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segunda-feira, janeiro 18, 2021

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Na segunda-feira, o PDT deve embarcar na candidatura de Geraldo Alckmin à presidência da República. O tucano enviou, por e-mail, resposta ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, concordando com todas as condições colocadas pelo partido para um possível apoio no segundo turno. O Diretório Nacional pedetista se reunirá, no Rio de Janeiro, para definir uma posição final. Por enquanto o PDT ainda não recebeu resposta do PT.

Neo-Cristovam
Na resposta de Alckmin ao PDT, alguns pontos devem ser guardados pelos eleitores, para cobrar caso o tucano seja eleito: “Estou claramente comprometido com o cumprimento do artigo 212 da Constituição Federal, que garante a vinculação de percentual mínimo da arrecadação tributária à educação. Aliás, em São Paulo, esse percentual é de 30% e no meu governo ele sempre foi ultrapassado.”

Parcial?
Sobre privatização, Alckmin disse: “Meu governo manterá sob controle estatal e estimulará os papéis estratégicos que cumprem a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os Correios.” Sobre as estatais da área elétrica (Eletrobrás, Furnas etc.) o candidato do PSDB não falou uma linha.

Antiagenda
O fogo amigo que se abateu, terça-feira, sobre o comando da campanha de Geraldo Alckmin a partir de revelações indiscretas da sua assessoria econômica sobre os planos de um eventual governo tucano puseram a nu um paradoxo kafkaniano. Os dois candidatos a presidente da República convergem na defesa de que, qualquer que seja o eleito, a política econômica é intocável. No entanto, em campanha, não apenas se recusam a defender os fundamentos dessa política, como os negam de público, atribuindo ao adversário a intenção de aplicar medidas coerentes com o atual modelo.
Essa esquizofrenia faz com que Lula, que vende concessões para explorar petróleo por até R$ 50 mil, dando continuidade ao desmonte do controle estatal sobre essa estratégica riqueza, impute a Alckmin a intenção de privatizar a Petrobras. Já o tucano, cujo governo privatizou os setores de mineração, siderurgia e parte do elétrico até o apagão produzir um curto-circuito na transferência de patrimônio público para o privado, esconjura a pecha de privatista.
O mesmo acontece com o corte de gastos públicos. Lula reduziu os investimentos públicos a pífio 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ao manter um superávit primário cavalar de cerca de 5% do PIB ao ano, mas, em campanha, atribui ao adversário a intenção de desmontar o Estado. Já Alckmin, que, até a rebelião do PCC, transformara o etéreo choque de gestão no seu principal slogan de campanha, nega, agora, o desejo de aprofundar o ajuste fiscal, que mantém o Brasil estagnado.
Ou seja, consensual entre a mídia e os partidos univitelinos, a defesa da política econômica continua, por sua impopularidade fora desses círculos, um anátema nos palanques eleitorais. Esse antagonismo coloca o país diante de mais um caso de estelionato eleitoral, qualquer que seja o eleito, bem como da contratação de futura instabilidade da governabilidade, causada por essa venda de gato por lebre ao eleitor.

Força em Miami
A advogada Genilde Guerra, radicada nos Estado Unidos e sócia do escritório de advocacia Kravitz & Guerra em Miami, recebeu o Prêmio Mulher da Justiça no evento Women of Virtue Awards, que reúne as 12 mulheres mais influentes no Sul da Flórida. Genilde tem presença forte na comunidade brasileira e, graças a sua atuação em questões de imigração e empresariais, foi convidada para apresentar o programa Imigração em Debate na recém-criada TV Brasil, a primeira emissora brasileira sediada no exterior. Nesta semana, participa como palestrante do Second Brazilian Forum, organizado pelo Consulado Geral do Brasil em Miami que acontece no Centro Cultural do Brasil.

Imagem
Geraldo Alckmin, assim como esta coluna e 180 milhões de brasileiros, questionou os inúmeros erros das empresas de pesquisa no primeiro turno das eleições. Seria o caso de fazer uma pesquisa para saber como anda a imagem das companhias, que preferem ser chamadas de “institutos”?

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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