia estabelecer um canal aberto em busca do entendimento e de soluções de conflitos”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Segundo a FUP, considerado pela categoria dos petroleiros o pior presidente da história da Petrobras. Roberto Castello Branco, demitido em fevereiro, não deixará saudades. “Ele fez um péssimo serviço para a companhia e para o país. Quando se sentou na cadeira de presidente da Petrobras, Castello Branco disse que seu sonho era vender a empresa. Para mim, é algo inconcebível”, destacou Bacelar.

Um dos primeiros pontos da pauta junto à nova diretoria da Petrobras é a cobrança por atenção máxima ao enfrentamento da Covid-19. Os números de contágio são alarmantes. A doença já matou 80 trabalhadores da empresa, entre próprios e terceirizados, e outros 533 estão infectados neste momento.

Desde o início da pandemia, mais de 6 mil pessoas já foram contaminadas nas unidades da Petrobras, segundo dados do próprio Ministério de Minas e Energia (MME). Isso representa 13% do total de empregados da estatal. A maior parte contraiu a doença embarcado nas plataformas e nas refinarias. A sinalização de mudanças no sistema de trabalho remoto da Petrobras, a partir de maio, traz maiores incertezas em relação à exposição à pandemia.

Segundo a Agência Brasil, tema também importante é a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. A FUP vai alertar o novo presidente sobre irregularidades no processo açodado de venda, que vão desde o preço aviltado, abaixo do valor de mercado, fechado para a negociação com o fundo árabe Mubadala, até inconsistências na criação da subsidiária que foi criada para abrigar o negócio.

A FUP alertará ainda o novo presidente da Petrobras que a “venda da refinaria, realizada às pressas, pouco antes da saída de Castello Branco, trará prejuízos à Petrobras, e criará monopólio privado.”

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