Sinais de alerta são ignorados

A agência das Nações Unidas para o meio ambiente (Pnuma) estima que há 3.500 barragens de rejeitos de minérios em todo o mundo. Mas admite que o número é subestimado, uma vez que pode haver mais de 30 mil minas industriais, embora nem todas tenham uma barragem de rejeitos. O volume global de rejeitos armazenados também é desconhecido.

Embora o número de acidentes em barragens tenha diminuído ao longo dos anos, o número de falhas graves aumentou, apesar dos avanços no conhecimento de engenharia que podem impedi-los.

Em novembro de 2017, foi publicado relatório em conjunto pela Pnuma e pela ONG norueguesa Grid-Arendal sobre segurança nas barragens de rejeitos de minas. “Está claro que, na maioria das falhas documentadas (excluídas falhas induzidas por terremotos), havia amplos sinais de aviso antecipadamente. A tragédia é que os sinais de alerta foram ignorados ou não reconhecidos”, disse a publicação.

 

Vice mundial

O termo “violência obstétrica” cala fundo nos médicos da especialidade. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) divulgou nota sobre o tema. Um dos pontos destacados pela entidade é a solução, com urgência, das condições inadequadas para atender à paciente, falta de leito para interná-la e de medicamentos nas prateleiras.

O problema é que o termo “violência obstétrica” está relacionado ao alto número de cesarianas. O Brasil apresentava, em 2015, a segunda maior taxa de cesáreas do mundo, atrás da República Dominicana. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece em até 15% a proporção recomendada, no Brasil esse percentual chega a 57%. Na rede particular, esse índice chega a 84%.

Sobre o parto cesárea, a Febrasgo esclarece “ser considerado pelas principais sociedades médicas do mundo como fator essencial para salvar vidas de mães e crianças”. “Todas as mulheres têm o direito e devem conversar com os seus médicos sobre as vias e formas de parto, vantagens e desvantagens, quando cada procedimento é indicado. O diálogo é sempre fundamental, assim como o respeito à decisão da paciente.”

Do jeito que fala a entidade, parece que as mulheres vítimas de violência são as que recorrem aos hospitais públicos, onde a taxa de cesarianas, ainda que alta, é menos da metade da registrada nos estabelecimentos particulares.

 

Renovação da dedução

Estima-se em 2,8 milhões o número de empregadas e empregados domésticos na informalidade. O Instituto Doméstica Legal (IDL) lançará dia 4 a campanha de abaixo-assinado “Mais formalidade no emprego doméstico” para que sejam aprovadas medidas que estimulem os empregadores a assinarem a carteira de trabalho.

Mario Avelino, presidente do IDL, explica que o objetivo é sensibilizar deputados, senadores e o presidente da República para renovarem a legislação que garante dedução do INSS recolhido sobre o salário da empregada doméstica no Imposto de Renda (até R$ 1.200,32), pois o benefício acaba em 2019.

Além disso, o Instituto apresentou outros projetos de lei que visam melhorias no emprego doméstico. O abaixo-assinado vai até 27 de abril, data da comemoração do Dia Nacional da Empregada Doméstica, em www.domesticalegal.org.br

 

Para todos

Será que a percepção de que a corrupção no Brasil aumentou no ano passado tem relação com a pouca apetência da Operação Lava Jato para novas ações midiáticas após a prisão de Lula?

 

Rápidas

Fundador do curso de inglês Wise Up, dono do time Orlando City e um dos bilionários mais jovens do país a aparecer na lista da Forbes, Flávio Augusto da silva lança em fevereiro Ponto de Inflexão (Buzz Editora) *** O Partage Shopping São Gonçalo promove nesta quarta, das 16h às 20h, baile da promotora Helô Reis *** O grupo Coletivo Balangandãs entra em cena na Feira do Lavradio, às 16h30, com um repertório de clássicos do samba e da MPB em ritmo de Carnaval. A Feira, todo primeiro sábado do mês, começa às 10h *** O Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV Ebape realiza dia 14 próximo o encontro “As Competências para o Século XXI”. Inscrições: www.fgv.br/eventos/?P_EVENTO=4316&P_IDIOMA=0 *** O IPDH – Instituto Palmares de Desenvolvimento Humano, local de formação da comunidade preta, sofre uma tentativa de despejo antes dos prazos estabelecidos em acordos firmados judicialmente.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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