Nesta quarta-feira, os mercados estão com as atenções direcionadas para os balanços corporativos. Investidores monitoram hoje as falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, e de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, porém em função do período de silêncio não devem falar sobre política monetária, uma vez que amanhã se tem a decisão de juros pelo BCE e na semana que vem o mesmo ocorre com o Fed.
No Brasil, os mercados podem ficar voláteis em função de sinais adversos no exterior. Por um lado, os índices futuros de Nova Iorque indicam sentimento de aversão ao risco, que somado ao baixo fôlego do petróleo podem pressionar negativamente os ativos locais. Por outro lado, o minério de ferro tem alta significante, superior a 3% na China, que podem beneficiar o mercado local e principalmente as ações da Vale. No câmbio, o dólar ganha força ante as seis principais moedas, como indica o índice DXY, o que pode sugerir um movimento positivo para a moeda americana também contra o real.
No exterior, os contratos futuros de petróleo operam próximos à estabilidade, porém sem direção única. Os índices futuros acionários de Nova Iorque também exibem sinais mistos, enquanto investidores aguardam pela divulgação de novos balanços corporativos. Na Europa, o sinal é vermelho nas principais Bolsas do continente, diferente da Ásia, onde o fechamento foi majoritariamente em alta nesta quarta-feira.
O contrato futuro de dólar fechou ontem novamente em queda, rompendo a média móvel de 200 períodos. Com volume de negociação menor se comparado ao dia anterior, a moeda americana passa a operar abaixo das médias de preços de fechamento dos últimos 20 e 200 dias.
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Yuri Pasini
Trader Mesa Câmbio do Travelex Bank
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